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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Millôr Fernandes, um dos fundadores do jornal O Pasquim.


Millôr Fernandes (Rio de Janeiro, 27 de maio de 1924) é um desenhista, humorista, dramaturgo, escritor e tradutor brasileiro.

Biografia

Carioca do Méier, nasceu Milton Viola Fernandes, tendo sido registrado, graças a uma caligrafia duvidosa, como Millôr, o que veio a saber adolescente. Aos dez anos de idade vendeu o primeiro desenho para a publicação O Jornal do Rio de Janeiro. Recebeu dez mil réis por ele. Em 1938 começou a trabalhar como repaginador, factótum e contínuo no semanário O Cruzeiro. No mesmo ano ganhou um concurso de contos na revista A Cigarra (sob o pseudônimo de "Notlim"). Assumiu a direção da publicação algum tempo depois, onde também publicou a seção "Poste Escrito", agora assinada por "Vão Gogo".

Em 1941 voltou a colaborar com a revista O Cruzeiro, continuando a assinar como "Vão Gogo" na coluna "Pif-Paf", o fazendo por 18 anos. A partir daí passou a conciliar as profissões de escritor, tradutor (autodidata) e autor de teatro.

Já em 1956 dividiu a primeira colocação na Exposição Internacional do Museu da Caricatura de Buenos Aires com o desenhista norte-americano Saul Steinberg. Em 1957, ganhou uma exposição individual de suas obras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.Dispensou o pseudônimo "Vão Gogo" em 1962, passando a assinar "Millôr" em seus textos n'O Cruzeiro. Deixou a revista no ano seguinte, por conta da polêmica causada com a publicação de A Verdadeira História do Paraíso, considerada ofensiva pela Igreja Católica.

Em 1964 passou a colaborar com o jornal português Diário Popular e obteve o segundo prêmio do Salão Canadense de Humor. Em 1968 começou a trabalhar na revista Veja, e em 1969 tornou-se um dos fundadores do jornal O Pasquim.

Nos anos seguintes escreveu peças de teatro, textos de humor e poesia, além de voltar a expor no Museu de Arte Moderna do Rio. Traduziu, do inglês e do francês, várias obras, principalmente peças de teatro, entre estas, clássicos de Sófocles, Shakespeare, Molière, Brecht e Tennessee Williams.

Depois de colaborar com os principais jornais brasileiros, retornou à Veja em setembro de 2004, deixando a revista em 2009 devido a um desentendimento acerca da digitalização de seus antigos textos, publicados sem autorização no acervo on-line da publicação.[2]Obras

Prosa

* Eva sem costela – Um livro em defesa do homem (sob o pseudônimo de Adão Júnior) - 1946 - Editora O Cruzeiro.
* Tempo e contratempo (sob o pseudônimo de Emmanuel Vão Gogô) - 1949 - Editora O Cruzeiro.
* Lições de um ignorante - 1963 - J. Álvaro Editor
* Fábulas Fabulosas - 1964 - J. Álvaro Editor. Edição revista e ilustrada – 1973 - Nórdica
* Esta é a verdadeira história do Paraíso - 1972 - Livraria Francisco Alves
* Trinta anos de mim mesmo - 1972 - Nórdica
* Livro vermelho dos pensamentos de Millôr - 1973 – Nórdica. Edição revista e ampliada: Senac – 2000.
* Compozissõis imfãtis - 1975 - Nórdica
* Livro branco do humor - 1975 – Nórdica
* Devora-me ou te decifro – 1976 – L&PM
* Millôr no Pasquim - 1977 – Nórdica
* Reflexões sem dor - 1977 - Edibolso.
* Novas fábulas fabulosas - 1978 – Nórdica
* Que país é este? - 1978 – Nórdica
* Millôr Fernandes – Literatura comentada. Organização de Maria Célia Paulillo – 1980 Abril Educação
* Todo homem é minha caça - 1981 - Nórdica
* Diário da Nova República - 1985 – L&PM
* Eros uma vez – 1987 – Nórdica – Ilustrações de Nani
* Diário da Nova República, v. 2 - 1988 – L&PM
* Diário da Nova República, v. 3 – 1988 – L&PM
* The cow went to the swamp ou A vaca foi pro brejo – 1988 - Record
* Humor nos tempos do Collor (com L. F. Veríssimo e Jô Soares) – 1992 – L&PM
* Millôr definitivo - A bíblia do caos - 1994 – L&PM
* Amostra bem-humorada – 1997 – Ediouro – Seleção de textos de Maura Sardinha
* Tempo e contratempo (2ª edição) – Millôr revisita Vão Gogô - 1998 - Beca.
* Crítica da razão impura ou O primado da ignorância – Sobre Brejal dos Guajas, de José Sarney, e Dependência e Desenvolvimento na América Latina, de Fernando Henrique Cardoso – 2002 – L&PM
* 100 Fábulas Fabulosas – 2003 – Record
* Apresentações – 2004 – Record.
* Novas Fábulas E Contos Fabulosos (ilustrações de Angelisa) - 2007 - Desidratada.Poesia

* Papaverum Millôr – 1967 – Prelo. Edição revista e ilustrada: 1974 – Nórdica
* Hai-kais – 1968 – Senzala
* Poemas – 1984 – L&PM

Artes visuais

* Desenhos – 1981 – Raízes Artes Gráficas. Prefácio de Pietro Maria Bardi e apresentação de Antônio Houaiss.

Teatro (em livro)

* Teatro de Millôr Fernandes (inclui Uma mulher em três atos 1953, Do tamanho de um defunto 1955, Bonito como um deus 1955 e A gaivota 1959) – 1957 – Civilização Brasileira
* Um elefante no caos ou Jornal do Brasil ou, sobretudo, Por que me ufano do meu país – 1962 – Editora do Autor
* Pigmaleoa – 1965 – Brasiliense
* Computa, computador, computa – 1972 – Nórdica
* É... – 1977 – L&PM
* A história é uma istória – 1978 – L&PM
* O homem do princípio ao fim – 1982 – L&PM
* Os órfãos de Jânio – 1979 – L&PM
* Duas tábuas e uma paixão – 1982 – L&PM (nunca encenada)

Teatro (não editado em livro)

* Diálogo da mais perfeita compreensão conjugal - 1955
* Pif, tac, zig, pong – 1962
* A viúva imortal – 1967
* A eterna luta entre o homem e a mulher – 1982
* Kaos – 1995 (leitura pública em 2001 – nunca encenada)Espetáculos musicais

* Pif-Paf – Edição extra! – 1952 (com músculos de Ary Bizarro)
* Esse mundo é meu – 1965 (em parceria com Sérgio Ricardo)
* Liberdade, liberdade – 1965 (em parceria com Flávio Rangel)
* Memórias de um sargento de milícias - 1966 (com músicas de Marco Antonio e Nelson Lins e Barros)
* Momento 68 – 1968
* Mulher, esse super-homem – 1969
* Bons tempos, hein?! – 1979 (publicada pela L&PM - 1979 - Pouso Alegre)
* Vidigal: Memórias de um tenente de milícias – 1982 (com músculos de Carlos Lyraseso)
* De repente – 1984
* O MP4 e o Dr. Çobral vão em busca do mal – 1984
* China! Outros 5000 – Uma Pope Ópera (com músculos de Toquinho e Paulo César Pinto).













Submarino.com.br


* Todas as frases de Millôr compiladas em um só volume! Meio século de pensamentos edificantes do humorista e cartunista que retrata o cotidiano como ninguém.

* Obra com texto integral.
* Editora: L&PM
* Autor: MILLOR FERNANDES
* ISBN: 852541185X
* Origem: Nacional
* Ano: 2002
* Edição: 1
* Número de páginas: 618
* Acabamento: Brochura
* Formato: Bolso
* Complemento: Nenhuma



*Este é um dos trabalhos prediletos de Millôr Fernandes, dono de uma extensa obra teatral, tanto como autor quanto como tradutor e adaptador. Com um extraordinário movimento de idéias e personagens, Flávia conduz a uma reflexão sobre o poder, tema que tem inquietado Millôr ao longo de sua vida.

Em Flávia, Cabeça, Tronco e Membros temos um dos primeiros projetos de uma mulher liberada. Isto em 1963, ano em que Millôr escreveu esta peça e quando certamente o assunto era tratado com muita discrição. Pois a personagem Flávia, com seu fascínio e sua liberdade, leva a peça a momentos inesquecíveis por meio dos absurdos das proposições e a caricatura das situações criadas por Millôr Fernandes. Flávia, Cabeça, Tronco e Membros fala sobre poder, força e a permanente capacidade de mistificação inerente ao ser humano.

* Editora: L&PM
* Autor: MILLOR FERNANDES
* ISBN: 9788525410931
* Origem: Nacional
* Ano: 2001
* Edição: 1
* Número de páginas: 120
* Acabamento: Brochura
* Formato: Bolso


* Em alguns milhares de frases temos uma amostra da produção de mais de meio século deste que é um dos maiores intelectuais brasileiros de todos os tempos. Tendo passado por praticamente todos os meios de expressão (jornalismo, humor, desenho, pintura, poesia, teatro, cinema), Millôr Fernandes, nos últimos 60 anos, deixou sua marca definitiva na história, na arte e na imprensa brasileira. Cético, irreverente, sempre moderno, participou de todos os movimentos de renovação cultural dessas décadas, foi alvo de perseguição, censura sistemática e, no entanto, construiu uma obra invejável pela extensão e pela qualidade: mais de 100 peças de teatro (entre traduções, textos originais e colagens), presença constante na imprensa semanal e diária (O Cruzeiro, Pif-Paf, O Pasquim, Veja, IstoÉ, Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo etc.), exposições de pintura e desenhos, roteiros de filmes, letras de músicas, participação em shows musicais, na televisão, dezenas de livros.
Aqui estão reunidas 5.299 frases escritas e proferidas todo esse tempo. Nesta 15ª. edição que a L&PM Editores publica em formato e acabamento especiais, foram incluídas 157 frases selecionadas da produção recente de Millôr Fernandes.
Trata-se de um fantástico conjunto de preciosidades intelectuais. Aos milhares de admiradores do autor podemos garantir que Millôr Definitivo é uma síntese (!) do pensamento de Millôr Fernandes. Frases que narram a nossa história recente e traduzem de maneira genial o que se viu, sonhou, sofreu e vibrou nestas últimas décadas.
* Editora: L&PM
* Autor: MILLOR FERNANDES
* ISBN: 9788525416896
* Origem: Nacional
* Ano: 2007
* Edição: 15
* Número de páginas: 535
* Acabamento: Capa Dura
* Formato: Médio


Publicado originalmente em 1973, é de uma atualidade impressionante. Pensador que enxerga o mundo pela ótica do humor, Millôr Fernandes mostra neste livro seu humor crítico, frequentemente cáustico, capaz de estremecer certezas inabaláveis e desestabilizar verdades estabelecidas.
Editora: Senac
Autor: MILLOR FERNANDES
ISBN: 8573591560
Origem: Nacional
Ano: 2000
Edição: 1
Número de páginas: 171
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

  • Prepare-se o leitor e a intelectualidade brasileira. Está disponível em formato de bolso O livro vermelho dos pensamentos de Millôr, que reúne trechos de conversas, programas e publicações em formato de aforismos, nos quais o guru do Méier desvenda sua visão do mundo e da vida. Um oásis de inteligência e humor que revoluciona todo o pensamento ocidental (e oriental). O livro é dividido por seções temáticas.
  • Editora: L&PM
  • Autor: MILLOR FERNANDES
  • ISBN: 8525414514
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2005
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 195
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Bolso
  • Complemento: Nenhuma

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Luis Fernando Verissimo

Luis Fernando Verissimo (Porto Alegre, 26 de setembro de 1936) é um escritor brasileiro. Mais conhecido por suas crônicas e textos de humor, publicados diariamente em vários jornais brasileiros, Verissimo é também cartunista e tradutor, além de roteirista de televisão, autor de teatro e romancista bissexto. Já foi publicitário e copy desk de jornal. É ainda músico, tendo tocado saxofone em alguns conjuntos. Com mais de 60 títulos publicados, é um dos mais populares escritores brasileiros contemporâneos. É filho do também escritor Erico Verissimo.

Formação

Nascido e criado em Porto Alegre, Luis Fernando viveu parte de sua infância e adolescência nos Estados Unidos, com a família, em função de compromissos profissionais assumidos por seu pai - professor na Universidade de Berkeley (1943-1945) e diretor cultural da União Pan-americana em Washington (1953-1956). Como consequência disso, cursou parte do primário em San Francisco e Los Angeles, e concluiu o secundário na Roosevelt High School, de Washington.

Aos 14 anos produziu, com a irmã Clarissa e um primo, um jornal periódico com notícias da família, que era pendurado no banheiro de casa e se chamava "O Patentino" (patente é como é conhecida a privada no Rio Grande do Sul).

No período em que viveu em Washington, Veríssimo desenvolveu sua paixão pelo jazz, tendo começado a estudar saxofone e, em frequentes viagens a Nova York, assistido a espetáculos dos maiores músicos da época, inclusive Charlie Parker e Dizzy Gillespie.Primeiros trabalhos

De volta a Porto Alegre em 1956, começou a trabalhar no departamento de arte da Editora Globo. A partir de 1960, fez parte do grupo musical Renato e seu Sexteto, que se apresentava profissionalmente em bailes na capital gaúcha, e que era conhecido como "o maior sexteto do mundo", porque tinha 9 integrantes.

Entre 1962 e 1966, viveu no Rio de Janeiro, onde trabalhou como tradutor e redator publicitário, e onde conheceu e casou-se (1963) com a carioca Lúcia Helena Massa, sua companheira até hoje e mãe de seus três filhos (Fernanda, 1964; Mariana, 1967; e Pedro, 1970).

Em 1967, de novo em sua cidade natal, começou a trabalhar no jornal Zero Hora, a princípio como revisor de textos (copy-desk). Em 1969, depois de cobrir as férias do colunista Sérgio Jockymann e poder mostrar a qualidade e agilidade de seu texto, passou a assinar sua própria coluna diária no jornal. Suas primeiras colunas foram sobre futebol, abordando a fundação do Estádio Beira-Rio e os jogos do Internacional, seu clube do coração. No mesmo ano, tornou-se redator da agência de publicidade MPM Propaganda.

Em 1970 transferiu-se para o jornal Folha da Manhã, onde manteve sua coluna diária até 1975, escrevendo sobre esporte, cinema, literatura, música, gastronomia, política e comportamento, sempre com ironia e ideias pessoais, além de pequenos contos de humor que ilustram seus pontos de vista.

Em 1971 criou, com um grupo de amigos da imprensa e da publicidade porto-alegrense, o semanário alternativo O Pato Macho, com textos de humor, cartuns, crônicas e entrevistas, e que vai circular durante todo o ano na cidade.Primeiros livros publicados

Em 1973 lançou, pela Editora José Olympio, seu primeiro livro, O Popular, com o subtítulo "crônicas, ou coisa parecida", uma coletânea de textos já veiculados na imprensa, o que seria o formato da grande maioria de suas publicações até hoje. O livro de estreia de Veríssimo recebeu elogios do importante crítico literário Wilson Martins, em O Estado de São Paulo.

Em 1975, voltou ao jornal Zero Hora, onde permanece até hoje, e passou a escrever semanalmente também no Jornal do Brasil, tornando-se nacionalmente conhecido. Publicou seu segundo livro de crônicas, A Grande Mulher Nua e começou a desenhar a série "As Cobras", que no mesmo ano já rendeu uma primeira publicação de cartuns.

Em 1979, publicou seu quinto livro de crônicas, "Ed Mort e Outras Histórias", o primeiro pela Editora L&PM, com a qual trabalharia durante 20 anos. O título do livro refere-se àquele que viria a ser um dos mais populares personagens de Luís Fernando Veríssimo. Uma sátira dos policiais noir, imortalizados pela literatura de Raymond Chandler e Dashiell Hammett e por filmes interpretados por Humphrey Bogart, Ed Mort é um detetive particular carioca, de língua afiada, coração mole e sem um tostão no bolso, que passou a protagonizar uma tira de quadrinhos desenhada por Miguel Paiva e publicada em centenas de jornais diários, gerou uma série de cinco álbuns de quadrinhos (1985-1990) e ainda um filme comn Paulo Betti no papel-título.

Entre 1980 e 1981, Veríssimo viveu com a família por 6 meses em Nova York, o que mais tarde renderia o livro "Traçando Nova York", primeiro de uma série de seis livros de viagem escritos em parceira com o ilustrador Joaquim da Fonseca e publicados pela Editora Artes e Ofícios.

Popularidade nacional

Em 1981, o livro "O Analista de Bagé", lançado na Feira do Livro de Porto Alegre, esgotou sua primeira edição em dois dias, tornando-se fenômeno de vendas em todo o país. O personagem, criado (mas não aproveitado) para um programa humorístico de televisão com Jô Soares, é um psicanalista de formação freudiana ortodoxa, mas com o sotaque, o linguajar e os costumes típicos da fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai e a Argentina. A contradição entre a sofisticação da psicanálise e a "grossura" caricatural do gaúcho da fronteira gerou situações engraçadíssimas, que Veríssimo soube explorar com talento em dois livros de contos, um de quadrinhos (com desenhos de Edgar Vasques) e uma antologia.

Em 1982 passou a publicar uma página semanal de humor na revista Veja, que manteria até 1989.

Em 1983, em seu décimo volume de crônicas inéditas, lançou um novo personagem que também faria grande sucesso, a Velhinha de Taubaté, definida como "a única pessoa que ainda acredita no governo". O ingênuo personagem, que dera a seu gato de estimação o nome do porta-voz do Presidente-General Figueiredo, marcava a decadência do governo militar brasileiro, que já estava quase completando 20 anos. Mas, anos depois, em plena democracia, Veríssimo faria reviver a Velhinha de Taubaté, ironizando a credibilidade dos presidentes civis, especialmente Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso.

Em toda a década de 1980, Veríssimo consolidou-se como um fenômeno de popularidade raro entre escritores brasileiros, mantendo colunas semanais em vários jornais e lançando pelo menos um livro por ano, sempre nas listas dos mais vendidos, além de escrever para programas de humor da TV Globo.

Em 1986, morou seis meses com a família em Roma, e cobriu a Copa do Mundo para a revista Playboy. Em 1988, sob encomenda da MPM Propaganda, escreveu seu primeiro romance, O Jardim do Diabo.

Homem de ideias

Em 1989, começou a escrever uma página dominical para o jornal O Estado de São Paulo, mantida até hoje, e para a qual criou o grupo de personagens da Família Brasil. No mesmo ano, estreou no Rio de Janeiro seu primeiro texto escrito especialmente para teatro, "Brasileiras e Brasileiros". E ainda recebeu o Prêmio Direitos Humanos da OAB.

Em 1990, passou 10 meses com a família em Paris e cobriu a Copa da Itália para os jornais Zero Hora, Jornal do Brasil e O Estado de São Paulo, o que voltaria a fazer em 1994, 1998, 2002 e 2006,

Em 1991 publicou uma antologia de crônicas para crianças ("O Santinho", com ilustrações de Edgar Vasques) e outra para adolescentes ("Pai não Entende Nada").

Em 1994, a antologia de contos de humor "Comédias da Vida Privada" foi lançada com grande sucesso, vindo a tornar-se um especial da TV Globo (1994) e depois uma série de 21 programas (1995-1997), com roteiros de Jorge Furtado e direção de Guel Arraes. Veríssimo publicaria ainda uma nova antologia de contos, "Novas Comédias da Vida Privada" (1996) e, por contraste, uma série de crônicas políticas até então inéditas em livro, "Comédias da Vida Pública" (1995).

Em 1995, intelectuais brasileiros convidados pelo caderno "Ideias" do Jornal do Brasil elegeram Luis Fernando Veríssimo o Homem de Ideias do ano. A esta seguiram-se outras homenagens: em 1996, "Medalha de Resistência Chico Mendes" da ONG Tortura Nunca Mais, "Medalha do Mérito Pedro Ernesto" da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro e "Prêmio Formador de Opinião" da Associação Brasileira de Empresas de Relações Públicas; culminando, em 1997, com o "Prêmio Juca Pato", da União Brasileira de Escritores como o Intelectual do ano. Em 1999, recebeu ainda o Prêmio Multicultural Estadão.De volta à música

Ainda em 1995, por iniciativa do contrabaixista Jorge Gerhardt, foi criado o grupo Jazz 6, este certamente "o menor sexteto do mundo", com apenas 5 integrantes: além de Verissimo no sax e Gerhardt no contrabaixo, fazem parte do grupo Luiz Fernando Rocha (trompete e flugelhorn), Adão Pinheiro (piano) e Gilberto Lima (bateria).

Sendo Gerhardt, Rocha, Pinheiro e Lima "músicos em tempo integral", o grupo depende da agenda de Veríssimo para se apresentar, mas já tem 13 anos de estrada e 4 CDs lançados: "Agora é a Hora" (1997), "Speak Low" (2000), "A Bossa do Jazz" (2003) e "Four" (2006).

Novos rumos

Em 1999, Veríssimo deixou de desenhar as tiras de As Cobras e mudou de editora, trocando a L&PM pela Objetiva, que passou a republicar toda a sua obra. Uma destas antologias, "As Mentiras que os Homens Contam" (2000), já vendeu mais de 350 mil exemplares.

Em 2003, resolveu reduzir seu volume de trabalho na imprensa, passando de seis para apenas duas colunas semanais, agora publicadas em Zero Hora, O Globo e O Estado de São Paulo.

A partir de solicitações geradas pelas editoras, Veríssimo deixou de ser o "grande escritor de textos curtos" e emendou uma série de novelas e romances: "Gula - O Clube dos Anjos" (1998) coleção "Plenos Pecados" da Objetiva; "Borges e os Orangotangos Eternos" (2000), para a coleção "Literatura ou Morte" da Cia das Letras; "O Opositor" (2004) para a coleção "Cinco Dedos de Prosa" da Objetiva; "A Décima Segunda Noite" (2006), para a coleção "Devorando Shakespeare" da Objetiva; e ainda "Sport Club Internacional, Autobiografia de uma Paixão" (2004), para a coleção "Camisa 13" da Ediouro.

Em 2003, uma reportagem de capa da revista Veja destacou Veríssimo como "o escritor que mais vende livros no Brasil". Ao mesmo tempo, a versão em inglês de "Clube dos Anjos" ("The Club of Angels") é escolhida pela New York Public Library como um dos 25 melhores livros do ano.

Em 2004, na França, recebeu o Prix Deux Oceans do Festival de Culturas Latinas de Biarritz.

Em 2006, Veríssimo chegou aos 70 anos de idade consagrado como um dos maiores escritores brasileiros contemporâneos, tendo vendido ao todo mais de 5 milhões de exemplares de seus livros. Em 2008, sua filha Fernanda deu-lhe a primeira neta, Lucinda, nascida no dia do aniversário do Sport Club Internacional, 4 de abril.



















Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Luis_Fernando_Verissimo
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