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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ariano Suassuna, um dos mais importantes dramaturgos brasileiros

Ariano Vilar Suassuna (João Pessoa, 16 de junho de 1927) é um dramaturgo, romancista e poeta brasileiro.

Ariano Suassuna, um defensor da cultura do Nordeste, é um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, autor dos célebres Auto da Compadecida e A Pedra do Reino.

Biografia

Ariano Vilar Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa (PB), em 16 de junho de 1927, filho de Cássia Villar e João Suassuna. No ano seguinte, seu pai deixa o governo da Paraíba e a família passa a morar no sertão, na Fazenda Acauhan.

Com a Revolução de 30, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937. Nessa cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.A partir de 1942 passou a viver no Recife, onde terminou, em 1945, os estudos secundários no Ginásio Pernambucano e no Colégio Osvaldo Cruz. No ano seguinte iniciou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermilo Borba Filho. E, junto com ele, fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as Harpas de Sião (ou O Desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Os Homens de Barro foi montada no ano seguinte.

Em 1950, formou-se na Faculdade de Direito e recebeu o Prêmio Martins Pena pelo Auto de João da Cruz. Para curar-se de doença pulmonar, viu-se obrigado a mudar-se de novo para Taperoá. Lá escreveu e montou a peça Torturas de um Coração em 1951. Em 1952, volta a residir em Recife. Deste ano a 1956, dedicou-se à advocacia, sem abandonar, porém, a atividade teatral. São desta época O Castigo da Soberba (1953), O Rico Avarento (1954) e o Auto da Compadecida (1955), peça que o projetou em todo o país e que seria considerada, em 1962, por Sábato Magaldi “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”.Em 1956, abandonou a advocacia para tornar-se professor de Estética na Universidade Federal de Pernambuco. No ano seguinte foi encenada a sua peça O Casamento Suspeitoso, em São Paulo, pela Cia. Sérgio Cardoso, e O Santo e a Porca; em 1958, foi encenada a sua peça O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna; em 1959, A Pena e a Lei, premiada dez anos depois no Festival Latino-Americano de Teatro.

Em 1959, em companhia de Hermilo Borba Filho, fundou o Teatro Popular do Nordeste, que montou em seguida a Farsa da Boa Preguiça (1960) e A Caseira e a Catarina (1962). No início dos anos 60, interrompeu sua bem-sucedida carreira de dramaturgo para dedicar-se às aulas de Estética na UFPe. Ali, em 1976, defende a tese de livre-docência A Onça Castanha e a Ilha Brasil: Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira. Aposenta-se como professor em 1994.Membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967); nomeado, pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPe (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970, em Recife, o “Movimento Armorial”, interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais. Convocou nomes expressivos da música para procurarem uma música erudita nordestina que viesse juntar-se ao movimento, lançado em Recife, em 18 de outubro de 1970, com o concerto “Três Séculos de Música Nordestina – do Barroco ao Armorial” e com uma exposição de gravura, pintura e escultura. Secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998).

Entre 1958-79, dedicou-se também à prosa de ficção, publicando o Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971) e História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao Sol da Onça Caetana (1976), classificados por ele de “romance armorial-popular brasileiro”.

Ariano Suassuna construiu em São José do Belmonte (PE), onde ocorre a cavalgada inspirada no Romance d’A Pedra do Reino, um santuário ao ar livre, constituído de 16 esculturas de pedra, com 3,50 m de altura cada, dispostas em círculo, representando o sagrado e o profano. As três primeiras são imagens de Jesus Cristo, Nossa Senhora e São José, o padroeiro do município.Membro da Academia Paraibana de Letras e Doutor Honoris Causa da Faculdade Federal do Rio Grande do Norte (2000).

Em 2004, com o apoio da ABL, a Trinca Filmes produziu um documentário intitulado O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado e que foi exibido na Sala José de Alencar.

Em 2002, Ariano Suassuna foi tema de enredo no carnaval carioca; em 2008, foi novamente tema de enredo, desta vez da escola de samba Mancha Verde no carnaval paulista.

Em 2006, foi concedido título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Ceará, mas que veio a ser entregue apenas em 10 de junho de 2010, às vésperas de completar 83 anos. "Podia até parecer que não queria receber a honraria, mas era problemas de agenda", afirmou Ariano, referindo-se ao tempo entre a concessão e o recebimento do título.[1]Estudos

Em 1942, ainda criança, Ariano Suassuna muda-se para cidade do Recife, no vizinho estado de Pernambuco, onde passou a residir definitivamente. Estudou o antigo ensino ginasial no renomado Colégio Americano Batista, e o antigo colegial (ensino médio), no tradicionalíssimo Ginásio Pernambucano e, posteriormente, no Colégio Oswaldo Cruz. Posteriormente, Ariano Suassuna concluiu seu estudo superior em Direito (1950), na célebre Faculdade de Direito do Recife, e em Filosofia (1964.)

De formação calvinista e posteriormente agnóstico, converteu-se ao catolicismo, o que viria a marcar definitivamente a sua obra.[2]

Ariano Suassuna estreou seus dons literários precocemente no dia 7 de outubro de 1945, quando o seu poema "Noturno" foi publicado em destaque no Jornal do Comercio do Recife.

Advocacia e teatro

Na Faculdade de Direito do Recife, conheceu Hermilo Borba Filho, com quem fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma mulher vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as harpas de Sião (ou O desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Seguiram-se Auto de João da Cruz, de 1950, que recebeu o Prêmio Martins Pena, o aclamado Auto da Compadecida, de 1955, O Santo e a Porca - O Casamento Suspeitoso, de 1957, A Pena e a Lei, de 1959, A Farsa da Boa Preguiça, de 1960, e A Caseira e a Catarina, de 1961.

Entre 1951 e 1952, volta a Taperoá, para curar-se de uma doença pulmonar. Lá escreveu e montou Torturas de um coração. Em seguida, retorna a Recife, onde, até 1956, dedica-se à advocacia e ao teatro.

Em 1955, Auto da Compadecida o projetou em todo o país. Em 1962, o crítico teatral Sábato Magaldi diria que a peça é "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro". Sua obra mais conhecida, já foi montada exaustivamente por grupos de todo o país, além de ter sido adaptada para a televisão e para o cinema.

Em 1956, afasta-se da advocacia e se torna professor de Estética da Universidade Federal de Pernambuco, onde se aposentaria em 1994. Em 1976, defende sua tese de livre-docência, intitulada "A Onça castanha e a Ilha Brasil: uma reflexão sobre a cultura brasileira".

Ariano acredita que: "Você pode escrever sem erros ortográficos, mas ainda escrevendo com uma linguagem coloquial."Torcedor Ilustre do Sport Club do Recife

Movimento Armorial

Para maiores informações acesse o artigo completo sobre o Movimento Armorial.

Ariano foi o idealizador do Movimento Armorial, que tem como objetivo criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular do Nordeste Brasileiro. Tal movimento procura orientar para esse fim todas as formas de expressões artísticas: música, dança, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura, entre outras expressões.

Obras de Ariano Suassuna já foram traduzidas para inglês, francês, espanhol, alemão, holandês, italiano e polonês.[3]

Academia Pernambucana de Letras

Em 1993, foi eleito para a cadeira 18 da Academia Pernambucana de Letras, cujo patrono é o escritor Afonso Olindense.

Academia Brasileira de Letras

Desde 1990, ocupa a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono é Manuel José de Araújo Porto Alegre, o barão de Santo Ângelo.

Academia Paraibana de Letras

Assumiu a cadeira 35 na Academia Paraibana de Letras em 9 de outubro de 2000, cujo patrono é Raul Campelo Machado, sendo recepcionado pelo acadêmico Joacil de Brito Pereira.Obras selecionadas

* Uma mulher vestida de Sol, (1947);
* Cantam as harpas de Sião ou O desertor de Princesa, (1948);
* Os homens de barro, (1949);
* Auto de João da Cruz, (1950);
* Torturas de um coração, (1951);
* O arco desolado, (1952);
* O castigo da soberba, (1953);
* O Rico Avarento, (1954)
* Auto da Compadecida, (1955);
* O casamento suspeitoso, (1957);
* O santo e a porca, (1957);
* O homem da vaca e o poder da fortuna, (1958);
* A pena e a lei, (1959);
* Farsa da boa preguiça, (1960);
* A Caseira e a Catarina, (1962);
* As conchambranças de Quaderna, (1987);
* Fernando e Isaura, (1956)"inédito até 1994";

Romance

* A História de amor de Fernando e Isaura, (1956)
* O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, (1971).
* História d'O Rei Degolado nas caatingas do sertão /Ao sol da Onça Caetana, (1976).

Poesia

* O pasto incendiado, (1945-1970)
* Ode, (1955)
* Sonetos com mote alheio, (1980)
* Sonetos de Albano Cervonegro, (1985)
* Poemas (antologia), (1999)













Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ariano_Suassuna

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Jorge Lafond, O Vera Verão

Jorge Luís Sousa Lima (Rio de Janeiro, 1953 – São Paulo, 11 de janeiro de 2003), famoso por seu personagem Vera Verão, tendo por nome artístico Jorge Lafond, foi um ator, dançarino, transformista e comediante de teatro, TV e cinema.

Biografia

Infância

Aos 6 anos de idade, Jorge Lafond já tinha a consciência de que era homossexual. Em uma entrevista à revista Raça, disse: As pessoas falavam que ser gay era uma coisa muito feia, e eu ficava com a cabeça tontinha. Mas o medo de meus pais descobrirem era tão grande que eu procurava andar na linha e estudar bastante.

Aos 10 anos de idade, já trabalhava das 9h às 17h numa oficina mecânica. E, nos fins-de-semana, ia com a mãe trabalhar num parque de diversões.

A dança

Estudou balé clássico e dança afro, chegando a trabalhar com Mercedes Batista. Formou-se em teatro pela Uni-Rio.

Trabalhando em muitos cabarés do Rio de Janeiro, desde a Praça Mauá até Copacabana, abria os shows da meia-noite na boate Flórida, boate Escandinávia, boate Barbarela e terminava a noite na boate Kiss, em Irajá, às 5h da manhã.

Profissionalização

Começou sua carreira como bailarino no exterior com 20 anos, viajando por toda a Europa e Estados Unidos com Haroldo Costa, que tinha um grupo folclórico, no qual Lafond permaneceu por dez anos.Sucesso

Eventualmente acabou por entrar no corpo de bailarinos do Fantástico em 1982 e depois trabalhou no programa Viva o Gordo, de Jô Soares. Em 1983 participou do especial infantil Plunct, Plact, Zuuum ao lado de Maria Bethânia e Aretha. Em 1987, fez o papel de Bob Bacall na novela Sassaricando, na Rede Globo, posteriormente sendo convidado por Renato Aragão para participar da nova formação de Os Trapalhões, já sem o humorista Zacarias. Mas sua carreira foi consolidada como "Vera Verão", do humorístico A Praça é Nossa, do SBT, onde permaneceu por 10 anos. Participou também em outras novelas e filmes.

Além disso, Lafond saía como destaque em carros alegóricos de escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo. Na maioria das vezes, desfilava seminu. Fez sua estréia totalmente nu, em cima de um carro alegórico da Escola de Samba Beija-Flor.Polêmicas

Em 2001 foi convidado a participar da campanha de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis pelo Ministério da Saúde mesmo causando desagrado à militantes do GGB e do Grupo de Gays Negros da Bahia, pois viam que a personagem Vera Verão estaria emprestando sua imagem de um estereótipo do gay que seria pejorativo.

O ator sempre se envolveu em polêmicas com relação a sua homossexualidade. Em 1999, durante o lançamento da sua autobiografia Vera Verão: Bofes & Babados, ameaçou dizer os nomes de personalidades (inclusive de um famoso jogador de futebol) com quem já teria mantido relações.

Em uma situação atípica, no dia 10 de novembro de 2002, Lafond foi convidado para participar do quadro Homens x Mulheres no programa Domingo Legal, no SBT. Caracterizado de Vera Verão, Laffond integrava o lado feminino da disputa e foi retirado do palco após um pedido do padre Marcelo Rossi, que se apresentaria dali a alguns minutos. Enquanto aguardava arrasado nos bastidores, a produção solicitou insistentemente que o mesmo retornasse, pois o padre já havia saído. Porem constrangido e amargurado com a situação ele não voltou.No dia 17 de novembro de 2002, uma semana depois do incidente, Lafond foi internado em estado grave, com problemas cardíacos. "Ele não teve como reagir a esta agressão e durante toda a semana ficou cabisbaixo e pensativo", disse o seu empresário Marcelo Padilha, o que teria, acredita ele, culminado no mal estar sentido por Lafond no domingo. Num primeiro momento, os médicos diagnosticaram uma crise hipertensiva.

Depois deste incidente, diversas foram suas internações no hospital, sendo a última em 28 de dezembro de 2002, quando seu problema de saúde se agravou com uma crise renal, levando-o à morte.

Falecimento

Hipertenso e vindo de problemas cardíacos, Lafond, aos 50 anos, não teria reagido emocionalmente muito bem àquele incidente e passou a desenvolver depressão em novembro de 2002, até que, em 28 de dezembro de 2002, foi vítima de parada cardiorrespiratória e acabou internado no Hospital Sepaco, na Vila Mariana, zona sul da cidade de São Paulo. Sofreu complicações renais e chegou a fazer diálise. Seu fim deu-se com um fulminante infarto e posterior falência múltipla dos órgãos no dia 11 de janeiro de 2003, às 1h40 da manhã.Homenagens póstumas

Seu corpo foi trasladado ao Rio de Janeiro para ser sepultado no Cemitério do Irajá, Zona Norte, acompanhado por cerca de cinco mil pessoas. A Polícia Militar teve de pedir reforço para conter os ânimos dos fãs que exibiam faixas e cartazes em homenagem ao ator, além de aplausos.

Em 10 de agosto de 2005, representantes de grupos homossexuais, especialmente do Quibanda-Dudu, homenagearam o ministro da Cultura, Gilberto Gil, como o mais destacado afro-brasileiro simpatizante da libertação homossexual, dando a ele um relatório sobre grupos gays negros do Brasil contendo pequenas biografias de personalidades homossexuais negras, como Vera Verão e Madame Satã.

Foi também homenageado no dia 5 de setembro de 2010, no programa Eliana exibido no SBT, pelo drag queen Dimmy Kieer.

Curiosidade

* Lafond já foi coordenador de aeróbica do Domingão do Faustão, onde ele posicionava as dançarinas em seus locais cativos (no palco, atrás do apresentador). Era torcedor do Fluminense.

Carreira

Na televisão

* 1981 - Viva o Gordo
* 1983 - Plunct, Plact, Zuuum... dançarino do espaço
* 1987 - Sassaricando... Bob Bacall
* 1989 - Kananga do Japão... Madame Satã
* 1991 - Os Trapalhões... Divino
* 1993 - Adjeci Soares em Focus... Jorge
* 1993 a 2003 - A Praça é Nossa... Vera Verão
* 1999 , no ar em 2004 - "Meu Cunhado ... Verônica

No cinema

* 1982 - Rio Babilônia... dançarino da boate
* 1983 - Bar Esperança... Luis
* 1984 - Bete Balanço... Jorge Lafont
* 1987 - Leila Diniz... Waldeck













Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Lafond

Stênio Garcia, É Cilada Bino!

Stênio Garcia Faro (Mimoso do Sul, 28 de abril de 1933) é um ator brasileiro.

Em 1958, ele se formou no Conservatório Nacional de Teatro, no Rio de Janeiro, e ganhou uma bolsa de estágio no Teatro Cacilda Becker (TCB), o que foi o marco inicial de sua carreira teatral.

Em 1960, Stênio Garcia ingressou no elenco da última fase do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), intercalando suas atuações com a atividade no Cacilda Becker. No final da década de 1960, ele já era um ator premiado em montagens inovadoras do teatro brasileiro, trabalhando com nomes como Ziembinski, Ademar Guerra, Flávio Rangel e Antunes Filho. No início dos anos de 1960, Stênio apareceu num episódio da série de TV O Vigilante Rodoviário, no papel de um vilão grileiro de terras.

Em 1972, com a mudança para o Rio de Janeiro, o ator começou a se destacar nos mais variados personagens tanto na televisão quanto no cinema, sempre atuando em produções de sucesso.

É casado com a também atriz Marilene Saade.

Carga Pesada

Carga Pesada é uma série de televisão brasileira exibida originalmente pela Rede Globo de 22 de maio de 1979 a 2 de janeiro de 1981, às terças-feiras no horário das 22 horas. Neste período teve um total de 54 episódios.

Esta primeira versão da série tinha em sua equipe de criação Carlos Queiroz Telles, Gianfrancesco Guarnieri e Walter George Durst. A supervisão de texto era de Dias Gomes. Um programa de Daniel Filho e direção de Gonzaga Blota e Milton Gonçalves.

A idéia do seriado surgiu em 29 de março de 1978, data de exibição do Caso Especial "Jorge Um Brasileiro". Original de Osvaldo França Jr., contava a história de um caminhoneiro que transportava cargas pelo interior de Minas Gerais. Este especial tinha produção de Nilton Cupello, direção de Paulo José e supervisão de Ziembinski.

Cinco episódios foram reprisados no Festival 25 Anos, em Março de 1990, com apresentação de Stenio Garcia. Cinco anos depois, de 27 de março de 1995 a 31 de março de 95, no Festival 30 Anos — foram também reprisados cinco episódios.

A série voltou a ser exibida a partir do dia 29 de Abril de 2003, nas noites de sexta-feira, sendo escrita por Walther Negrão. Os realizadores da versão atual fizeram questão de frisar à época do lançamento que não se trata de um remake, mas sim de uma continuação da versão anterior, duas décadas depois.

O programa teve seu final anunciado em 2008, após o final da 5ª temporada, em setembro de 2007. O cancelamento foi causado pela agenda cheia dos atores principais, que estariam sendo usados em outros projetos da emissora. Apesar disso, o canal afirmou que o programa pode voltar.

Atuação no cinema

* 1964 - O vigilante contra o crime
* 1964 - Vereda de salvação
* 1967 - Vigilante em missão secreta
* 1968 - As amorosas
* 1969 - A mulher de todos
* 1970 - A guerra dos pelados
* 1970 - O pornógrafo
* 1973 - Em compasso de espera
* 1975 - Ana, a libertina
* 1976 - O esquadrão da morte
* 1977 - As três mortes de Solano
* 1977 - Morte e vida severina
* 1977 - O crime do Zé Bigorna
* 1978 - Tudo bem
* 1987 - Leila Diniz
* 1989 - Kuarup
* 1989 - Solidão, uma linda história de amor
* 1990 - Mais que a terra
* 1991 - Brincando nos campos do Senhor
* 1997 - Os matadores
* 1998 - Hans Staden
* 1998 - O menino maluquinho 2 - A aventura
* 2000 - Eu, tu, eles
* 2000 - O circo das qualidades humanas
* 2004 - Redentor
* 2005 - Casa de areia
* 2005 - O beijo no asfalto
* 2007 - Ó Paí, ÓAtuação na televisão

* 1966 - As Minas de Prata .... José
* 1967 - Os Fantoches .... Torquato
* 1968 - A Muralha .... Aimbé
* 1968 - O Terceiro Pecado .... Tomás
* 1969 - Dez Vidas .... Silvério dos Reis
* 1969 - Os estranhos .... Daniel
* 1971 - Hospital .... Maurício
* 1972 - Na Idade do Lobo .... Chico
* 1973 - Cavalo de Aço.... Brucutu
* 1973 - O Semideus.... Lorde José
* 1975 - Gabriela.... Felismino
* 1979 - Carga Pesada (seriado) .... Bino
* 1979 - Feijão Maravilha
* 1981 - O Amor é Nosso .... padre Leonardo
* 1981 - Terras do Sem Fim ....Amarelo Joaquim
* 1982 - Elas por Elas ... (participação especial)
* 1982 - Final Feliz .... mestre Antônio
* 1983 - Bandidos da Falange (minissérie) .... Lucena
* 1984 - Corpo a Corpo .... Amauri Pelegrini
* 1984 - Padre Cícero (minissérie) .... padre Cícero
* 1986 - Hipertensão .... Chico
* 1986 - Selva de Pedra .... Pedro
* 1988 - O Pagador de Promessas (minissérie) .... Dedé
* 1989 - O Sexo dos Anjos .... padre Aurélio
* 1989 - Que Rei Sou Eu? .... Corcoran
* 1990 - Boca do Lixo (minissérie) .... Ciro
* 1990 - Meu Bem, Meu Mal .... Argemiro
* 1991 - O Dono do Mundo.... Herculano Maciel
* 1992 - De Corpo e Alma .... Domingos Bianchi
* 1993 - Agosto (minissérie) .... Ramos
* 1993 - Olho no Olho .... Armando
* 1994 - A Madona de Cedro (minissérie) .... padre Estêvão
* 1994 - Tropicaliente .... Samuel
* 1995 - Decadência (minissérie) .... Tavares Branco Filho
* 1995 - Engraçadinha... seus amores e seus pecados (minissérie) .... Carlinhos
* 1995 - Explode Coração .... Pepe
* 1996 - O Rei do Gado .... Zé do Araguaia
* 1998 - Hilda Furacão (minissérie) .... Tonico Mendes
* 1998 - Labirinto (minissérie) .... Jonas
* 1998 - Torre de Babel .... Bruno Maia
* 2000 - A Muralha (minissérie) .... Caraíba
* 2001 - A Padroeira .... Antônio Cabral
* 2001 - O Clone .... Ali Rachid
* 2001 - Os Maias (minissérie) .... Manuel Monforte
* 2002 - Pastores da Noite .... Chalub (minissérie)
* 2003 - Kubanacan .... Rubio Montenegro
* 2003/2007 - Carga Pesada (seriado) .... Bino
* 2005 - Hoje é dia de Maria (microssérie) .... Asmodeu
* 2005 - Hoje é dia de Maria - Segunda Jornada (microssérie) .... Cartola/Asmodeu Juiz/Zé do Riachim
* 2006 - O Profeta .... Jacó (participação especial)
* 2006 - Os Caras de Pau (especial)
* 2007 - Duas Caras.... Barreto (Paulo de Queirós Barreto)
* 2008 - Ó Paí, Ó .... Seu Jerônimo
* 2009 - Caminho das Índias .... Dr. Castanho


















Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/St%C3%AAnio_Garcia

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Luis Fernando Verissimo

Luis Fernando Verissimo (Porto Alegre, 26 de setembro de 1936) é um escritor brasileiro. Mais conhecido por suas crônicas e textos de humor, publicados diariamente em vários jornais brasileiros, Verissimo é também cartunista e tradutor, além de roteirista de televisão, autor de teatro e romancista bissexto. Já foi publicitário e copy desk de jornal. É ainda músico, tendo tocado saxofone em alguns conjuntos. Com mais de 60 títulos publicados, é um dos mais populares escritores brasileiros contemporâneos. É filho do também escritor Erico Verissimo.

Formação

Nascido e criado em Porto Alegre, Luis Fernando viveu parte de sua infância e adolescência nos Estados Unidos, com a família, em função de compromissos profissionais assumidos por seu pai - professor na Universidade de Berkeley (1943-1945) e diretor cultural da União Pan-americana em Washington (1953-1956). Como consequência disso, cursou parte do primário em San Francisco e Los Angeles, e concluiu o secundário na Roosevelt High School, de Washington.

Aos 14 anos produziu, com a irmã Clarissa e um primo, um jornal periódico com notícias da família, que era pendurado no banheiro de casa e se chamava "O Patentino" (patente é como é conhecida a privada no Rio Grande do Sul).

No período em que viveu em Washington, Veríssimo desenvolveu sua paixão pelo jazz, tendo começado a estudar saxofone e, em frequentes viagens a Nova York, assistido a espetáculos dos maiores músicos da época, inclusive Charlie Parker e Dizzy Gillespie.Primeiros trabalhos

De volta a Porto Alegre em 1956, começou a trabalhar no departamento de arte da Editora Globo. A partir de 1960, fez parte do grupo musical Renato e seu Sexteto, que se apresentava profissionalmente em bailes na capital gaúcha, e que era conhecido como "o maior sexteto do mundo", porque tinha 9 integrantes.

Entre 1962 e 1966, viveu no Rio de Janeiro, onde trabalhou como tradutor e redator publicitário, e onde conheceu e casou-se (1963) com a carioca Lúcia Helena Massa, sua companheira até hoje e mãe de seus três filhos (Fernanda, 1964; Mariana, 1967; e Pedro, 1970).

Em 1967, de novo em sua cidade natal, começou a trabalhar no jornal Zero Hora, a princípio como revisor de textos (copy-desk). Em 1969, depois de cobrir as férias do colunista Sérgio Jockymann e poder mostrar a qualidade e agilidade de seu texto, passou a assinar sua própria coluna diária no jornal. Suas primeiras colunas foram sobre futebol, abordando a fundação do Estádio Beira-Rio e os jogos do Internacional, seu clube do coração. No mesmo ano, tornou-se redator da agência de publicidade MPM Propaganda.

Em 1970 transferiu-se para o jornal Folha da Manhã, onde manteve sua coluna diária até 1975, escrevendo sobre esporte, cinema, literatura, música, gastronomia, política e comportamento, sempre com ironia e ideias pessoais, além de pequenos contos de humor que ilustram seus pontos de vista.

Em 1971 criou, com um grupo de amigos da imprensa e da publicidade porto-alegrense, o semanário alternativo O Pato Macho, com textos de humor, cartuns, crônicas e entrevistas, e que vai circular durante todo o ano na cidade.Primeiros livros publicados

Em 1973 lançou, pela Editora José Olympio, seu primeiro livro, O Popular, com o subtítulo "crônicas, ou coisa parecida", uma coletânea de textos já veiculados na imprensa, o que seria o formato da grande maioria de suas publicações até hoje. O livro de estreia de Veríssimo recebeu elogios do importante crítico literário Wilson Martins, em O Estado de São Paulo.

Em 1975, voltou ao jornal Zero Hora, onde permanece até hoje, e passou a escrever semanalmente também no Jornal do Brasil, tornando-se nacionalmente conhecido. Publicou seu segundo livro de crônicas, A Grande Mulher Nua e começou a desenhar a série "As Cobras", que no mesmo ano já rendeu uma primeira publicação de cartuns.

Em 1979, publicou seu quinto livro de crônicas, "Ed Mort e Outras Histórias", o primeiro pela Editora L&PM, com a qual trabalharia durante 20 anos. O título do livro refere-se àquele que viria a ser um dos mais populares personagens de Luís Fernando Veríssimo. Uma sátira dos policiais noir, imortalizados pela literatura de Raymond Chandler e Dashiell Hammett e por filmes interpretados por Humphrey Bogart, Ed Mort é um detetive particular carioca, de língua afiada, coração mole e sem um tostão no bolso, que passou a protagonizar uma tira de quadrinhos desenhada por Miguel Paiva e publicada em centenas de jornais diários, gerou uma série de cinco álbuns de quadrinhos (1985-1990) e ainda um filme comn Paulo Betti no papel-título.

Entre 1980 e 1981, Veríssimo viveu com a família por 6 meses em Nova York, o que mais tarde renderia o livro "Traçando Nova York", primeiro de uma série de seis livros de viagem escritos em parceira com o ilustrador Joaquim da Fonseca e publicados pela Editora Artes e Ofícios.

Popularidade nacional

Em 1981, o livro "O Analista de Bagé", lançado na Feira do Livro de Porto Alegre, esgotou sua primeira edição em dois dias, tornando-se fenômeno de vendas em todo o país. O personagem, criado (mas não aproveitado) para um programa humorístico de televisão com Jô Soares, é um psicanalista de formação freudiana ortodoxa, mas com o sotaque, o linguajar e os costumes típicos da fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai e a Argentina. A contradição entre a sofisticação da psicanálise e a "grossura" caricatural do gaúcho da fronteira gerou situações engraçadíssimas, que Veríssimo soube explorar com talento em dois livros de contos, um de quadrinhos (com desenhos de Edgar Vasques) e uma antologia.

Em 1982 passou a publicar uma página semanal de humor na revista Veja, que manteria até 1989.

Em 1983, em seu décimo volume de crônicas inéditas, lançou um novo personagem que também faria grande sucesso, a Velhinha de Taubaté, definida como "a única pessoa que ainda acredita no governo". O ingênuo personagem, que dera a seu gato de estimação o nome do porta-voz do Presidente-General Figueiredo, marcava a decadência do governo militar brasileiro, que já estava quase completando 20 anos. Mas, anos depois, em plena democracia, Veríssimo faria reviver a Velhinha de Taubaté, ironizando a credibilidade dos presidentes civis, especialmente Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso.

Em toda a década de 1980, Veríssimo consolidou-se como um fenômeno de popularidade raro entre escritores brasileiros, mantendo colunas semanais em vários jornais e lançando pelo menos um livro por ano, sempre nas listas dos mais vendidos, além de escrever para programas de humor da TV Globo.

Em 1986, morou seis meses com a família em Roma, e cobriu a Copa do Mundo para a revista Playboy. Em 1988, sob encomenda da MPM Propaganda, escreveu seu primeiro romance, O Jardim do Diabo.

Homem de ideias

Em 1989, começou a escrever uma página dominical para o jornal O Estado de São Paulo, mantida até hoje, e para a qual criou o grupo de personagens da Família Brasil. No mesmo ano, estreou no Rio de Janeiro seu primeiro texto escrito especialmente para teatro, "Brasileiras e Brasileiros". E ainda recebeu o Prêmio Direitos Humanos da OAB.

Em 1990, passou 10 meses com a família em Paris e cobriu a Copa da Itália para os jornais Zero Hora, Jornal do Brasil e O Estado de São Paulo, o que voltaria a fazer em 1994, 1998, 2002 e 2006,

Em 1991 publicou uma antologia de crônicas para crianças ("O Santinho", com ilustrações de Edgar Vasques) e outra para adolescentes ("Pai não Entende Nada").

Em 1994, a antologia de contos de humor "Comédias da Vida Privada" foi lançada com grande sucesso, vindo a tornar-se um especial da TV Globo (1994) e depois uma série de 21 programas (1995-1997), com roteiros de Jorge Furtado e direção de Guel Arraes. Veríssimo publicaria ainda uma nova antologia de contos, "Novas Comédias da Vida Privada" (1996) e, por contraste, uma série de crônicas políticas até então inéditas em livro, "Comédias da Vida Pública" (1995).

Em 1995, intelectuais brasileiros convidados pelo caderno "Ideias" do Jornal do Brasil elegeram Luis Fernando Veríssimo o Homem de Ideias do ano. A esta seguiram-se outras homenagens: em 1996, "Medalha de Resistência Chico Mendes" da ONG Tortura Nunca Mais, "Medalha do Mérito Pedro Ernesto" da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro e "Prêmio Formador de Opinião" da Associação Brasileira de Empresas de Relações Públicas; culminando, em 1997, com o "Prêmio Juca Pato", da União Brasileira de Escritores como o Intelectual do ano. Em 1999, recebeu ainda o Prêmio Multicultural Estadão.De volta à música

Ainda em 1995, por iniciativa do contrabaixista Jorge Gerhardt, foi criado o grupo Jazz 6, este certamente "o menor sexteto do mundo", com apenas 5 integrantes: além de Verissimo no sax e Gerhardt no contrabaixo, fazem parte do grupo Luiz Fernando Rocha (trompete e flugelhorn), Adão Pinheiro (piano) e Gilberto Lima (bateria).

Sendo Gerhardt, Rocha, Pinheiro e Lima "músicos em tempo integral", o grupo depende da agenda de Veríssimo para se apresentar, mas já tem 13 anos de estrada e 4 CDs lançados: "Agora é a Hora" (1997), "Speak Low" (2000), "A Bossa do Jazz" (2003) e "Four" (2006).

Novos rumos

Em 1999, Veríssimo deixou de desenhar as tiras de As Cobras e mudou de editora, trocando a L&PM pela Objetiva, que passou a republicar toda a sua obra. Uma destas antologias, "As Mentiras que os Homens Contam" (2000), já vendeu mais de 350 mil exemplares.

Em 2003, resolveu reduzir seu volume de trabalho na imprensa, passando de seis para apenas duas colunas semanais, agora publicadas em Zero Hora, O Globo e O Estado de São Paulo.

A partir de solicitações geradas pelas editoras, Veríssimo deixou de ser o "grande escritor de textos curtos" e emendou uma série de novelas e romances: "Gula - O Clube dos Anjos" (1998) coleção "Plenos Pecados" da Objetiva; "Borges e os Orangotangos Eternos" (2000), para a coleção "Literatura ou Morte" da Cia das Letras; "O Opositor" (2004) para a coleção "Cinco Dedos de Prosa" da Objetiva; "A Décima Segunda Noite" (2006), para a coleção "Devorando Shakespeare" da Objetiva; e ainda "Sport Club Internacional, Autobiografia de uma Paixão" (2004), para a coleção "Camisa 13" da Ediouro.

Em 2003, uma reportagem de capa da revista Veja destacou Veríssimo como "o escritor que mais vende livros no Brasil". Ao mesmo tempo, a versão em inglês de "Clube dos Anjos" ("The Club of Angels") é escolhida pela New York Public Library como um dos 25 melhores livros do ano.

Em 2004, na França, recebeu o Prix Deux Oceans do Festival de Culturas Latinas de Biarritz.

Em 2006, Veríssimo chegou aos 70 anos de idade consagrado como um dos maiores escritores brasileiros contemporâneos, tendo vendido ao todo mais de 5 milhões de exemplares de seus livros. Em 2008, sua filha Fernanda deu-lhe a primeira neta, Lucinda, nascida no dia do aniversário do Sport Club Internacional, 4 de abril.



















Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Luis_Fernando_Verissimo

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Paulo Autran

Paulo Paquet Autran (Rio de Janeiro, 7 de setembro de 1922 — São Paulo, 12 de outubro de 2007[1]) foi um ator brasileiro de teatro, cinema e televisão.

Biografia

Paulo Autran mudou-se cedo para São Paulo, onde passou a maior parte de sua vida e estudou no Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo. Depois estudou Direito na capital paulista por influência do pai - que era delegado de polícia - e formou-se na Faculdade de Direito do Largo São Francisco em 1945, inicialmente pensando em ser diplomata.

Desapontando na profissão de advogado, participou de algumas peças teatrais amadoras, tendo sido convidado a estrear profissionalmente com a peça Um Deus dormiu lá em casa, de Guilherme Figueiredo, com direção de Silveira Sampaio, em montagem do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). No começo relutou, afirmando não ser ator profissional. Entretanto, após receber o incentivo de sua amiga Tônia Carrero, aceitou o desafio. A peça, que estreou para o grande público no dia 13 de dezembro de 1949, no Teatro Copacabana, Rio de Janeiro, tornou-se um grande sucesso, rendendo inclusive alguns prêmios para o jovem ator. Posteriormente, "Um Deus..." foi novamente montada, dessa vez pela Companhia Tônia-Celi-Autran (CTCA), com direção de Adolfo Celi, em 1956.[2] [3]Após seu primeiro êxito comercial, Autran resolveu largar a advocacia e passou a se dedicar exclusivamente à carreira artística, dando prioridade ao teatro, sua grande paixão. Chegou a atuar em alguns filmes e telenovelas, mas foi no palco que desenvolveu sua arte e se tornou conhecido, vindo a receber o epíteto de "O Senhor dos Palcos". No entanto, também teve memoráveis atuações na televisão e no cinema, em especial por sua participação em Terra em Transe, clássico de Glauber Rocha.

Ao longo de sua carreira, estabeleceu importantes parcerias, com diretores como Adolfo Celi, Zbigniew Ziembiński e Flávio Rangel, e atrizes, como Tônia Carrero .

Na televisão destacou-se em Guerra dos Sexos, em que contracenava ao lado de Fernanda Montenegro e protagonizou algumas cenas antológicas da teledramaturgia, e em Pai Herói, quando viveu o vilão carismático Bruno Baldaraci. Nos últimos anos fez apenas participações especiais, principalmente em minisséries, a última das quais - Um Só Coração -, em 2004.Seu último personagem no cinema foi no filme O Passado, de Héctor Babenco.

Estreou seu 90º espetáculo em 2006, a peça O Avarento, de Molière, no Teatro Cultura Artística. Essa peça teve a sua temporada suspensa porque o ator apresentou problemas de saúde.[4]

No ano anterior à sua morte, Paulo Autran passara por diversas internações, por conta de um câncer de pulmão. O tratamento (radioterapia e quimioterapia) não o impediu de seguir atuando em O Avarento - e nem de seguir fumando até quatro maços de cigarros por dia [5].

Faleceu aos 85 anos, depois de sofrer um enfisema pulmonar e por complicações decorrentes do câncer[1]. A pedido da família, a causa mortis não foi divulgada pela equipe médica que o acompanhava. Seu corpo foi velado na Assembléia Legislativa de São Paulo e cremado no Crematório da Vila Alpina.

Desde 1999, Paulo Autran era casado com a atriz Karin Rodrigues.

Principais trabalhos

Teatro:

* Antígone
* Otelo
* My Fair Lady
* Liberdade, Liberdade
* Édipo Rei
* O Homem de La Mancha
* A Morte do Caixeiro Viajante
* Rei Lear
* O Avarento

Cinema:

* Uma Pulga na Balança
* Terra em Transe
* O País dos Tenentes
* O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias

TV:

* Pai Herói
* Os Imigrantes
* Guerra dos Sexos
* Sassaricando

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Autran

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Marlon Brando

Marlon Brando Jr. (Omaha, 3 de abril de 1924 — Los Angeles, 1 de julho de 2004) foi um ator estadunidense, considerado um dos maiores atores de língua inglesa de todos os tempos, adepto do estilo realista de interpretação conhecido como Método Stanislavski.

Biografia

Marlon Brando era filho de Marlon Brando Sr.(1895–1965) e Dorothy Pennebaker Brando. Os seus pais se separaram quando tinha apenas 11 anos de idade - em 1935. A sua mãe levou os filhos (Marlon, Jocelyn (1919–2005) e Frances Brando (nascida em 1922)) para viver com a avó em Santa Ana, Califórnia, até 1937, quando decidiu reconciliar com o marido e viver com ele e com os rebentos numa vila chamada Libertyville, Illinois.

Dorothy era uma mulher talentosa, embora fosse viciada em bebidas alcoólicas e mãe ausente. Ela se envolveu com o teatro local, ajudou o jovem Henry Fonda a começar a carreira de ator e incutiu em Brando o interesse pela mesma. Sua irmã mais velha, Jocelyn, também foi atriz.

Brando teve uma infância tumultuada. Foi expulso da escola Libertyville High School e, aos 16 anos de idade, mandado para a academia militar Shattuck, em Fairbault, Minnesota. Lá, se sobressaiu nas aulas de teatro. Mas por tentar escapar do confinamento da escola, sofreu, mais uma vez, expulsão. Aceito de volta um ano mais tarde, decidiu não dar prosseguimento aos estudos.

Brando foi para Nova York atrás de suas irmãs. Uma tentava ser pintora enquanto a outra estava na Broadway. Em Nova York, Brando estudou em várias escolas de teatro com destaque para o tempo em que estudou com Stella Adler no seu estúdio que hoje ainda funciona como escola, a Stella Adler Actors Studio. Foi com Stella, a única professora nos EUA que realmente teve contato com Stanislavski que Brando definiu sua técnica.

Em 1976, Brando declarou que já teve experiências homossexuais com vários homens, e que não ligava para o que as pessoas pensavam.[1]Filmografia

* 1950 - Espíritos indômitos (The Men)
* 1951 - Uma Rua Chamada Pecado (A streetcar named desire)
* 1952 - Viva Zapata! (Viva Zapata!)
* 1953 - Júlio César (Julius Caesar)
* 1954 - Desirée, o amor de Napoleão (Desirée)
* 1954 - Sindicato de Ladrões (On the Waterfront)
* 1954 - O Selvagem (The Wild One)
* 1955 - Eles e elas (Guys and dolls)
* 1956 - Casa de chá do luar de agosto (Teahouse of the August Moon, The)
* 1957 - Sayonara (Sayonara)
* 1958 - Os deuses vencidos (Young lions, The)
* 1959 - Vidas em fuga (The Fugitive Kind)
* 1961 - A face oculta (One-eyed jacks)
* 1962 - O grande motim (Munity on the bounty)
* 1962 - The Ugly American
* 1964 - Dois farristas irresistíveis (Bedtime story)
* 1965 - Morituri (Morituri)
* 1966 - Meet Marlon Brando
* 1966 - Caçada humana (Chase, The)
* 1966 - Sangue em Sonora (Appaloosa, The)
* 1967 - A condessa de Hong Kong (A countess from Hong Kong)
* 1967 - O pecado de todos nós (Reflections in a golden eye)
* 1968 - Candy (Candy)
* 1968 - A noite do dia seguinte (Night of the following day, The)
* 1969 - Queimada! (Quemada!)
* 1972 - O Poderoso Chefão (Brasil) ou O Padrinho (Portugal)(Godfather, The)
* 1972 - Os que chegam com a noite (Nightcomers, The)
* 1973 - Último tango em Paris (Last tango in Paris)
* 1976 - Duelo de gigantes (Missouri breaks, The)
* 1978 - Superman - O filme (Superman)
* 1979 - Apocalypse Now (Apocalypse Now)
* 1979 - Raoni (Raoni: The Fight for the Amazon)
* 1980 - A fórmula (Formula, The)
* 1989 - Assassinato sob custódia (A dry white season)
* 1990 - Um novato na máfia (The Freshman)
* 1992 - Cristóvão Colombo - A aventura do descobrimento (Christopher Columbus: The Discovery)
* 1995 - Don Juan de Marco (Don Juan de Marco)
* 1996 - A ilha do Dr. Moreau (Island of Dr. Moreau, The)
* 1997 - O bravo (The Brave)
* 1998 - Loucos por dinheiro (Free Money)
* 2001 - A cartada final (Score, The)
* 2001 - You Rock My World (Videoclipe de Michael Jackson)
* 2006 - Superman - O Retorno (Superman Returns) (foram usados sons e imagens de arquivo digitalmente modificados)Premiações

7 indicações e 2 premiações do Óscar da Academia para Melhor Ator (principal), nos seguintes filmes:

* Uma Rua Chamada Pecado(1952)
* Viva Zapata!(1953)
* Julius Caesar (1954)
* Sindicato de Ladrões (1955) - Venceu
* Sayonara (1956)
* O Poderoso Chefão (1973) - Venceu
* Último Tango em Paris (1974)

Uma indicação ao Óscar de Melhor Ator (coadjuvante/secundário):

* Assassinato Sob Custódia" (1990).

3 vitórias de 4 indicações ao Golden Globe Award para Melhor Ator (filme dramático), nos seguintes filmes:

* 1955:On the Waterfront - Venceu
* 1958: Sayonara
* 1964: The Ugly American
* 1973:The Godfather - Venceu

Recebeu uma indicação ao Golden Globe Award para Melhor Ator (comédia ou musical) em cinema, por "Casa de Chá do Luar de Agosto" (1956).

Recebeu uma indicação ao Golden Globe Award para Melhor Ator (coadjuvante/secundário) em cinema, por "Assassinato Sob Custódia" (1989).

3 vitórias de 6 indicações ao BAFTA de Melhor Ator Estrangeiro, no seguintes filmes:

* 1953: Viva Zapata! - Venceu
* 1954: Julius Caesar - Venceu
* 1955: On the Waterfront - Venceu
* 1973: The Nightcomers
* 1973: The Godfather
* 1974: Last Tango In Paris

Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Ator (coadjuvante/secundário), por "Assassinato Sob Custódia" (1989).

Ganhou o prémio de Melhor Ator, no Festival de Cannes, por "Viva Zapata!" (1952).

Ganhou o prémio de Melhor Ator, no Festival de Tóquio, por "Assassinato Sob Custódia" (1989).

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marlon_Brando

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

John Malkovich

John Gavin Malkovich (Benton, 9 de Dezembro de 1953) é um actor, produtor, empresário e director estadunidense.

Nasceu numa família rica e abastada. O pai, Daniel Malkovich (n. 1926 - m. 1980), era engenheiro ambiental e, administrador de uma linha de revistas da especialidade. A mãe, Joe Ann Malkovich (Choisser em solteira) era jornalista e directora de um jornal estadal, o Benton Evening News. O trabalho de Daniel na área da conservação da natureza foi bastante notável, por isso a família Malkovich é conhecida por apelar ao ambientalismo. John começou a representar ainda em estudante, na Benton High School. Foi também um bom desportista.

Tem uma sólida formação dramática, participou em mais de cinquenta montagens teatrais independentes como ator e cineasta, antes de triunfar no cinema no papel de Valmont em Ligações Perigosas (1988), de Stephen Frears. Outros títulos destacados da sua filmografia são O império do sol (1987), De ratos e homens (1992), Na linha de fogo(1993), Mary Reilly(1996), Rounders (1997) e Os tempos passados (1999). Em 1998 dirigiu o seu primeiro filme Dancer Upstairs, e no ano 2000 rodou na Espanha, Passos de baile, protagonizado por Javier Bardem.Entre os seus hobbies destaca-se o de estilista de moda (John Malkovich Fashion).

Desenvolveu uma enorme paixão por Portugal, passando aí grandes temporadas. Fala o básico da Língua Portuguesa. Juntamente com o empresário da área da noite Manuel Reis, é proprietário de um bar-discoteca em Lisboa, o Lux.

Como cineasta

* Passos de baile. (2000) The Dancer Upstairs.

Como actor

* The Killing Fields. (1984). De Roland Joffé
* Eleni. (1985) Eleni. De Peter Yates
* Death of a Salesman. (1985). De Volker Schlöndorff
* Making Mr. Right. (1987). De Susan Seidelman
* Empire of the Sun. (1987) Empire of the Sun. De Steven Spielberg
* The Glass Menagerie. (1987). De Paul Newman
* Dangerous Liaisons. (1988). De Stephen Frears
* The Sheltering Sky. (1990). De Bernardo Bertolucci
* Boda en Queens. (1991) Queens Logic. De Steve Rash
* Miles from Home. (1991). De Gary Sinise
* The Object of Beauty. (1991). De Michael Lindsay-Hogg
* Of Mice and Men. (1992). De Gary Sinise
* Jennifer Eight. (1992). De Bruce Robinson
* Shadows and Fog. (1992). De Woody Allen
* In the Line of Fire. (1993). De Wolfgang Petersen
* O Convento. (1995) De Manoel de Oliveira
* Faire un film pour moi c’est vivre. (1995) Faire un film pour moi c’est vivre. De Enrica Antonioni
* Al di là delle nuvole. (1995). De Michelangelo Antonioni
* La brigada del sombrero. (1996) Mulholland Falls. De Lee Tamahori
* El Ogro. (1996) Der Unhold. De Volker Schlöndorff
* Retrato de una dama. (1996) The Portrait of a Lady. De Jane Campion
* Mary Reilly. (1996) Mary Reilly. De Stephen Frears
* Con Air. (1997). De Simon West
* The Man in the Iron Mask. (1998). De Randall Wallace
* Rounders. (1998) Rounders. De John Dahl
* Being John Malkovich. (1999). De Spike Jonze
* Jeanne d'Arc. (1999) The Messenger: The Story of Joan of Arc. De Luc Besson
* Les misérables (minissérie). (2000). De Josée Dayan
* RKO 281. (1999) RKO 281. De Benjamin Ross
* Shadow of the Vampire. (2000). De E. Elias Merhige
* Knockaround Guys. (2001). De Brian Koppelman
* Vou para Casa. (2001) Je rentre à la maison. De Manoel de Oliveira
* Ripley’s Game. (2002). De Liliana Cavani
* Napoléon (filme de 2002). (2002). De Yves Simoneau
* Johnny English. (2003) Johnny English. De Peter Howitt
* Um Filme Falado. (2003) De Manoel de Oliveira
* The Libertine.(2004) De Laurence Dunmore
* O Guia do Mochileiro das Galáxias.(2005)
* Totalmente Kubrick.(2005) De Brian Cook
* Eragon.(2006) De Stefen Fangmeier
* A Lenda de Beowulf.(2007)
* Queime Depois de Ler.(2008) De Joel e Ethan Coen
* Changeling. (2008) de Clint Eastwood
* Bloody Mondays and Strawberry Pies. (2008) de Coco Schrijbe
* The Great Buck Howard. (2008) de Tom Hanks

Como produtor

* Ghost World (2001) Ghost World. De Terry Zwigoff

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Malkovich

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Raul Cortez, Um dos maiores currículos da Teledramartugia Brasileira

Raul Christiano Machado Pinheiro de Amorim Cortez, conhecido apenas como Raul Cortez (São Paulo, 28 de agosto de 1932 — São Paulo, 18 de julho de 2006) foi um ator brasileiro.

Pai da também atriz Lígia Cortez, fruto do seu casamento com a atriz Célia Helena, e de Maria, essa com Tânia Caldas. O ator teve duas netas, filhas de Lígia: Vitória e Clara.

Descendente de espanhóis, Raul era o mais velho de seis irmãos: Rui Celso, Lúcia, Pedro, Regina e Jô Cortez.

Tem um impressionante currículo que inclui 66 peças teatrais, 20 telenovelas, seis minisséries, 28 filmes e vários prêmios, entre eles cinco Molière - a mais importante premiação do teatro brasileiro.

Atuação nos palcos
Raul Cortez encenando A Hora e a Vez de Augusto Matraga, em 1986.

Ia ser advogado, mas aos 22 anos decidiu trocar os tribunais pelo palco. A estreia foi em 1955 e no ano seguinte já fez o primeiro papel no cinema, em O Pão que o Diabo Amassou. Em 1969 encarnou um travesti na peça Os Monstros e em 1970 fez o primeiro nu do teatro brasileiro em O Balcão, de Jean Genet.

Na década seguinte recebeu vários prêmios, mas a consagração veio da mão da peça Rasga Coração (1979), no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Última escrita pelo mestre Oduvaldo Vianna Filho, na qual contracenou com Lucélia Santos, interpretando o amargurado funcionário público e ex-militante comunista Maguary Pistolão. A cena final, escrita por Vianinha, foi marcante: o funcionário público aparece nú amarrado por cordas nos pés e dependurado no ponto mais alto do palco.Televisão

A estreia de Raul na Rede Globo foi em 1980, com a novela de Gilberto Braga, Água-Viva, na qual interpretou o cirurgião plástico Miguel Fragonard. Com este trabalho alcançou notoriedade e reconhecimento do público, tornando-se uma estrela da televisão.

Para isso também contribuíram papéis em Baila Comigo (1981], de Manoel Carlos - um amigo de 40 anos, que chegou a convidá-lo para participar de Páginas da Vida - e Partido Alto (1984), primeira novela de Aguinaldo Silva, que o consagrou em Senhora do Destino como o elegante Pedro Correia de Andrade e Couto, o "Barão de Bonsucesso".

Os mega-vilões Virgílio, de Mulheres de Areia (1993), e Jeremias Berdinazzi, de O Rei do Gado (1996), aumentaram a fama internacional, particularmente na Rússia, onde ambas as novelas atingiram enorme audiência país. Terra Nostra, a trama mais vendida da Rede Globo, o levou aos cinco continentes com outro italiano: Francesco Magliano.

Em 2005, foi preciso suspender a participação em Senhora do Destino, devido ao avanço da doença que causaria a morte, mas tudo parecia relativamente resolvido, pois ainda retornaria às telas interpretando Antônio Carlos, na minissérie JK, a biografia do ex-presidente Juscelino Kubitschek.

É considerado um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos. Raul morreu às vésperas de completar cinquenta anos de carreira, em decorrência do agravamento de um câncer no pâncreas, contra o qual lutava há cerca de quatro anos.

Apesar de ser descendente de espanhóis, foram marcantes os personagens italianos em telenovelas como O Rei do Gado, Terra Nostra e Esperança.

Doença e morte

Em dezembro de 2004, Cortez foi operado para a remoção de um tumor na região do pâncreas e do intestino delgado, seguindo-se um tratamento quimioterápico. Em 30 de junho de 2006, foi novamente internado e veio a falecer no dia 18 de julho.

Política

Ao lado de Regina Duarte, Raul Cortez apoiou José Serra nas eleições presidenciais de 2002.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Raul_Cortez

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Ney Matogrosso, e os Secos & Molhados

Ney de Sousa Pereira (Bela Vista, 1º de agosto de 1941), mais conhecido como Ney Matogrosso, é um cantor e ator brasileiro, ex-integrante do Secos & Molhados.

Atualmente considerado um dos intérpretes brasileiros mais produtivos, o nome artístico Ney Matogrosso foi adotado somente em 1971, quando se mudou para São Paulo.[1] Desde cedo demonstrou dotes artísticos: cantava, pintava e interpretava. Teve a infância e a adolescência marcadas pela solidão, e ao completar dezessete anos deixou a casa da família para ingressar na Aeronáutica, Ney ainda estava indeciso quanto à futura profissão. Gostava de teatro e cantava esporadicamente, mas acabou indo trabalhar no laboratório de anatomia patológica do Hospital de Base de Brasília, a convite de um primo.

Tempos depois foi convidado para participar de um festival universitário e chegou a formar um quarteto vocal. Depois do festival, fez de tudo um pouco, até atuou em um programa de televisão. Também concentrou suas atenções no teatro, decidido a ser ator. Atrás deste sonho, ele desembarcou no Rio de Janeiro em 1966, onde passou a viver da confecção e venda de peças de artesanato em couro. Ney adotou completamente a filosofia de vida hippie.Secos & Molhados foi um grupo vocal brasileiro da década de 1970 cuja formação clássica consistia de João Ricardo (Vocais, Violão, Harmônica), Ney Matogrosso (Vocais), e Gérson Conrad (Vocais, Violão). João havia criado o nome da banda sozinho em 1970 até juntar-se com as diferentes formações nos anos seguintes e terminar igualmente sozinho com o álbum Memória Velha (2000).

No começo, as apresentações ousadas, acrescidas de um figurino e uma maquiagem extravagantes, fizeram a banda ganhar imensa notoriedade e reconhecimento, sobretudo por canções como "O Vira", "Sangue Latino", "Assim Assado", "Rosa de Hiroshima", que misturam danças e canções do folclore português como o Vira com críticas à Ditadura Militar e a poesia de Cassiano Ricardo, Vinícius de Moraes, Oswald de Andrade, Fernando Pessoa, e João Apolinário, pai de João Ricardo, com um rock pesado inédito no país, o que a fez se tornar um dos maiores fenômenos musicais do Brasil da época e um dos mais aclamados pela crítica nos dias de hoje.

Seu álbum de estréia, Secos e Molhados I (1973), foi possível graças à tais performances que despertaram interesse nas gravadoras, e projetou o grupo no cenário nacional, vendendo mais de 700.000 cópias no país. Desentendimentos financeiros fizeram o grupo se desintegrar em 1974, ano do Secos e Molhados II (1974), o último em que todos os membros iniciais participaram, embora João Ricardo tenha prosseguido com a marca em A Volta dos Secos & Molhados (1978) e Teatro? (1994) e Gérson continue a tocar sozinho. Do grupo, Ney Matogrosso é o mais bem-sucedido em sua carreira solo, e continua ativo desde Água do Céu Pássaro (1975).Os Secos & Molhados estão inscritos em uma categoria privilegiada entre as bandas e músicos que levaram o Brasil da bossa nova à Tropicália e então para o rock brasileiro, um estilo que só floresceu expressivamente nos anos 80. Seus dois álbuns de estréia incorporaram elementos novos à MPB, que vai desde a poesia e o glam rock ao rock progressivo, servindo como fundamental referência para uma geração de bandas underground que não aceitavam a MPB como expressão. O grupo continua a ganhar atenção das novas gerações: em 2007, a Rolling Stone Brasil posiciou o primeiro LP em 5º lugar na sua Lista dos 100 maiores discos da música brasileira e em 2008 a "Los 250: Essential Albums of All Time Latin Alternative - Rock Iberoamericano" o colocou na 97ª posição.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ney_matogrosso
http://pt.wikipedia.org/wiki/Secos_%26_Molhados

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

João Gilberto, o criador da bossa nova

João Gilberto Prado Pereira de Oliveira (Juazeiro, 10 de junho de 1931) é um músico brasileiro, considerado o criador do ritmo bossa nova.

Nascido na Bahia, na cidade sertaneja de Juazeiro, João ganhou um violão aos 14 anos de idade, e, desde então, jamais o largou. Na década de 1940, adorava escutar de Duke Ellington e Tommy Dorsey até Dorival Caymmi e Dalva de Oliveira. Aos 18 anos decide se mudar para Salvador com intenção de ser cantor de rádio e crooner. Em seguida, foi para o Rio de Janeiro, em 1950, e teve algum sucesso cantando no grupo Garotos da Lua. Entretanto, foi posto para fora da banda por indisciplina, passando alguns anos numa existência marginal, ainda que obcecado com a ideia de criar uma nova forma de expressar-se com o violão. Seu esforço finalmente foi recompensado e, após conhecer Tom Jobim - pianista acostumado à música clássica e também compositor, influenciado pela música norte-americana da época (principalmente o jazz) - e um grupo de estudantes universitários de classe média, também músicos, lançaram o movimento que ficou conhecido por bossa nova.

O ritmo da bossa nova é uma mistura do ritmo sincopado da percussão do samba numa forma simplificada e a ao mesmo tempo sofisticada, que pode ser tocada num violão (sem acompanhamento adicional), cuja técnica foi inventada por João Gilberto. Quanto à técnica vocal (parte integral do conceito de bossa nova), é uma técnica de cantar em tom de voz uniforme, com voz emitida sem vibrato, e com um fraseado disposto de forma única e não-convencional (ora antecipando, ora depois da base rítmica), e de forma a eliminar quase todo o ruído da respiração e outras imperfeições.

Apesar da fama com a então recém-criada bossa nova, sua primeira gravação lançada comercialmente foi uma participação como violonista no disco de Elizeth Cardoso de 1958 intitulado Canção do Amor Demais, composto por canções de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Pouco depois desta gravação, João Gilberto gravou seu primeiro LP, Chega de Saudade. A faixa-título, composta por Tom e que também aparecia no álbum de Elizeth Cardoso, foi sucesso no Brasil, lançando a carreira de João Gilberto e, por consequência, todo o movimento da bossa nova. Além de algumas composições de Tom Jobim, o álbum apresentava sambas mais antigos e músicas populares na década de 1930, porém todas tocadas em ritmo de bossa nova. Este álbum foi seguido de outros dois, em 1960 e 1961, nos quais ele apresentou músicas novas de uma nova geração de cantores e compositores, como Carlos Lyra e Roberto Menescal. Por volta de 1962, a bossa nova tinha sido adotada por músicos de jazz norte-americanos, tais como Herbie Mann, Charlie Byrd e Stan Getz. A convite de Stan Getz, João Gilberto e Tom Jobim colaboraram naquele que se tornou um dos melhores álbuns de jazz de todos os tempos, Getz/Gilberto. Com este álbum, Astrud Gilberto esposa de João Gilberto na época, se tornou uma estrela internacional, e a composição de Jobim "Garota de Ipanema" (em sua versão em inglês, "The Girl from Ipanema") se tornou um sucesso mundial, e modelo pop para todas as idades.João Gilberto continuou a fazer espetáculos na década de 1960, porém não lançou outros trabalhos até 1968, quando gravou Ela é Carioca, durante o tempo em que residiu no México. O disco João Gilberto, algumas vezes chamado de "o álbum branco" da bossa nova (em alusão ao álbum branco dos Beatles) foi lançado em 1973, e apresenta uma sensibilidade musical quase mística, sua primeira mudança de estilo perceptível após uma década. O ano de 1976 viu o lançamento do disco The Best of Two Worlds, com a participação de Stan Getz e da cantora Miúcha, que se tornara a segunda esposa de João Gilberto em abril de 1965, com quem tem uma filha, a cantora Bebel Gilberto. Amoroso, de 1977, teve os arranjos de Claus Ogerman, que buscou uma sonoridade similar à de Tom Jobim. O repertório era composto de velhos sambas e alguns padrões musicais norte-americanos da década de 1940.

Nos anos 80 no Brasil, João Gilberto colaborou com Gilberto Gil, Caetano Veloso e Maria Bethânia (criadores, em fins da década de 1960, do movimento conhecido como Tropicália). Em 1991 lançou o disco João, que não tinha nenhuma composição de Tom Jobim. Ao invés disso, teve trabalhos de Caetano, Cole Porter e de compositores de língua espanhola. João Voz E Violão, lançado em 2000, assinalou um retorno aos clássicos da bossa nova, como "Chega de Saudade" e "Desafinado". O CD, uma homenagem à música de sua juventude, foi produzido por Caetano Veloso.

Intercaladas com estas gravações em estúdio, surgiram também gravações ao vivo, como Live in Montreux, Prado Pereira de Oliveira ou Live at Umbria Jazz.

A ultima de raras turnês de João aconteceu em 2008 no Brasil, em duas apresentações no Auditório Ibirapuera em São Paulo e tiverem todos os ingressos vendidos em aproximadamente uma hora e no Rio de Janeiro, para uma apresentação no Theatro Municipal, o mesmo aconteceu. Nos concertos de São Paulo as grandes surpresas foram a execução de canções não antes registradas por João, como 13 de Ouro, Dor de Cotovelo, Hino Ao Sol / O Mar, Chove Lá Fora, Dobrado de Amor a São Paulo, e uma música inédita de sua própria autoria, em homenagem ao Japão.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Gilberto

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Lima Duarte, Um dos mais importantes atores do Brasil

Lima Duarte (nome artístico de Ariclenes Venâncio Martins, Sacramento, 29 de março de 1930) é um ator, diretor e dublador brasileiro. É considerado um dos mais importantes atores do Brasil, tornando-se famoso através de vários papéis memoráveis ao longo da história da telenovela brasileira.

É padrasto da atriz Débora Duarte e avô das também atrizes Paloma e Daniela Duarte e é torcedor do São Paulo Futebol Clube.

O começo

Nascido no interior de Minas Gerais, num povoado chamado Nossa Senhora da Purificação do Desemboque e do Sagrado Sacramento, referido por ele como "Desemboque", distrito de Sacramento, chegou em São Paulo de carona num caminhão que transportava mangas.

Filho do boiadeiro araguarino Antônio José Martins e de uma artista do circo América, Lima Duarte, cujo nome é Ariclenes Venâncio Martins, jamais se esqueceu de suas raízes, e viu na oportunidade uma forma de entrar em contato com a figura paterna. “Estar aqui na cidade (Araguari), para mim, é de certa forma encontrar-me com meu pai, com um passado que eu não tive oportunidade de conhecer. Tenho certeza que ele permanece vivo em meu coração e em minhas lembranças, das quais também fará parte.”

Começou a trabalhar em rádio, como faz-tudo, até chegar a sonoplasta e, finalmente, a radioator, quando adotou o nome artístico de Lima Duarte por sugestão de sua mãe, que era espírita e lhe aconselhou o nome de seu guia. Ingressou na televisão, da qual é um dos pioneiros no Brasil.

Esteve no elenco da primeira telenovela brasileira, Sua Vida Me Pertence, tornando-se um dos principais nomes do gênero.

Também fez dublagens em português de desenhos animados norte-americanos da Hanna-Barbera, como o Manda-Chuva, o Wally Gator, o Dum-Dum de Tartaruga Touché e o Hardy (de Lippy e Hardy), entre outros.

Atuou em peças teatrais de protesto como Arena conta Zumbi de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri.

Televisão

Depois de anos na Rede Tupi, tendo passado por grandes dificuldades financeiras devido ao caos da emissora, que acabou falindo, foi contratado pela Rede Globo como diretor, graças à fama obtida ao conduzir a telenovela Beto Rockfeller. Conseguiu dar um salto na carreira ao interpretar o personagem Zeca Diabo, na novela O Bem-Amado (1973), de Dias Gomes. Imitando a voz fina de um parente na interpretação do violento jagunço, obteve grande notoriedade e foi premiado, transformando esse personagem num dos maiores sucessos da história das telenovelas. Em 1984, substituiu Rolando Boldrin no programa Som Brasil, onde também contava histórias de escritores consagrados como Guimarães Rosa.Outro personagem antológico da história da telenovela brasileira foi o Sinhozinho Malta de Roque Santeiro, novela escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Houve também o histórico Sassá Mutema, de O Salvador da Pátria (1989). Assim como o seu personagem, também ele se apaixonou pela "professorinha" Clotilde, interpretada por Maitê Proença, mas não foi correspondido.

Em Da Cor do Pecado ele viveu o empresário Afonso Lambertini e protagonizou cenas emocionantes da trama, como a que descobre que o filho não morreu e que logo em seguida é assassinado na frente dele.

Interpretou ainda o prefeito Viriato Palhares em Desejo Proibido (2007/08), novela exibida às 18 horas pela Rede Globo. Seu trabalho mais recente foi em Caminho das Índias (2009), como Shankar, um brâmane, pai de Bahuan (Márcio Garcia).

Trabalhos notáveis

* Zeca Diabo em O Bem Amado
* Sinhozinho Malta em Roque Santeiro
* Sassá Mutema em O Salvador da Pátria
* Dom Lázaro Venturini em Meu Bem, Meu Mal
* Murilo Pontes em Pedra sobre Pedra
* Major Emiliano Bentes em Fera Ferida

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lima_Duarte_%28ator%29

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Vinicius de Moraes, O Poetinha

Vinicius de Moraes(Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1913 — Rio de Janeiro, 9 de julho de 1980) foi um diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta e compositor brasileiro.

Poeta essencialmente lírico, o poetinha (como ficou conhecido) notabilizou-se pelos seus sonetos. Conhecido como um boêmio inveterado, fumante e apreciador do uísque, era também conhecido por ser um grande conquistador. O poetinha casou-se por nove vezes ao longo de sua vida.

Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. No campo musical, o poetinha teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque e Carlos Lyra.
Marcus Vinicius de Moraes nasceu em 1913 no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, filho de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, funcionário da Prefeitura, poeta e violinista amador, e Lídia Cruz, pianista amadora. Vinícius é o segundo de quatro filhos, Lygia (1911), Laetitia (1916) e Helius (1918). Mudou-se com a família para o bairro de Botafogo em 1916, onde iniciou os seus estudos na Escola Primária Afrânio Peixoto, onde já demonstrava interesse em escrever poesias. Em 1922, a sua mãe adoeceu e a família de Vinicius mudou-se para a Ilha do Governador, ele e sua irmã Lygia permanecendo com o avô, em Botafogo, para terminar o curso primário.

Vinicius de Moraes ingressou em 1924 no Colégio Santo Inácio, de padres jesuítas, onde passou a cantar no coral e começou a montar pequenas peças de teatro. Três anos mais tarde, tornou-se amigo dos irmãos Haroldo e Paulo Tapajós, com quem começou a fazer suas primeiras composições e a se apresentar em festas de amigos. Em 1929, concluiu o ginásio e no ano seguinte, ingressou na Faculdade de Direito do Catete, hoje integrada à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Na chamada "Faculdade do Catete", conheceu e tornou-se amigo do romancista Otavio Faria, que o incentivou na vocação literária. Vinicius de Moraes graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1933.

Três anos depois, obteve o emprego de censor cinematográfico junto ao Ministério da Educação e Saúde. Dois anos mais tarde, Vinicius de Moraes ganhou uma bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas na Universidade de Oxford. Em 1941, retornou ao Brasil empregando-se como crítico de cinema no jornal "A Manhã". Tornou-se também colaborador da revista "Clima" e empregou-se no Instituto dos Bancários.

No ano seguinte, foi reprovado em seu primeiro concurso para o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Em 1943, concorreu novamente e desta vez foi aprovado. Em 1946, assumiu o primeiro posto diplomático como vice-cônsul em Los Angeles. Com a morte do pai, em 1950, Vinicius de Moraes retornou ao Brasil. Nos anos 1950, Vinicius atuou no campo diplomático em Paris e em Roma, onde costumava realizar animados encontros na casa do escritor Sérgio Buarque de Holanda.

No final de 1968 foi afastado da carreira diplomática tendo sido aposentado compulsoriamente pelo Ato Institucional Número Cinco.O poeta estava em Portugal, a dar uma série de espectáculos, alguns com Chico Buarque e Nara Leão, quando o regime militar emitiu o AI-5. O motivo apontado para o afastamento foi o seu comportamento boêmio que o impedia de cumprir as suas funções. Vinícius foi anistiado (post-mortem)pela Justiça em 1998. Em 2006, foi oficialmente reintegrado na carreira diplomática. A Câmara dos Deputados brasileira aprovou em Fevereiro de 2010 a promoção póstuma do poeta ao cargo de "ministro de primeira classe" do Ministério dos Negócios Estrangeiros - o equivalente a embaixador, que é o cargo mais alto da carreira diplomática. A lei foi publicada no Diário Oficial do dia 22.06.2010 e recebeu o número 12.265.

Vinicius começou a se tornar prestigiado com sua peça de teatro "Orfeu da Conceição", em 25 de setembro de 1956. Além da diplomacia, do teatro e dos livros, sua carreira musical começou a deslanchar em meados da década de 1950 - época em que conheceu Tom Jobim (um de seus grandes parceiros) -, quando diversas de suas composições foram gravadas por inúmeros artistas. Na década seguinte, Vinicius de Moraes viveu um período áureo na MPB, no qual foram gravadas cerca de 60 composições de sua autoria. Foram firmadas parcerias com compositores como Baden Powell, Carlos Lyra e Francis Hime.

Nos anos 1970, já consagrado e com um novo parceiro, o violonista Toquinho, Vinicius seguiu lançando álbuns e livros de grande sucesso.

Na noite de 8 de julho de 1980, acertando detalhes com Toquinho sobre as canções do álbum "Arca de Noé", Vinicius alegou cansaço e que precisava tomar um banho. Na madrugada do dia 9 de julho, Vinicius foi acordado pela empregada, que o encontrara na banheira de casa, com dificuldades para respirar. Toquinho, que estava dormindo, acordou e tentou socorrê-lo, seguido por Gilda Mattoso (última esposa do poeta), mas não houve tempo e Vinicius de Moraes morreu pela manhã.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vinicius_de_moraes
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