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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Paulo Freire, um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial.


Paulo Reglus Neves Freire (Recife, 19 de setembro de 1921 — São Paulo, 2 de maio de 1997) foi um educador e filósofo brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. Autor de “Pedagogia do Oprimido”, um método de alfabetização dialético, se diferenciou do "vanguardismo" dos intelectuais de esquerda tradicionais e sempre defendeu o diálogo com as pessoas simples, não só como método, mas como um modo de ser realmente democrático. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial[1], tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.

Biografia

Paulo Freire nasceu em 19 de setembro de 1921 em Recife. Sua família fazia parte da classe média, mas Freire vivenciou a pobreza e a fome na infância durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os mais pobres e o ajudaria a construir seu revolucionário método de alfabetização. Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África.

O educador procurou fazer uma síntese de algumas correntes do pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico.[carece de fontes?] Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos, quase sempre ligados a partidos de esquerda.

A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart.Primeiros trabalhos

Freire entrou para a Universidade do Recife em 1943, para cursar a Faculdade de Direito, mas também se dedicou aos estudos de filosofia da linguagem. Apesar disso, nunca exerceu a profissão, e preferiu trabalhar como professor numa escola de segundo grau lecionando língua portuguesa. Em 1944, casou com Elza Maia Costa de Oliveira, uma colega de trabalho.

Em 1946, Freire foi indicado ao cargo de diretor do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social no Estado de Pernambuco, onde iniciou o trabalho com analfabetos pobres. Também nessa época aproximou-se do movimento da Teologia da Libertação.

Em 1961 tornou-se diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade do Recife e, em 1962, realizou junto com sua equipe as primeiras experiências de alfabetização popular que levariam à constituição do Método Paulo Freire. Seu grupo foi responsável pela alfabetização de 300 cortadores de cana em apenas 45 dias. Em resposta aos eficazes resultados, o governo brasileiro (que, sob o presidente João Goulart, empenhava-se na realização das reformas de base) aprovou a multiplicação dessas primeiras experiências num Plano Nacional de Alfabetização, que previa a formação de educadores em massa e a rápida implantação de 20 mil núcleos (os "círculos de cultura") pelo País.

Em 1964, meses depois de iniciada a implantação do Plano, o golpe militar extinguiu esse esforço. Freire foi encarcerado como traidor por 70 dias. Em seguida passou por um breve exílio na Bolívia e trabalhou no Chile por cinco anos para o Movimento de Reforma Agrária da Democracia Cristã e para a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação. Em 1967, durante o exílio chileno, publicou no Brasil seu primeiro livro, Educação como Prática da Liberdade, baseado fundamentalmente na tese Educação e Atualidade Brasileira, com a qual concorrera, em 1959, à cadeira de História e Filosofia da Educação na Escola de Belas Artes da Universidade do Recife.O livro foi bem recebido, e Freire foi convidado para ser professor visitante da Universidade de Harvard em 1969. No ano anterior, ele havia concluído a redação de seu mais famoso livro, Pedagogia do Oprimido, que foi publicado em várias línguas como o espanhol, o inglês (em 1970) e até o hebraico (em 1981). Em razão da rixa política entre a ditadura militar e o socialismo cristão de Paulo Freire[carece de fontes?], ele não foi publicado no Brasil até 1974, quando o general Geisel assumiu a presidência do país e iniciou o processo de abertura política.

Depois de um ano em Cambridge, Freire mudou-se para Genebra, na Suíça, trabalhando como consultor educacional do Conselho Mundial de Igrejas. Durante esse tempo, atuou como consultor em reforma educacional em colônias portuguesas na África, particularmente na Guiné-Bissau e em Moçambique.

Com a Anistia em 1979 Freire pôde retornar ao Brasil, mas só o fez em 1980. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores na cidade de São Paulo, e atuou como supervisor para o programa do partido para alfabetização de adultos de 1980 até 1986. Quando o PT venceu as eleições municipais paulistanas de 1988, iniciando-se a gestão de Luiza Erundina (1989-1993), Freire foi nomeado secretário de Educação da cidade de São Paulo. Exerceu esse cargo de 1989 a 1991. Dentre as marcas de sua passagem pela secretaria municipal de Educação está a criação do MOVA - Movimento de Alfabetização, um modelo de programa público de apoio a salas comunitárias de Educação de Jovens e Adultos que até hoje é adotado por numerosas prefeituras (majoritariamente petistas ou de outras orientações de esquerda) e outras instâncias de governo.Em 1986, sua esposa Elza morreu. Dois anos depois, em 1988, o educador casou-se com a também pernambucana Ana Maria Araújo, conhecida pelo apelido "Nita", que além de conhecida desde a infância era sua orientanda no programa de mestrado da PUC-SP.

Em 1991 foi fundado em São Paulo o Instituto Paulo Freire, para estender e elaborar as idéias de Freire. O instituto mantém até hoje os arquivos do educador, além de realizar numerosas atividades relacionadas com o legado do pensador e a atuação em temas da educação brasileira e mundial.

Freire morreu de um ataque cardíaco em 2 de maio de 1997, às 6h53, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido a complicações em uma operação de desobstrução de artérias.

A Justiça Federal, no Fórum Mundial de Educação Profissional de 2009, realizado em Brasília, fez o pedido de perdão post mortem à viúva e à família do educador, assumindo o pagamento de "reparação econômica"[1].A Pedagogia da Libertação

Paulo Freire delineou uma Pedagogia da Libertação, intimamente relacionada com a visão marxista do Terceiro Mundo e das consideradas classes oprimidas na tentativa de elucidá-las e conscientizá-las politicamente. As suas maiores contribuições foram no campo da educação popular para a alfabetização e a conscientização política de jovens e adultos operários, chegando a influenciar em movimentos como os das Comunidades Eclesiais de Base (CEB).

No entanto, a obra de Paulo Freire não se limita a esses campos, tendo eventualmente alcance mais amplo, pelo menos para a tradição de educação marxista, que incorpora o conceito básico de que não existe educação neutra. Segundo a visão de Freire, todo ato de educação é um ato político.

Obras

* 1959: Educação e atualidade brasileira. Recife: Universidade Federal do Recife, 139p. (tese de concurso público para a cadeira de História e Filosofia da Educação de Belas Artes de Pernambuco).
* 1961: A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 90p.
* 1963: Alfabetização e conscientização. Porto Alegre: Editora Emma.
* 1967: Educação como prática da liberdade. Introdução de Francisco C. Weffort. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (19 ed., 1989, 150 p).
* 1968: Educação e conscientização: extencionismo rural. Cuernavaca (México): CIDOC/Cuaderno 25, 320 p.
* 1970: Pedagogia do oprimido. New York: Herder & Herder, 1970 (manuscrito em português de 1968). Publicado com Prefácio de Ernani Maria Fiori. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 218 p., (23 ed., 1994, 184 p.).
* 1971: Extensão ou comunicação?. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1971. 93 p.
* 1976: Ação cultural para a liberdade e outros escritos. Tradução de Claudia Schilling, Buenos Aires: Tierra Nueva, 1975. Publicado também no Rio de Janeiro, Paz e terra, 149 p. (8. ed., 1987).
* 1977: Cartas à Guiné-Bissau. Registros de uma experiência em processo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (4 ed., 1984), 173 p.
* 1978: Os cristãos e a libertação dos oprimidos. Lisboa: Edições BASE, 49 p.
* 1979: Consciência e história: a práxis educativa de Paulo Freire (antologia). São Paulo: Loyola.
* 1979: Multinacionais e trabalhadores no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 226 p.
* 1980: Quatro cartas aos animadores e às animadoras culturais. República de São Tomé e Príncipe: Ministério da Educação e Desportos, São Tomé.
* 1980: Conscientização: teoria e prática da libertação; uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Moraes, 102 p.
* 1981: Ideologia e educação: reflexões sobre a não neutralidade da educação. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
* 1981: Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
* 1982: A importância do ato de ler (em três artigos que se completam). Prefácio de Antonio Joaquim Severino. São Paulo: Cortez/ Autores Associados. (26. ed., 1991). 96 p. (Coleção polêmica do nosso tempo).
* 1982: Sobre educação (Diálogos), Vol. 1. Rio de Janeiro: Paz e Terra ( 3 ed., 1984), 132 p. (Educação e comunicação, 9).
* 1982: Educação popular. Lins (SP): Todos Irmãos. 38 p.
* 1983: Cultura popular, educação popular.
* 1985: Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 3ª Edição
* 1986: Fazer escola conhecendo a vida. Papirus.
* 1987: Aprendendo com a própria história. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 168 p. (Educação e Comunicação; v.19).
* 1988: Na escola que fazemos: uma reflexão interdisciplinar em educação popular. Vozes.
* 1989: Que fazer: teoria e prática em educação popular. Vozes.
* 1990: Conversando com educadores. Montevideo (Uruguai): Roca Viva.
* 1990: Alfabetização - Leitura do mundo, leitura da palavra. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
* 1991: A educação na cidade. São Paulo: Cortez, 144 p.
* 1992: Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra (3 ed. 1994), 245 p.
* 1993: Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Olho d'água. (6 ed. 1995), 127 p.
* 1993: Política e educação: ensaios. São Paulo: Cortez, 119 p.
* 1994: Cartas a Cristina. Prefácio de Adriano S. Nogueira; notas de Ana Maria Araújo Freire. São Paulo: Paz e Terra. 334 p.
* 1994: Essa escola chamada vida. São Paulo: Ática, 1985; 8ª edição.
* 1995: À sombra desta mangueira. São Paulo: Olho d'água, 120 p.
* 1995: Pedagogia: diálogo e conflito. São Paulo: Editora Cortez.
* 1996: Medo e ousadia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987; 5ª Edição.
* 1996: Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
* 2000: Pedagogia da indignação – cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP, 134 p.









Submarino.com.br

  • O diálogo entre Paulo Freire e a Educação na atualidade é a proposta deste livro que integra a Coleção Pensadores & Educação. O autor, Jaime José Zitkoski, apresenta as contribuições da obra freireana de modo a articulá-las com os desafios da sociedade contemporânea, estruturalmente marcada pela exclusão, pela crise de valores e pelo desnível social. A questão da cultura como libertação humana, o papel social da Educação, seu caráter ético e político e o contexto da subjetividade na história são alguns pontos tratados neste livro.

  • Editora: Autêntica
  • Autor: JAIME ZITKOSKI
  • ISBN: 8575262203
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2006
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 119
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio
  • Folha Explica Paulo Freire

    O volume Paulo Freire da série Folha Explica Paulo Freire analisa, de forma clara e objetiva, a vida e a obra de um dos maiores educadores do Brasil. O autor, Fernando J. de Almeida, apresenta uma reflexão introdutória sobre a "pedagogia do oprimido", criada por Freire, que parte do princípio de que ler é uma interpretação do mundo: ler é tomar consciência, a leitura e a escrita são práticas de liberdade. Com obras traduzidas para mais de 20 línguas, Freire foi importante, entre outras coisas, pela elaboração dos "projetos político pedagógicos" aplicados na escola contemporânea. Neste livro, o leitor ainda pode encontrar um capítulo especial que apresenta uma cronologia e enumera as principais obras já publicadas pelo educador.

  • Editora: Publifolha
  • Autor: FERNANDO J. ALMEIDA
  • ISBN: 9788579140952
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2009
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 104
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio
Três educadores, após muitas andanças político-pedagógicas, no Brasil e no exterior, respondem a perguntas que todos se fazem sobre a evolução da educação brasileira hoje. As respostas brotam do debate e da experiência vivida em sala de aula, na organização crescente dos educadores, no confronto político e pedagógico e no grito do povo manifestado no movimento de massa. Os autores procuram sentir o momento presente para extrair dele seu projeto pedagógico: as perguntas a que respondem já contém em si uma experiência para onde precisa caminhar a educação na luta pela Democracia e pelo Socialismo. Por que "diálogo e conflito"? Para além da ingenuidade da pedagogia tradicional e da astúcia da pedagogia liberal, os autores articulam diálogo e conflito como estratégia do oprimido: o diálogo se dá entre iguais e diferentes, nunca entre antagônicos. Entre esses, no máximo, pode haver um pacto. Entre esses há, sim, conflito, de natureza contrária ao conflito existente entre iguais e diferentes.
  • Editora: Cortez
  • Autor: MOACIR GADOTTI & PAULO FREIRE & SERGIO GUIMARAES
  • ISBN: 8524901551
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2001
  • Edição: 6
  • Número de páginas: 127
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio
As histórias das idéias pedagógicas nesses últimos quarenta anos apresenta importantes marcos teóricos. Entre eles, a obra de Paulo Freire. Este livro apresenta uma bibliografia comentada do autor sobre a teoria libertadora da educação.
  • Editora: Cortez
  • Autor: MOACIR GADOTTI
  • ISBN: 8524906103
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2001
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 765
  • Acabamento: Capa Dura
  • Formato: Médio
  • Conceitos de Educação em Paulo Freire surgiu do reconhecimento da amplitude das obras desse grande mestre. O livro é início de uma discussão que se pretende tão abrangente quanto os estudos criados pelo autor que lhe dá título. Um de seus objetivos é dar voz às supostas indagações que surgem quando ele é lido. Quer sobretudo, ser um provocador de discussões; dinâmico como a própria sociedade.

  • Editora: Vozes
  • Autor: MARIA LUCIA M.CARVALHO VASCONCELOS & REGINA HELENA PIRES DE BRITO
  • ISBN: 8532633226
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2006
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 200
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Marco Maciel, 23° vice-presidente do Brasil

Marco Antônio de Oliveira Maciel (Recife, 21 de julho de 1940) é um político brasileiro.

Foi deputado, governador biônico de Pernambuco, senador e vice-presidente da República (de 1995 a 2002). Exerce o cargo de senador de 2003 até 2011. Professor de Direito Internacional Público da Universidade Católica de Pernambuco (licenciado). Presidente da Câmara dos Deputados (1977/1979). Ministro de Estado da Educação e Cultura (1985/1986). Ministro-chefe do Gabinete Civil da Presidência da República (1986/1987), quando assume o mandato de senador. Eleito Presidente do PFL, em 1987. Reeleito senador em 1990, em 1994 é eleito vice-presidente da República Federativa do Brasil. Retornou ao senado, eleito em 2002. Assumiu, em 2007, a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Nas eleições de 2010, surpreendentemente a princípio, não conseguiu se eleger para um novo mandato no Senado, ficando em terceiro lugar na votação.Biografia

Filho de José do Rego Maciel e Carmen Sílvia Cavalcanti de Oliveira formou-se em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco atuando depois como advogado. Quando nos bancos universitários iniciou sua vida pública ao ser eleito presidente da União Metropolitana dos Estudantes de Pernambuco, em 1963, realizando uma gestão que o levaria a romper com a cúpula da União Nacional dos Estudantes. A eleição para a UME contou com o apoio financeiro do IPES - Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, organização de direita criada no fim de 1961. Nos anos vindouros Marco Maciel se filiaria a ARENA, partido que apoiava o regime de ditadura militar então instaurado, e passaria a atuar na política partidária na qual estreou em 1966 ao se eleger deputado estadual e a seguir deputado federal nos anos de 1970 e 1974.No decurso de seu segundo mandato foi eleito presidente da Câmara dos Deputados para o biênio 1977/1979 e em sua gestão o presidente Ernesto Geisel decretou o recesso do Congresso Nacional através do Ato Complementar 102 em 1 de abril de 1977 com o intuito de aprovar a reforma judiciária que fora rejeitada pelo parlamento que seria reaberto em 14 de abril após a outorga de duas emendas constitucionais e de seis decretos-leis regulamentando a reforma do judiciário e a reforma política, esta última caracterizada pela instituição dos chamados senadores biônicos. Contrário à supressão das prerrogativas do Congresso Nacional Marco Maciel não tomou parte nas cerimônias que marcaram a vigência das medidas baixadas pelo Poder Executivo, mas fiel ao seu estilo discreto não polemizou a respeito do assunto e em sinal de reconhecimento por sua postura foi indicado governador biônico de Pernambuco pelo próprio Geisel em 1978.

Ao longo de sua gestão montou uma equipe de técnicos e políticos que cerraram fileiras nas eleições de 1982 quando o PDS pernambucano obteve um apertado triunfo contra os oposicionistas do PMDB tendo à frente o senador Marcos de Barros Freire então candidato a governador. Eleito senador naquele ano Maciel teve seu nome lembrado como uma das alternativas civis à sucessão do presidente João Figueiredo em face, sobretudo, de sua grande capacidade de articulação.Frente Liberal

À medida que os debates sobre a sucessão presidencial tomavam forma as lideranças do PDS viam surgir diversos nomes que tencionavam a indicação oficial do partido, dentre os quais Marco Maciel. Entretanto a contenda derradeira aconteceu em 11 de agosto de 1984 quando o deputado federal paulista Paulo Maluf derrotou o Ministro do Interior Mario Andreazza na convenção nacional do PDS por 493 votos a 350, fato esse que serviu como senha para que os dissidentes da legenda se agrupassem na chamada Frente Liberal (embrião do PFL, o atual Democratas) e a seguir hipotecassem o seu apoio à candidatura de Tancredo Neves o candidato das forças de oposição ao Regime Militar de 1964. Para a oficialização do acordo os partidários de Tancredo deveriam escolher um dos quadros da dissidência governista como candidato a vice-presidente e a escolha recaiu sobre o senador maranhense José Sarney, embora o próprio ungido tenha sugerido, sem sucesso, o nome de Marco Maciel. Hábil na costura dos acordos políticos que asseguraram a vitória oposicionista no Colégio Eleitoral logo o nome de Marco Maciel foi confirmado como o novo Ministro da Educação sendo o titular dessa pasta de 15 de março de 1985 até 14 de fevereiro de 1986 quando o presidente José Sarney (efetivado após a morte de Tancredo Neves) o remanejou para a chefia da Casa Civil onde Maciel permaneceu até 30 de abril de 1987.Vice-presidente

De volta ao Senado Federal manteve seu apoio ao governo Sarney o que não o impediu de ser um dos entusiastas do apoio do PFL a Fernando Collor de Mello nas eleições presidenciais de 1989 mesmo diante da candidatura pefelista de Aureliano Chaves. Com a vitória de Collor em segundo turno sobre Luiz Inácio Lula da Silva o Partido da Frente Liberal passa a ocupar a base política do novo presidente. Reeleito senador em 1990 Marco Maciel passou à condição de líder do governo Collor no Senado função da qual declinou quando o processo de impeachment do presidente se apresentou irreversível. Em agosto de 1994 foi escolhido pelo PFL como o novo candidato a vice-presidente da República em substituição ao senador alagoano Guilherme Palmeira em virtude de denúncias de irregularidades na destinação de emendas orçamentárias que pesavam sobre esse último sendo eleito e reeleito como companheiro de chapa de Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998, respectivamente. Sua postura discreta permaneceu inalterada mesmo diante dos episódios que levaram ao rompimento do PFL com o governo federal às vésperas das eleições de 2002 nas quais Marco Maciel conquistou seu terceiro mandato como senador pelo estado de Pernambuco.

ImortalMarcos Vilaça, Marco Maciel, Celso Lafer, Cláudio Lembo e Arnaldo Niskier

* Em 1991 foi eleito para a cadeira 22 da Academia Pernambucana de Letras, antes ocupada pelo Monsenhor Severino Nogueira Leite, tomando posse em 27 de julho de 1992.
* Em 2003 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, na cadeira do antecessor Roberto Marinho.











Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marco_maciel

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Silvio Romero de Lemos Meira, e o Porto Digital

Silvio Romero de Lemos Meira (Taperoá, 2 de fevereiro de 1955) é um pesquisador brasileiro da área de Engenharia de Software.

Formado em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (1977), especializou-se em Ciência da Computação, cursando o mestrado em informática pela Universidade Federal de Pernambuco (1981) e o doutorado em computação pela University of Kent at Canterbury (Inglaterra) (1985). Autor de cerca de uma centena de artigos científicos e tecnológicos publicados em congressos e revistas acadêmicas e de mais de duas centenas de textos sobre Tecnologia da Informação e seu impacto na sociedade, publicados na imprensa leiga e do setor de tecnologias da informação, supervisionou (desde 1985) mais de quarenta teses e dissertações de doutorado e mestrado em computação.Em sua trajetória profissional, foi pesquisador do CNPq por mais de 15 anos; concebeu e coordenou o programa temático multi-institucional em ciência da computação (protem-cc) do CNPq, criou e coordenou o programa de doutoramento em ciência da computação da Universidade Federal de Pernambuco; foi assessor da secretaria de política de informática do Ministério da Ciência e Tecnologia; foi membro do primeiro comitê gestor da Internet/br e presidente da Sociedade Brasileira de Computação; foi consultor do Banco Mundial e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento; foi um dos três cientistas que criaram o engenho de busca Radix.com e um dos arquitetos da Newstorm.com. Foi colunista do Jornal da Tarde, Agência Estado e da revista eletrônica NO.Recebeu, da Presidência da República, as comendas da Ordem Nacional do Mérito Científico (1999)[1] e da Ordem de Rio Branco (2001)[2]; do Governo de Pernambuco o Grau Comendador do Quadro de Graduados Especiais da Ordem do Mérito dos Guararapes[3]; já foi considerado, pela revista Info Exame, uma das cem pessoas mais importantes das tecnologias da informação no Brasil.



















Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Silvio_meira

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tim Berners-Lee, o criador da World Wide Web

Sir Timothy John Berners-Lee KBE, OM, FRS (TimBL ou TBL) (Londres, 8 de junho de 1955[1]) é um engenheiro britânico e cientista da computação e professor do MIT, a quem é creditada a invenção do World Wide Web, fazendo a primeira proposta para sua criação em março de 1989.[2] Em 25 de dezembro de 1990, com a ajuda de Robert Cailliau e um jovem estudante do CERN, implementou a primeira comunicação bem-sucedida entre um cliente HTTP e o servidor através da internet.

Berners-Lee é o diretor do World Wide Web Consortium (W3C), que supervisiona o desenvolvimento continuado da web. Também é o fundador da Fundação World Wide Web e é um pesquisador sênior e titular e fundador da cadeira de 3Com no Laboratório de Inteligência Artificial e Ciência da Computação do MIT (CSAIL).[3] É um diretor da The Web Science Research Initiative (WSRI)[4] e um membro do conselho consultivo do Centro de Inteligência Coletiva do MIT.[5][6] Em abril de 2009, foi eleito como membro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, sediada em Washington, D.C.[7]

Em 2004, Timothy venceu o Millennium Technology Prize,[8] o que lhe rendeu um milhão de euros.[9]Vida e carreira

Berners-Lee nasceu em Londres, Inglaterra, filho de Conway Berners-Lee e Mary Lee Woods.[10] Estudou na escola primária Sheen Mount e depois na Emanuel School em Londres, de 1969 a 1973. Depois estudou no The Queen's College, em Oxford, de 1973 a 1976, onde diplomou-se em Física.[1]

Enquanto atuava como um contratante independente no CERN, de junho a dezembro de 1980, Berners-Lee propôs um projeto baseado no conceito de hipertexto para facilitar a partilha e atualização de informações entre os pesquisadores.[11] Enquanto isso, ele construiu um protótipo de sistema denominado ENQUIRE. Depois de deixar o CERN, em 1980, foi trabalhar na John Poole's Image Computer Systems, Ltd, em Bournemouth, na Inglaterra, mas retornou ao CERN em 1984 como efetivo. Em 1989, o CERN foi o maior nó da internet na Europa, e Berners-Lee viu a oportunidade de unir hipertexto com internet: "Eu só precisei tomar a ideia de hipertexto e conectá-la às ideias de Transmission Control Protocol e Domain Name System e - ta-da! - a World Wide Web".[12] Ele escreveu a sua proposta inicial em março de 1989, e em 1990, com a ajuda de Robert Cailliau, produziu uma revisão que foi aceita pelo seu empresário, Mike Sendall. Ele usou idéias semelhantes àquelas subjacentes ao sistema ENQUIRE para criar a World Wide Web, para o que ele projetou e construiu o primeiro navegador da Web, que também funcionava como um editor (WorldWideWeb, rodando no sistema operacional NEXTSTEP) e o primeiro servidor Web, CERN httpd (abreviação para HyperText Transfer Protocol daemon).

O primeiro site foi construído no CERN e foi posto on line em 6 de agosto de 1991. "Info.cern.ch foi o endereço do primeiro web site e servidor web da história, rodando em um computador NeXT no CERN. O primeiro endereço de página web foi http://info.cern.ch/hypertext/WWW/TheProject.html, centrada em informações sobre o projeto WWW. Visitantes poderiam aprender mais sobre hipertexto, detalhes técnicos para a criação de sua própria página web e até mesmo uma explicação sobre como pesquisar a Web para obter informações. Não há imagens da tela desta página original e, em qualquer caso, alterações foram feitas diariamente com a informação disponível na página WWW quando o projeto desenvolveu-se. Pode-se encontrar uma cópia mais tardia (1992) no website do World Wide Web Consortium. Havia uma explicação sobre o que a World Wide Web era e como alguém poderia usar um browser e configurar um servidor web.[13] [14] [15] [16]

Em 1994, Berners-Lee fundou o World Wide Web Consortium (W3C) no MIT. É composto por várias empresas que estavam dispostas a criar normas e recomendações para melhorar a qualidade na Web. Berners-Lee deixou sua ideia disponível livremente, sem patente e sem royalties devidos. O World Wide Web Consortium decidiu que as suas normas deveriam ser baseadas em tecnologia livre de royalties, de modo que pudessem ser facilmente adotada por qualquer um.[17]Em dezembro de 2004, aceitou uma cadeira de Ciência da Computação da Faculdade de Eletrônica e Ciências da Computação da Universidade de Southampton, na Inglaterra, para trabalhar em seu novo projeto, o Web semântica.[18]

Em junho de 2009, o primeiro-ministro Gordon Brown anunciou que Berners-Lee vai trabalhar com o governo britânico para ajudar a tornar os dados mais abertos e acessíveis na Web, com base no trabalho da Força-Tarefa de Poder da Informação Task Force.[19]

Foi também uma das vozes pioneiras em favor da neutralidade da rede[20] e manifestou a opinião de que provedores devem fornecer "conectividade sem restrições", e não deveriam nem controlar nem monitorar as atividades dos navegadores dos clientes sem o seu consentimento expresso.[21][22]

Recentemente, Tim Berners-Lee foi considerado um dos maiores gênios vivos do mundo, segundo o levantamento "Top100 Living Geniuses", da consultoria Creators Synectics.

O primeiro sítio Web

O primeiro website (sítio) que Tim Berners-Lee construiu - inicialmente unicamente com página de texto - foi no CERN e foi colocada online em 7 de agosto de 1991. Oferecia uma explicação sobre o que a World Wide Web era, como alguém poderia criar um navegador, como instalar e configurar um servidor web, e assim por diante. Foi também o primeiro diretório.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tim_Berners-Lee

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

João Ubaldo Ribeiro

João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro (Itaparica, 23 de janeiro de 1941) é um escritor, jornalista, roteirista[1] e professor brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras. É ganhador do Prêmio Camões de 2008, maior premiação para autores de língua portuguesa.[2] Ubaldo Ribeiro teve algumas obras adaptadas para a televisão e para o cinema, além de ter sido distinguido em outros países, como a Alemanha.[3] É autor de romances como Sargento Getúlio, O Sorriso do Lagarto, A Casa dos Budas Ditosos, que causou polêmica e ficou proibido em alguns estabelecimentos,[4] e Viva o Povo Brasileiro, tendo sido, esse último, destacado como samba-enredo pela escola de samba Império da Tijuca, no Carnaval de 1987.[5]Obras selecionadas

Romances

* Setembro não tem sentido - 1968
* Sargento Getúlio - 1971
* Vila Real - 1979
* Viva o povo brasileiro - 1984
* O sorriso do lagarto - 1989
* O feitiço da Ilha do Pavão - 1997
* A Casa dos Budas Ditosos - 1999
* Miséria e grandeza do amor de Benedita (primeiro livro virtual lançado no Brasil) - 2000
* Diário do Farol - 2002
* O Albatroz Azul[9] - 2009

Contos

* Vencecavalo e o outro povo - 1974
* Livro de histórias - 1981. Reeditado em 1991, incluindo os contos "Patrocinando a arte" e "O estouro da boiada", sob o título de Já podeis da pátria filhos

Crônicas

* Sempre aos domingos - 1988
* Um brasileiro em Berlim - 1995
* Arte e ciência de roubar galinhas - 1999
* O Conselheiro Come - 2000
* A gente se acostuma a tudo - 2006
* O Rei da Noite - 2008

Ensaios

* Política: quem manda, por que manda, como manda - 1981

Literatura infanto-juvenil

* Vida e paixão de Pandonar, o cruel - 1983
* A vingança de Charles Tiburone - 1990

Lorbeerkranz.pngAcademia Brasileira de Letras

Ocupa a cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras, eleito em 7 de outubro de 1993 na sucessão de Carlos Castelo Branco. Foi recebido pelo acadêmico Eduardo Portella em 8 de junho de 1994.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Ubaldo_Ribeiro

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Pat Morita, o Sr. Miyagi de Karatê Kid

Noriyuki "Pat" Morita (Sacramento, 28 de Junho de 1932 - Las Vegas, 24 de Novembro de 2005) foi um ator nipo-americano mais conhecido pelos papéis de Arnold no show de TV Happy Days e o Sr. Miyagi no filme Karatê Kid, pelo qual foi indicado para o Oscar de melhor ator coadjuvante em 1984.

Foi Dublado no Brasil pelos também falecidos Magalhães Graça, Garcia Neto e Eleu Salvador.

Seu primeiro papel em filme foi um capanga estereotípico em Thoroughly Modern Millie (1967). Ele também atuou como o Vice-almirante Ryunosuke Kusaka, no filme Midway em 1976. Depois, um papel recorrente como o Capitão do Exército sul-coreano "Sam Pak" na série M*A*S*H o ajudou a avançar em sua carreira de ator comediante.

Ele também teve um papel recorrente no show Happy Days comos Matsuo "Arnold" Takahashi, dono do restaurante Arnold's. Depois da primeira temporada (1975–1976), ele deixou Happy Days para estrelar como o inventor Taro Takahashi em seu próprio show, Mr. T and Tina, a primeira série asiático americana na rede de TV estadunidense. A série foi colocada nos Sábados à noite pela ABC e foi rapidamente cancelada depois de um mês no outono de 1976. Em 1977, Morita estrelou no breve Blansky's Beauties como Arnold. Morita eventualmente retornou a Happy Days, reprisando seu papel na temporada de 1982–1983. Apareceu num episódio de The Odd Couple, e também teve um papel recorrente na série da NBC Sanford and Son em meados de 1970, como um chefe de cozinha japonês chamado Ah Chew.Morita ganhou fama mundial como o sábio professor de karatê Keisuke Miyagi que ensinou o jovem "Daniel-san" (Ralph Macchio) em The Karate Kid, um filme que incluiu a famosa citação "Pra cima, pra baixo" e também ensinou a jovem "Julie-san" (Hilary Swank) em The Next Karate Kid. Entretanto na vida real ele não sabia karatê e falava inglês fluentemente. Ele foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante bem como o Golden Globe de melhor ator coadjuvante e atuou novamente como Sr. Miyagi em três sequências. Apesar de vir usando o nome de "Pat Morita" por anos, o produtor Jerry Weintraub sugeriu que Pat fosse creditado com seu nome real para soar mais "étnico'.[2]

Morita atuou como Tommy Tanaka no filme para TV Amos (pelo qual foi indicado para o Golden Globe Award e o Emmy Award), estrelando Kirk Douglas. Ele então estrelou como o personagem título num programa de detetive da ABC Ohara que foi ao ar em 1987 e terminou um ano depois devido à baixa audiência. Ele então escreveu e estrelou no filme sobre a II Guerra Mundial Captive Hearts (filme) (1987).

O ator "Pat" Morita também atuou em 1991 no filme Inferno como Jubal Early, ao lado do astro Jean Claude Van Damme.

Morita morreu de causas naturais em 24 de novembro de 2005 em sua casa em Las Vegas, Nevada aos 73 anos.[4][5] Foi cremado e suas cinzas foram colocadas no "Palm Green Valley Mortuary and Cemetery"

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pat_morita
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sr._Miyagi

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Zagallo, "Vocês vão ter que me engolir!"

Mário Jorge Lobo Zagallo (Maceió, 9 de agosto de 1931) é um ex-futebolista e treinador brasileiro.

Zagallo foi o primeiro futebolista a ganhar a Copa do Mundo como jogador (Copa de 58 e Copa de 62) e como técnico (Copa de 70). Vale lembrar que Zagallo fez parte da comissão técnica da Seleção que ganhou a Copa de 94, sendo auxiliar-técnico de Carlos Alberto Parreira . Voltou a assumir esse cargo na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha - todas com a Seleção Brasileira.

Ele também treinou seu país para um segundo lugar na Copa de 98 e um quarto lugar na Copa do Mundo de 1974.

Zagallo levou a Seleção dos Emirados Árabes para sua primeira Copa do Mundo em 90, mas foi demitido do posto antes do torneio.Uma das principais características de Zagallo é a superstição, apresentando predileção pelo número "13". Uma de suas frases mais famosas é o "Aí sim, fomos surpreendidos novamente", frase que virou moda por causa do Globo Esporte SP. E também a famosa frase dita depois da final da Copa América de 1997: "Vocês vão ter que me engolir!". Segundo o jornalista Datena essa frase foi dirigida a ele e mais um jornalista.

Atleta

Atuando como ponta-esquerda, conquistou títulos de campeão carioca e foi convocado para a seleção brasileira, que disputaria a Copa do Mundo em 1958, na Suécia. Era o armador pela esquerda, o desafogo da defesa, o idealizador do contra ataque, o ajudante no lateral, o formiguinha do time campeão do mundo. Como jogador foi tricampeão pelo Flamengo, bicampeão pelo Botafogo e bicampeão mundial pela seleção brasileira. No Botafogo participou da fase áurea do time, jogando ao lado de astros como Garrincha, Didi e Nilton Santos.

Seus títulos cariocas o levaram a seleção brasileira de futebol. Com ele o Brasil inovou taticamente e jogou em 1958 no esquema 4-3-3, pois Zagallo era um ponta esquerda que recuava para ajudar no meio-de-campo. Nessa Copa e na seguinte (1962) deixou na reserva Pepe, grande astro do Santos e companheiro de Pelé.Treinador

Quando parou de jogar futebol profissionalmente, Zagallo se transformou em um dos mais famosos treinadores do futebol mundial. Começou nos juvenis do Botafogo, passando depois pelo Flamengo, Fluminense, Vasco e Portuguesa de Desportos. Treinando a seleção brasileira, foi tri-campeão mundial em 1970, no México. Assumiu o cargo no lugar do jornalista João Saldanha, que classificara o time nas eliminatórias. Pouco valorizado na época, foi responsável por grandes mudanças na equipe titular, promovendo jogadores como Rivellino e Jairzinho.

Voltou a atuar como técnico da seleção em mais duas oportunidades: 4º colocado em 1974 (Alemanha), bastante criticado, quase tendo que encerrar a carreira. Atuou também como técnico na Copa do mundo de 1994, onde ganhou o título com a Seleção brasileira. E vice-campeão em 1998 (França). Treinou a seleção do Kuwait e a seleção da Arábia Saudita, tendo classificado os árabes para as Olimpíadas de Montreal. Foi também treinador da seleção dos Emirados Árabes, classificando-a para o mundial de 1990, na Itália.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Zagallo

José Serra

José Serra (São Paulo, 19 de março de 1942) é um economista e político brasileiro, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Em 2006 foi eleito governador do estado de São Paulo já no primeiro turno, fato inédito no estado até então (Geraldo Alckmin do mesmo partido viria a repetir o feito em 2010).

Ocupou o cargo de governador do estado de São Paulo no período de 1 de janeiro de 2007 até 2 de abril de 2010, quando renunciou ao cargo para se candidatar pela segunda vez à Presidência da República. Serra já exerceu também os mandatos de deputado federal constituinte (1987-1991), deputado federal (1991-1995), senador (1995-2003) e prefeito de São Paulo (2005-2006) e os cargos de secretário de Planejamento de São Paulo (1983/1986), ministro do Planejamento e Orçamento (1995-1996) e ministro da Saúde (1998-2002). José Serra foi candidato à Presidência da República pela coligação PSDB-PMDB em 2002, tendo sido derrotado no segundo turno por Luís Inácio Lula da Silva.

Serra foi o candidato do PSDB à Presidência da República nas eleições de 2010, tendo sido derrotado no segundo turno por Dilma Rousseff, depois de ter se tornado o único pré-candidato do partido diante da desistência oficial de Aécio Neves (PSDB-MG), anunciada em 17 de dezembro de 2009.Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.

Possui Mestrado em Economia pela Escola de Pós-Graduação em Economia da Universidade do Chile, com segundo Mestrado e Doutorado em Economia pela Universidade de Cornell.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Serra

Charles Darwin e "A Origem das Espécies"

Charles Robert Darwin FRS (Shrewsbury, 12 de Fevereiro de 1809 — Downe, Kent, 19 de Abril de 1882) foi um naturalista britânico que alcançou fama ao convencer a comunidade científica da ocorrência da evolução e propor uma teoria para explicar como ela se dá por meio da seleção natural e sexual. Esta teoria se desenvolveu no que é agora considerado o paradigma central para explicação de diversos fenômenos na Biologia. Foi laureado com a medalha Wollaston concedida pela Sociedade Geológica de Londres, em 1859.

Darwin começou a se interessar por história natural na universidade enquanto era estudante de Medicina e, depois, Teologia. A sua viagem de cinco anos a bordo do brigue HMS Beagle e escritos posteriores trouxeram-lhe reconhecimento como geólogo e fama como escritor. Suas observações da natureza levaram-no ao estudo da diversificação das espécies e, em 1838, ao desenvolvimento da teoria da Seleção Natural. Consciente de que outros antes dele tinham sido severamente punidos por sugerir ideias como aquela, ele as confiou apenas a amigos próximos e continuou a sua pesquisa tentando antecipar possíveis objeções. Contudo, a informação de que Alfred Russel Wallace tinha desenvolvido uma ideia similar forçou a publicação conjunta das suas teorias em 1858.

Em seu livro de 1859, "A Origem das Espécies" (do original, em inglês, On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life), ele introduziu a ideia de evolução a partir de um ancestral comum, por meio de seleção natural. Esta se tornou a explicação científica dominante para a diversidade de espécies na natureza. Ele ingressou na Royal Society e continuou a sua pesquisa, escrevendo uma série de livros sobre plantas e animais, incluindo a espécie humana, notavelmente "A descendência do Homem e Seleção em relação ao Sexo" (The Descent of Man, and Selection in Relation to Sex, 1871) e "A Expressão da Emoção em Homens e Animais" (The Expression of the Emotions in Man and Animals, 1872).Em reconhecimento à importância do seu trabalho, Darwin foi enterrado na Abadia de Westminster, próximo a Charles Lyell, William Herschel e Isaac Newton. Foi uma das cinco pessoas não ligadas à família real inglesa a ter um funeral de Estado no século XIX.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Darwin

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Joe Satriani, O Professor

Joe Satriani (nasceu em 15 de julho de 1956 em Westbury, Nova Iorque, EUA), é um guitarrista de rock instrumental e professor, considerado virtuoso na guitarra.

Biografia

Joe Satriani, cujo nome verdadeiro é Joseph, tocava bateria. Satriani foi professor de alguns guitarristas famosos em todo o mundo, tais como: Alex Skolnick, Kirk Hammet e Steve Vai.Teve também uma relação curiosa com Steve Vai sendo que Satriani ensinou Steve a colocar cordas em uma guitarra modelo Floyd Rose, Kirk Hammett do Metallica, e David Bryson do Counting Crows.Em 1984 Satriani gravou um EP com o seu próprio nome contendo 5 músicas em que havia apenas guitarras. Steve Vai, seu amigo e ex-aluno, consegue para Joe um contrato com a Relativity Records, e na mesma época lança seu primeiro álbum: "Not Of this Earth". A sua fama porém veio com o disco "Surfing with the Alien". Álbum que lhe rendeu milhões de vendas ao redor do mundo e sua primeira indicação ao Grammy.

Em 1994, Ritchie Blackmore, do DEEP PURPLE entra em conflito constantemente com o restante da banda e larga o grupo durante a turnê para remontar o Rainbow. No seu lugar entra o guitar-hero Joe Satriani, apenas para quebrar o galho. Os discos em que Satriani toca com o Purple são itens raros e todo colecionador procura, pois nunca esta formação gravou algo oficial. Apesar de ser convidado a permanecer na banda, Satriani recusa para continuar em sua prolífica carreira-solo.

Em 1996, criou junto com Steve Vai a turnê G3, na qual participa todos os anos desde então ao lado de outros grandes guitarristas virtuosos, gravando cds e Dvds de algumas apresentações. Joe conseguiu, num mundo dominado pelo pop, ser um dos guitarristas mais bem sucedidos no rock instrumental dos últimos tempos, vendendo milhões de álbuns, esgotando regularmente a lotação nos seus concertos.Em 2008, Satriani e o grupo Coldplay tiveram um certo desentendimento devido a trechos da música "Viva La Vida" semelhantes a "If I Could Fly", de Satriani.

Em 2009 Joe gravou um CD com o supergrupo Chickenfoot juntamente com Sammy Hagar (ex-Van Halen e Montrose), o baixista Michael Anthony (também ex-Van Halen)e o baterista Chad Smith (Red Hot Chili Peppers).

Atualmente Joe prepara para lançar em 05 de Outubro de 2010 seu 13º Album chamado Black Swans and Wormhole Wizards.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Joe_Satriani

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sir Patrick Hewes Stewart, O Professor Xavier de X-Men

Sir Patrick Hewes Stewart, OBE, (Mirfield, Yorkshire, 13 de Julho de 1940) é um ator do Reino Unido nascido na Inglaterra. Ganhou celebridade após interpretar o Capitão Jean-Luc Picard, personagem da série Star Trek: The Next Generation e o professor Xavier, em X-Men.Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Patrick_Stewart

Marcelo Tas, o âncora do programa CQC

Marcelo Tristão Athayde de Souza, mais conhecido pelo pseudônimo de Marcelo Tas (Ituverava, 10 de novembro de 1959), é um diretor, apresentador de televisão, escritor e roteirista de televisão brasileiro.

Biografia

Nascido em 1959, Marcelo Tristão Athayde de Souza é uma das personagens mais polivalentes da mídia brasileira, tendo sido repórter, ator, apresentador, roteirista e diretor de diversos programas de televisão e rádio.

Iniciou sua carreira na televisão em 1983 no programa 23ª hora, uma mixagem de reportagens e vídeos produzido pelo jornalista Goulart de Andrade na TV Gazeta de São Paulo. Goulart convidou a produtora Olhar Eletrônico, da qual faziam parte Marcelo Tas, Fernando Meirelles, Tonico Ramos e Marcelo Machado, entre outros, para preencher parte do seu programa, após conhecê-los em um dos festivais Vídeo Brasil, do Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo. Em 1984, apresentou na mesma emissora o programa Crig-Rá endereçado aos jovens com reportagens e videos clips (inclusive com apresentações de vídeos da MTV estadunidense, então desconhecida no Brasil) com o seu personagem Bob Mc Jack. Ficou conhecido pelo seu personagem humorístico Ernesto Varela, um repórter fictício que ironizava personalidades políticas da época da abertura, dirigindo-lhes perguntas desconcertantes. Ficou célebre e entrou para a história com a sua pergunta direta a Paulo Maluf que, surpreso, virou as costas e deixou a sala em que estavam:

"Muitas pessoas não gostam do senhor, dizem que o senhor é corrupto. É verdade isso, deputado?".Já na Rede Globo, cobrindo para o programa Fantástico os bastidores da Copa do Mundo de 1986, fez uma entrevista ácida com o então dirigente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e deputado federal Nabi Abi Chedid, que ganhou repercussão.

Também foram marcantes suas participações nos programas Video Show na Rede Globo (entre abril e agosto de 1987, onde apresentou o programa ao lado de Miguel Falabella e ficou conhecido como "Cabeça Branca"), Vitrine na TV Cultura, e Saca-Rolha, ao lado de Lobão e Mariana Weickert na Rede 21 e posteriormente na PlayTV bem como sua atuação como diretor e roteirista de programas premiados internacionalmente, como o Rá-Tim-Bum (onde interpretava o estereotipado Professor Tibúrcio) e o Castelo Rá-Tim-Bum (Telekid, que respondia sempre o "porque sim não é resposta"). Escreveu ainda o roteiro para o Programa Legal e coordenou a criação de 1.140 edições do Telecurso 2000.

É graduado em engenharia civil pela Escola Politécnica da USP, em 1982. Iniciou o curso de graduação em rádio e TV pela Escola de Comunicação e Artes da USP em 1980, mas não o concluiu. Tem curso de Aperfeiçoamento Profissional em Cinema e Televisão e em Multimídia e Novas Tecnologias pelo Fulbright Scholarship Program na Tish School of Arts da Universidade de Nova Iorque, realizados entre 1987 e 1988.

Tas já foi colunista do jornal O Estado de S. Paulo (caderno "Link", 2004-2005). A partir de março de 2008, tornou-se apresentador do programa CQC, na Band, ao lado de Rafinha Bastos e Marco Luque, o que lhe rendeu maior projeção nacional na década de 2000. O programa, que segue uma linha de perguntas humorísticas sobre questões políticas fez relembrar Ernesto Varela, antigo personagem seu. Marcelo também tem o seu próprio blog, o Blog do Tas, iniciado em agosto de 2003 no UOL e transferido para o portal Terra em outubro de 2010.

Em novembro de 2009 Tas lançou um livro, intitulado Nunca antes na história deste país. O livro é baseado nas frases mais polêmicas e engraçadas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principalmente durante o período em que exerce a presidência da República (de 2003 até 2009, quando da publicação do livro).

Em 31 de dezembro de 2009 estreou no canal pago Cartoon Network seu novo programa intitulado Plantão do Tas, uma espécie de telejornal só que com notícias fictícias e voltado ao público infantil.

Personagens

* Cabeça Branca
* Ernesto Varela
* BobMacJack
* Telekid
* Professor Tibúrcio

Atualmente, Tas é o âncora do programa CQC, na TV Bandeirantes e autor do “Blog do Tas”, no Terra, um dos blogs mais premiados do país.

Tas já foi agraciado com vários prêmios no Brasil e no exterior, entre eles a bolsa da Fullbright Comission, quando foi artista residente na NYU- New York University, nos Estados Unidos.

http://twitter.com/marcelotas/

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcelo_tas
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