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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Dom Hélder Câmara, O Dom da Paz

Dom Hélder Pessoa Câmara OFS (Fortaleza, 7 de fevereiro de 1909 — Recife, 27 de agosto de 1999) foi um bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife. Foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e grande defensor dos direitos humanos durante o regime militar brasileiro. Pregava uma Igreja simples, voltada para os pobres e a não-violência. Por sua atuação, recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais. Foi o único brasileiro indicado quatro vezes para o Prêmio Nobel da Paz.

Biografia

Décimo-primeiro filho de João Eduardo Torres Câmara Filho jornalista, crítico teatral e funcionário de uma firma comercial e da professora primária Adelaide Pessoa Câmara, desde cedo manifestou sua vocação para o sacerdócio.

Formação e PresbiteradoIngressou no Seminário Diocesano de Fortaleza em 1923, o Seminário da Prainha, então sob direção dos padres lazaristas. Nesta instituição cursou o ginásio e concluiu os estudos de filosofia e teologia. Foi ordenado padre no dia 15 de agosto de 1931, em Fortaleza, aos 22 anos de idade, com autorização especial da Santa Sé, por não possuir a idade mínima exigida. No mesmo ano, fundou a Legião Cearense do Trabalho e em 1933, a Sindicalização Operária Feminina Católica, que congregava as lavadeiras, passadeiras e empregadas domésticas. Atuou na área da educação, participando de políticas governamentais do estado do Ceará na área da educação pública. Foi nomeado diretor do Departamento de Educação do Ceará. Para aprofundar seus estudos nesta área, foi transferido em 1936 para a cidade do Rio de Janeiro, então capital da república. Aí dedicou-se a atividades apostólicas. Foi Diretor Técnico do Ensino da Religião.

Neste período, sente-se atraído pela Ação Integralista Brasileira, que propunha o resgate dos valores de "Deus, Pátria e Família". Entretanto, afastou-se de qualquer compromisso político-partidário ao perceber as implicações ideológicas desta opção.

No Rio de Janeiro, teve como diretor espiritual o Pe. Leonel Franca, criador da primeira universidade católica do Brasil - a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. No período pós-guerra, fundou a Comissão Católica Nacional de Imigração, para apoio à imigração de refugiados.Episcopado

Foi nomeado bispo auxiliar do Rio de Janeiro no dia 3 de março de 1952. Foi ordenado bispo, aos 43 anos de idade, no dia 20 de abril de 1952, pelas mãos de dom Jaime de Barros Câmara, dom Rosalvo Costa Rego, dom Jorge Marcos de Oliveira.

Foi um grande promotor do colegiado dos bispos e da renovação da Igreja Católica, fortalecendo a dimensão do compromisso social. Em 1950, D. Hélder entrou em contato com o Monsenhor Giovanni Batista Montini, então subsecretário de estado do Vaticano e futuro papa Paulo VI, que o apoiou e conseguiu a aprovação, em 1952, para a criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, com sede no palácio arquiepiscopal do Rio de Janeiro. Nesta instituição, exerceu a função de secretário geral até 1964. O mesmo monsenhor Montini apoiou a criação do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), fundada em 1955, com sede em Bogotá. A fundação ocorreu na Primeira Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano realizada no Rio de Janeiro, tendo D. Hélder como articulador. Ele viria a participar das conferências gerais do CELAM como delegado do episcopado brasileiro, até 1992: além da conferência do Rio de Janeiro, esteve presente na Segunda Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano (Medellín, 1968), na Terceira Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano (Puebla, 1979) e na Quarta Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano (Santo Domingo, 1992).Sua capacidade de articulação torna realidade o XXXVI Congresso Eucarístico Internacional, em 1955, no Rio de Janeiro, que contou com a presença de cardeais e bispos do mundo inteiro.

Em 1956, fundou a Cruzada São Sebastião, com a finalidade de dar moradia decente aos favelados. Desta primeira iniciativa, outros conjuntos habitacionais surgiram. Em 59, fundou o Banco da Providência, cuja atuação se desenvolve no atendimento a pessoas que vivem em condições miseráveis.

Teve participação ativa no Concílio Ecumênico Vaticano II: foi eleito padre conciliar nas quatro sessões do concílio. Foi um dos propositores e signatários do Pacto das Catacumbas, um documento assinado por cerca de 40 padres conciliares no dia 16 de novembro de 1965, nas catacumbas de Domitila, em Roma, durante o Concílio Vaticano II, depois de celebrarem juntos a Eucaristia. Este pacto teve forte influência na Teologia da Libertação.

Diante da conturbada situação sociopolítica nacional, a divergência de posições com Cardeal Dom Jaime Câmara torna difícil sua permanência no Rio de Janeiro.Arcebispo de Olinda e Recife

No dia 12 de março de 1964 foi designado para ser arcebispo de Olinda e Recife, Pernambuco, múnus que exerceu até 2 de abril de 1985. Instituiu um governo colegiado nesta diocese, organizada em setores pastorais. Criou o Movimento Encontro de Irmãos, o Banco da Providência e a Comissão de Justiça e Paz daquela diocese. Forteleceu as comunidades eclesiais de base.

Estabeleceu uma clara resistência ao regime militar. Tornou-se líder contra o autoritarismo e pelos direitos humanos. Nâo hesitou em utilizar todos os meios de comunicação para denunciar a injustiça. Pregava no Brasil e no exterior uma fé cristã comprometida com os anseios dos empobrecidos. Foi perseguido pelos militares por sua atuação social e política, sendo acusado de comunismo. Foi chamado de "Arcebispo Vermelho". Foi-lhe negado o acesso aos meios de comunicação social após a decretação do AI-5, sendo proibido inclusive qualquer referência a ele. Desconhecido da opinião pública nacional, fez frequentes viagens ao exterior, onde divulgou amplamente suas idéias e denúncias de violações de direitos humanos no Brasil. Foi adepto e promotor do movimento de não-violência ativa.

Em 1984, ao completar 75 anos, apresentou sua renúncia. Em 15 de julho de 1985, passou o comando da Arquidiocese a Dom José Cardoso Sobrinho. Continuou a viver em Recife, nos fundos da Igreja das Fronteiras, onde vivia desde 1968. Morreu aos 90 anos em Recife no dia 27 de Agosto de 1999.

Em fevereiro de 2008 foi encaminhado à Congregação para a Causa dos Santos, no Vaticano, o pedido de beatificação de D. Hélder pela Comissão Nacional de Presbíteros (CNP), vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).[1]

O Regional Nordeste 2 da CNBB, a arquidiocese de Olinda e Recife, o Instituto Dom Hélder Câmara (IDHeC) e a Universidade Católica de Pernambuco estão promovendo a comemoração do centenário de Dom Hélder, que foi celebrado em 7 de fevereiro de 2009. O objetivo é manter viva a sua memória e a sua luta pela solidariedade e justiça social.Títulos

Seu primeiro título veio em 1969, de doutor honoris causa pela Universidade de Saint Louis, Estados Unidos. Este mesmo título foi-lhe conferido por diversas universidades brasileiras e estrangeiras: Bélgica, Suíça, Alemanha, Países Baixos, Itália, Canadá e Estados Unidos, alcançando um total de 32 títulos.

Foi intitulado Cidadão Honorário de 28 cidades brasileiras e da cidade de São Nicolau na Suíça e Rocamadour, na França.

Recebeu o Prêmio Martin Luther King, nos Estados Unidos e o Prêmio Popular da Paz, na Noruega e diversos outros prêmios internacionais. Foi indicado quatro vezes para o Prêmio Nobel da Paz. Em 1970, o então presidente da República Emílio Garrastazu Médici instruiu pessoalmente o embaixador brasileiro na Noruega para tentar impedir que este prêmio lhe fosse concedido.

Foi escolhido o brasileiro do século na categoria religião pela revista IstoÉ.

Instituto Dom Hélder Câmara

O acervo histórico de Dom Hélder é mantido pelo Instituto Dom Hélder Câmara, em Recife.

Ordenações episcopais

Dom Hélder ordenou varios padres entre eles:

* Dom Antônio Fernando Saburido

Dom Hélder foi o principal sagrante dos seguintes bispos:

* Dom Tiago Postma
* Dom Marcelo Pinto Carvalheira

Foi co-celebrante da sagração episcopal de:

* Dom José Vicente Távora
* Dom Agnelo Cardeal Rossi
* Dom Geraldo Maria de Morais Penido
* Dom João Batista da Mota e Albuquerque
* Dom Diego Parodi, MCCI
* Dom Giovanni Ferrofino
* Dom José Lamartine SoaresBibliografia

Obras de sua autoria

* Indagações sobre uma vida melhor (Ed. Civilização Brasileira)
* Um Olhar sobre a Cidade. 2a edição. São Paulo: Editora Paulus, 1997. ISBN 853490541X.
* Revolução Dentro da Paz, Editora Sabiá, Rio de Janeiro, 1968. Traduzido para o alemão, holandês, inglês, francês e italiano.
* Terzo Mondo Defraudado, Editora Missionária Italiana, Milão, 1968.
* Spirale de Violence, Ediciones Desclée de Brower, Paris, 1978. Traduzido para o português, espanhol, sueco, alemão, norueguês, holandês, chinês, italiano e inglês.
* Pour Arriver à Temps, Ediciones Desclée de Brower, Paris, 1970. Traduzido para o espanhol, alemão, italiano, holandês, sueco, inglês e grego.
* Le Désert est Fertile, Ed. Desclée de Brower, Paris, 1971. Traduzido para o português (1975), espanhol, italiano, holandês, inglês e coreano.
* Pier Pour les Riches, Ed. Pendo-Verlag, Zurique, 1972.
* Les Conversiones D'um Éveque, Ed. Seuil, Paris, 1977. Também em italiano, alemão e inglês.
* Mil Razões para Viver, Ed. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1979. Traduzido para o francês e o alemão.
* Renouveau dans l'Esprit et Service l'Homme, Ed. Lumem Vitae, Bruxelas, 1979. Traduzido para o italiano, português e inglês.
* Nossa Senhora no Meu Caminho - Meditações do Padre José, Edições Paulinas, São Paulo, 1981.
* Indagações sobre uma vida melhor, Ed. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1986.

Obras sobre Dom Hélder

Livros

* Dom Hélder Camara-Coleção Vidas Luminosas, Alex Criado, Editora Salesiana, São Paulo, 2006
* Os Caminhos de Dom Hélder - Perseguições e Censura, Marcos Cirano, Editora Guararapes, Recife, 1983.
* O Monstro Sagrado e o Amarelinho Comunista, Assis Claudino, Editora Opção, Rio de Janeiro, 1985.
* A Imprensa e o Arcebispo Vermelho, Sebastião Antônio Ferrarini, Edições Paulinas, São Paulo, 1992.
* Dom Hélder Câmara: entre o poder e a profecia, Nelson Pileti e Walter Praxedes, Editora Ática, São Paulo, 1997.
* Dom Hélder por Marcos de Castro, Edições Graal, Rio de Janeiro, 1978.
* A Igreja e a Política no Brasil, Márcio Moreira Alves, Editora Brasiliense, São Paulo, 1979.
* Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro - Pós-1930. Rio de Janeiro: FGV/Finep, 2001. 5 v. (Coordenadores: Alzira Alves de Abreu, Israel Beloch, Fernando Lattman-Weltman, Sérgio Tadeu N. Lamarão. V. 1, p. 958-963.
* Dom Hélder Câmara, profeta para o nosso tempo, Marcelo Barros, Editora Rede da Paz, Goiás, 2006.
* As noites de um profeta - Dom Hélder Câmara no Vaticano II, José de Broucker, Editora Paulus, São Paulo, 2008, ISBN 978-85-349-2912-7.
* Dom Hélder Câmara: o profeta da paz, Walter Praxedes, Nelson Piletti. Editora Contexto, 2009, ISBN 978-85-7244-305-0.Filme

* Dom Hélder Câmara - O Santo Rebelde. Diretora: Erika Bauer. Brasília: Cor Filmes, 2004. Filme documentário, 35mm (74’), cor.
* Dom Hélder Câmara - Em Busca da Profecia. Diretora: Erika Bauer. Brasília : Cor Filmes, 2003.





















Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lder_C%C3%A2mara

Terrence Crews

Terrence Alan Crews (30 de julho de 1968) é um ex-jogador de futebol americano que nasceu em Flint, Michigan, ele freqüentou a Western Michigan University, onde jogava futebol. Jogou seis anos na NFL e, em 1996, usou sua experiência para co-escrever e co-produzir o filme independente "Young Boys Incorporated".Crews se retirou da NFL em 1997 e se mudou para Los Angeles com o desejo de ser ator. Sua estréia ocorreu em 1999 quando foi selecionado para um programa de esportes radicais chamado "Battle Dome" com outros atores-atletas do mundo.

Crews foi escolhido para ter um personagem regular, o guerreiro urbano chamado T-Money. Em 2000, fez sua estréia no cinema com "O 6º Dia". Desde então, atuou em "A Serviço de Sara" (2002), "A Mais Louca Sexta-feira em Apuros" (2002), "Deliver Us from Eva" (2003), "Malibu's Most Wanted" (2003), "Starsky & Hutch – Justiça em Dobro" (2003), "Uma Festa no Ar" (2004), "As Branquelas" (2004), "Click" (2006) e The Expendables - Os Mercenários (2010).Crews também teve participação no clip Down da banda Blink 182 em 2004.

Recentemente trabalhou em "The Longest Yard" (Golpe Baixo), com Chris Rock, Adam Sandler e Burt Reynolds, e em "3001 – A Odisséia Final", com Luke Wilson e Dax Shepard que ainda não chegou ao cinema. Na televisão, Crews participou da série "Platinum", assim como de "CSI: Miami", "The District", "Everybody Hates Chris", "My Wife and Kids" e fez uma participação especial no programa humorístico do Brasil, no quadro "Guerreiro, o bombeiro" do Casseta & Planeta, Urgente! exibido em 6 de maio de 2009.[1]













Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Terry_Crews

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ariano Suassuna, um dos mais importantes dramaturgos brasileiros

Ariano Vilar Suassuna (João Pessoa, 16 de junho de 1927) é um dramaturgo, romancista e poeta brasileiro.

Ariano Suassuna, um defensor da cultura do Nordeste, é um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, autor dos célebres Auto da Compadecida e A Pedra do Reino.

Biografia

Ariano Vilar Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa (PB), em 16 de junho de 1927, filho de Cássia Villar e João Suassuna. No ano seguinte, seu pai deixa o governo da Paraíba e a família passa a morar no sertão, na Fazenda Acauhan.

Com a Revolução de 30, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937. Nessa cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.A partir de 1942 passou a viver no Recife, onde terminou, em 1945, os estudos secundários no Ginásio Pernambucano e no Colégio Osvaldo Cruz. No ano seguinte iniciou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermilo Borba Filho. E, junto com ele, fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as Harpas de Sião (ou O Desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Os Homens de Barro foi montada no ano seguinte.

Em 1950, formou-se na Faculdade de Direito e recebeu o Prêmio Martins Pena pelo Auto de João da Cruz. Para curar-se de doença pulmonar, viu-se obrigado a mudar-se de novo para Taperoá. Lá escreveu e montou a peça Torturas de um Coração em 1951. Em 1952, volta a residir em Recife. Deste ano a 1956, dedicou-se à advocacia, sem abandonar, porém, a atividade teatral. São desta época O Castigo da Soberba (1953), O Rico Avarento (1954) e o Auto da Compadecida (1955), peça que o projetou em todo o país e que seria considerada, em 1962, por Sábato Magaldi “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”.Em 1956, abandonou a advocacia para tornar-se professor de Estética na Universidade Federal de Pernambuco. No ano seguinte foi encenada a sua peça O Casamento Suspeitoso, em São Paulo, pela Cia. Sérgio Cardoso, e O Santo e a Porca; em 1958, foi encenada a sua peça O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna; em 1959, A Pena e a Lei, premiada dez anos depois no Festival Latino-Americano de Teatro.

Em 1959, em companhia de Hermilo Borba Filho, fundou o Teatro Popular do Nordeste, que montou em seguida a Farsa da Boa Preguiça (1960) e A Caseira e a Catarina (1962). No início dos anos 60, interrompeu sua bem-sucedida carreira de dramaturgo para dedicar-se às aulas de Estética na UFPe. Ali, em 1976, defende a tese de livre-docência A Onça Castanha e a Ilha Brasil: Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira. Aposenta-se como professor em 1994.Membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967); nomeado, pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPe (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970, em Recife, o “Movimento Armorial”, interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais. Convocou nomes expressivos da música para procurarem uma música erudita nordestina que viesse juntar-se ao movimento, lançado em Recife, em 18 de outubro de 1970, com o concerto “Três Séculos de Música Nordestina – do Barroco ao Armorial” e com uma exposição de gravura, pintura e escultura. Secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998).

Entre 1958-79, dedicou-se também à prosa de ficção, publicando o Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971) e História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao Sol da Onça Caetana (1976), classificados por ele de “romance armorial-popular brasileiro”.

Ariano Suassuna construiu em São José do Belmonte (PE), onde ocorre a cavalgada inspirada no Romance d’A Pedra do Reino, um santuário ao ar livre, constituído de 16 esculturas de pedra, com 3,50 m de altura cada, dispostas em círculo, representando o sagrado e o profano. As três primeiras são imagens de Jesus Cristo, Nossa Senhora e São José, o padroeiro do município.Membro da Academia Paraibana de Letras e Doutor Honoris Causa da Faculdade Federal do Rio Grande do Norte (2000).

Em 2004, com o apoio da ABL, a Trinca Filmes produziu um documentário intitulado O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado e que foi exibido na Sala José de Alencar.

Em 2002, Ariano Suassuna foi tema de enredo no carnaval carioca; em 2008, foi novamente tema de enredo, desta vez da escola de samba Mancha Verde no carnaval paulista.

Em 2006, foi concedido título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Ceará, mas que veio a ser entregue apenas em 10 de junho de 2010, às vésperas de completar 83 anos. "Podia até parecer que não queria receber a honraria, mas era problemas de agenda", afirmou Ariano, referindo-se ao tempo entre a concessão e o recebimento do título.[1]Estudos

Em 1942, ainda criança, Ariano Suassuna muda-se para cidade do Recife, no vizinho estado de Pernambuco, onde passou a residir definitivamente. Estudou o antigo ensino ginasial no renomado Colégio Americano Batista, e o antigo colegial (ensino médio), no tradicionalíssimo Ginásio Pernambucano e, posteriormente, no Colégio Oswaldo Cruz. Posteriormente, Ariano Suassuna concluiu seu estudo superior em Direito (1950), na célebre Faculdade de Direito do Recife, e em Filosofia (1964.)

De formação calvinista e posteriormente agnóstico, converteu-se ao catolicismo, o que viria a marcar definitivamente a sua obra.[2]

Ariano Suassuna estreou seus dons literários precocemente no dia 7 de outubro de 1945, quando o seu poema "Noturno" foi publicado em destaque no Jornal do Comercio do Recife.

Advocacia e teatro

Na Faculdade de Direito do Recife, conheceu Hermilo Borba Filho, com quem fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma mulher vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as harpas de Sião (ou O desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Seguiram-se Auto de João da Cruz, de 1950, que recebeu o Prêmio Martins Pena, o aclamado Auto da Compadecida, de 1955, O Santo e a Porca - O Casamento Suspeitoso, de 1957, A Pena e a Lei, de 1959, A Farsa da Boa Preguiça, de 1960, e A Caseira e a Catarina, de 1961.

Entre 1951 e 1952, volta a Taperoá, para curar-se de uma doença pulmonar. Lá escreveu e montou Torturas de um coração. Em seguida, retorna a Recife, onde, até 1956, dedica-se à advocacia e ao teatro.

Em 1955, Auto da Compadecida o projetou em todo o país. Em 1962, o crítico teatral Sábato Magaldi diria que a peça é "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro". Sua obra mais conhecida, já foi montada exaustivamente por grupos de todo o país, além de ter sido adaptada para a televisão e para o cinema.

Em 1956, afasta-se da advocacia e se torna professor de Estética da Universidade Federal de Pernambuco, onde se aposentaria em 1994. Em 1976, defende sua tese de livre-docência, intitulada "A Onça castanha e a Ilha Brasil: uma reflexão sobre a cultura brasileira".

Ariano acredita que: "Você pode escrever sem erros ortográficos, mas ainda escrevendo com uma linguagem coloquial."Torcedor Ilustre do Sport Club do Recife

Movimento Armorial

Para maiores informações acesse o artigo completo sobre o Movimento Armorial.

Ariano foi o idealizador do Movimento Armorial, que tem como objetivo criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular do Nordeste Brasileiro. Tal movimento procura orientar para esse fim todas as formas de expressões artísticas: música, dança, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura, entre outras expressões.

Obras de Ariano Suassuna já foram traduzidas para inglês, francês, espanhol, alemão, holandês, italiano e polonês.[3]

Academia Pernambucana de Letras

Em 1993, foi eleito para a cadeira 18 da Academia Pernambucana de Letras, cujo patrono é o escritor Afonso Olindense.

Academia Brasileira de Letras

Desde 1990, ocupa a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono é Manuel José de Araújo Porto Alegre, o barão de Santo Ângelo.

Academia Paraibana de Letras

Assumiu a cadeira 35 na Academia Paraibana de Letras em 9 de outubro de 2000, cujo patrono é Raul Campelo Machado, sendo recepcionado pelo acadêmico Joacil de Brito Pereira.Obras selecionadas

* Uma mulher vestida de Sol, (1947);
* Cantam as harpas de Sião ou O desertor de Princesa, (1948);
* Os homens de barro, (1949);
* Auto de João da Cruz, (1950);
* Torturas de um coração, (1951);
* O arco desolado, (1952);
* O castigo da soberba, (1953);
* O Rico Avarento, (1954)
* Auto da Compadecida, (1955);
* O casamento suspeitoso, (1957);
* O santo e a porca, (1957);
* O homem da vaca e o poder da fortuna, (1958);
* A pena e a lei, (1959);
* Farsa da boa preguiça, (1960);
* A Caseira e a Catarina, (1962);
* As conchambranças de Quaderna, (1987);
* Fernando e Isaura, (1956)"inédito até 1994";

Romance

* A História de amor de Fernando e Isaura, (1956)
* O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, (1971).
* História d'O Rei Degolado nas caatingas do sertão /Ao sol da Onça Caetana, (1976).

Poesia

* O pasto incendiado, (1945-1970)
* Ode, (1955)
* Sonetos com mote alheio, (1980)
* Sonetos de Albano Cervonegro, (1985)
* Poemas (antologia), (1999)













Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ariano_Suassuna

Randy Couture, um dos maiores lutadores de MMA de todos os tempos

Randy Duane Couture (Everett, 22 de junho de 1963), é um atleta de Luta olímpica e MMA e ator norte-americano.

Randy Couture foi 3 vezes campeão mundial dos pesos pesados do UFC e 2 vezes campeão mundial dos meio pesados do UFC, e está incluído no seu hall da fama. Sua carreira teve início na Luta Olímpica e se tornou um renomado lutador na modalidade, chegando a conquistar uma medalha olímpica. A grande dificuldade que Couture enfrentou na sua carreira foi a idade, onde estreou no UFC com avançados 34 anos de idade, mas o seu excelente preparo fisico para as lutas levaram Couture a receber o apelido The Natural, que o levou ao topo dos maiores lutadores de MMA de todos os tempos.

Couture em 2005 mudou-se para Las Vegas, onde abriu sua própria cadeia de ginásios, sob o nome de Xtreme Couture. Couture também uma parceria com Bas Rutten na abertura do Legends Academia em Hollywood, Califórnia.
Couture é conhecido pelo seu estilo de luta com clinchs, quedas e ground-pound, por ser um perito em wrestling, Couture usa sua habilidades para derrubar qualquer oponente e trabalhar golpes fortes na posição de cem quilos, meia guarda e montada.

Couture também tem mostrado toda sua variedade de habilidades no boxe, Muay Thai e Brazilian Jiu-Jitsu. Ele é o único atleta na história do UFC, a ganhar um campeonato depois de se tornar um membro do Hall da Fama e é o atleta mais velho a ganhar um cinturão do UFC e em qualquer promoção do MMA. Junto com o Chuck Liddell, Couture é creditado por fazer o MMA, se torna muito forte na cultura americana e no mundo.

No mundo das lutas, todos esperam por um combate contra Fedor Emelianenko.

Carreira no Wrestling

Couture lutou na Alderwood Middle School em Seattle, Washington, em seguida, mudou-se para Lynnwood High School, onde ganhou um campeonato estadual, durante seu último ano. Couture serviu no Exército Americano em 1982-1988.
Randy Couture em 1996.

Após a quitação no exército, tornou-se um suplente num período de três anos da equipe olímpica (1988, 1992 e 1996), atualmente pertencendo a divisão NCAA. E ainda em 1991 nos jogos pan-americanos de Havana, foi melhada de ouro na luta greco romana menos de 90 kg.

Em 1992 ele foi o segundo classificado da Divisão I até a 190 quilos, chegando em segundo depois de Mark Kerr. Couture tinha acordado para a vida das lutas, até que viu um vídeo de um evento do UFC e decidiu seguir uma carreira no MMA.UFC

Primeiros passos no MMA

Antes de ingressar no MMA, Randy foi ate a academia de Rickson Gracie nos EUA para se aprimorar e receber instruções sobre lutas daquele que era tido na época, como invencível, melhor do mundo e com um cartel invejável de aproximadamente 400 lutas invictas. Randy no dia chegou a ser finalizado 7 vezes seguidas por Rickson e afirma que ate hoje fica surpreso pela capacidade de luta que tem o brasileiro. Assim, Randy fez sua estreia no MMA no UFC 13, em maio de 1997. Ele entrou no torneio dos Pesados, seu primeiro adversário foi Tony Halme, também conhecido como lutador de wrestling. Logo no inicio a luta foi para o chão, Randy conseguiu a "moda-Rickson" a montada e depois a finalização por mata-leão tudo isso em menos de um minuto. Sua segunda luta na noite foi na final do torneio contra Steven "3d" Graham, outro adversário ainda maior fisicamente. Novamente Randy levou a luta para o chão, marcando uma vitória TKO aos 3:13 minutos do primeiro round.A grande Virada: Belfort vs. Couture

Sua nova aparição foi no UFC seguinte em 17 de outubro de 1997, no UFC 15. Ele lutou contra Vitor Belfort para determinar o número 1 Campeões dos Pesados do UFC. Couture foi considerado o grande azarão nessa luta, com 20 anos Belfort era faixa preta de Carlson Gracie em Jiu-Jitsu, mas também tinha as mãos extremamente rápidas e um forte poder em seus socos.Couture ganhou nessa luta a reputação de ser um mestre estrategista no MMA. Depois de rodar o octogono evitando a forte e rapida mão esquerda de Vitor, Couture tem o clinch, mas foi incapaz de conseguir a queda. Vitor saiu do clinch,e acertou uma enxurrada de golpes em Couture que se defendeu e tentou levar a luta para o chão. Ele ganhou imediatamente o controle da luta e derrubou Vitor que rapidamente ficou de pé, e acertou Couture com joelhadas. Novamente Couture leva a luta para o clinch evitando o boxe do Vitor. Em torno de 7 minutos, Vitor estava exausto. Couture, mais uma vez levou a luta para o chão, e venceu aluta com vários socos partindo de uma montada, essa luta ficou marcada como uma das maiores viradas na história do MMA, e para Couture até hoje, essa foi a luta mais emocionante da sua carreira.

Sua próxima luta foi no dia 21 de dezembro de 1997, no Japão UFC. Ele lutou contra o então campeão Pesos Pesados do UFC, Maurice Smith, que estava fazendo a defesa seu segundo título, depois de ganhar o cinturão de Mark Coleman no início desse ano. Em uma luta de ritmo lento, calculada, Randy teve várias quedas e tinha o controle do octogono ao longo da luta. Após 21 minutos, ele ganhou por decisão unânime e se tornou o novo campeão dos Pesos Pesados do UFC.RINGS: King of Kings 2000

Depois de uma luta cancelada no UFC 17, contra Mark Coleman devido a uma lesão, em 1998, Randy assinou com o Vale Tudo Japonês e foi destituído do cinturão dos Pesos Pesados. No Japão, ele casou uma luta contra Enson Inoue. Depois de levar a luta para o chão, ele perdeu através de umarmlock aos 90 segundos do primeiro round. Sua próxima luta foi 20 de março de 1999, para a promoção Rings do Japão. Lá, ele sofreu uma derrota muito controversa para Mikhail Illoukhine através de uma Kimura, muitos fãs culpa a derrota a um erro do árbitro. Depois da derrota, Couture deu uma pausa no MMA para se concentrar em sua carreira de wrestling amador, tendo Jogos Olímpicos de 2000 em Sidney, como alvo.

Ele voltou ao MMA, em outubro de 2000 para o torneio RINGS: King of Kings 2000, onde ele derrotou o veterano do UFC Jeremy Horn, por decisão unânime em sua primeira luta e derrotou o veterano do Pancrase Ryushi Yanagisawa, também por decisão unânime, na segunda luta. Estas duas vitórias, o qualificou para a final do torneio, que será no início de 2001. Antes disso, foi oferecido um tiro no título dos Pesos Pesados do UFC contra Kevin Randleman em 17 de novembro de 2000. Randy sofreu várias quedas em dois rounds, mas ele mostrou uma boa defesa de suas costas, frustrando as tentativas de Kevin. No terceiro round, ele levou Randleman ao chão e conseguindo passar a guarda para uma montada começou a desferir vários golpes, vencendo por paralisação do árbitro. Couture ganhou o cinturão do UFC, pela segunda vez.

Em março de 2001, ele voltou a lutar pelo torneio RINGS: King of Kings 2000. Depois de dominar o veterano do UFC Tsuyoshi Kosaka na primeira luta, lutou contra Valentijn Overeem nas semifinais do torneio, e foi apanhado em uma guilhotina no início da luta, essa foi a terceira derrota de Couture e a terceira por finalização. O torneio acabou sendo ganho por Antonio Rodrigo Nogueira, e Randy voltou para o UFC depois disso.UFC

Cinturão dos Pesos Pesados do UFC

Sua primeira defesa do cinturão, foi contrata o temido trocador o Kickboxer brasileiro Pedro Rizzo, conhecido como The Rock no UFC 31. Este foi também o primeiro UFC sob a gestão Zuffa, com Dana White como o novo presidente. Em uma das melhores e mais brutais lutas da história do MMA, os dois lutadores termiram luta muito machucados. Depois de 5 rounds de 5 minutos, Randy foi declarado vencedor por decisão unânime, o que gerou muita controvérsia, muitos fãs sentiram Rizzo tinha ganhado a luta. Isto levou o UFC para configurar uma revanche imediata entre os dois, que aconteceu no UFC 34, em novembro de 2001. Desta vez, Randy não teve muitos problemas, como tinha ajustado seu estilo ao estilo de Rizzo, Couture ganhou por TKO no terceiro round. Sua terceira defesa foi em março 2002, contra Josh Barnett. No segundo round, Josh derrubou randy e permaneceu em cima, vencendo por TKO. Após a luta, foi revelado que Josh havia testado positivo para esteróides anabolizantes, que posteriormente foi despojado do seu título e deixou o UFC. Randy foi enfrentar Ricco Rodriguez pelo o cinturão dos Pesos Pesados do UFC vaga na UFC 39, no final de 2002. Depois de dominar os três primeiros rounds, aos 39 anos de idade Randy começou a mostrar sinais de cansaço. No quarto round, Ricco levou Randy para baixo e acertou um golpe com o cotovelo no olho de Randy, quebrando osso orbital de Randy, forçando Randy Couture a dessistir da luta.

Cinturão dos Meio-Pesados do UFC e a Trilogia Liddell

Após suas duas derrotas consecutivas na divisão dos pesos pesado a oponentes maiores fisicamente, Couture desceu de categoria para lutar na divisão dos meio-pesados do UFC, categoria até 93 kg. Em sua estréia no meio-pesados, Couture enfrentou um candidato ao cinturão Chuck Liddell pelo título interino dos meio-pesados. Couture mostrou novamente um esgotamento físico, mas depois de 3 rounds, ele levou a luta para o chão, e venceu por TKO depois de um otimo trabalho no ground-pound, aqui começaria uma trilogia histórica no mundo do MMA. Couture tornou-se uma lenda ganhando títulos de campeão em duas classes de peso, um feito em 2008 igualado por BJ Penn, nesta oportunidade Couture ganhou o apelido de "Capitão América". Sua próxima luta seria para resolver quem era o campeão dos meio-pesados do UFC. Couture enfrentou o campeão Tito Ortiz que havia defendido o cinturão por cinco vezes para a unificação dos cinturões dos meio-pesados do UFC. Couture ganhou uma decisão unânime e tornou-se o indiscutível campeão do meio-pesados do UFC aos 40 anos.

A primeira defesa de cinturão por Couture foi contra Vitor Belfort, a quem havia derrotado em 1997. No primeiro round, como Couture diminuiu a distância para tentar a trocação, Belfort acertou um gancho de esquerda que raspou em seu olho direito. Um pedaço de luva Belfort causou sérios danos no olho de Couture, e Vitor foi declarado vencedor por interrupção médica, com semblante muito triste pelos problemas pessoais e por não ter vencido pelo seu esforço Vitor recebeu o cinturão. O reencontro aconteceu no final daquele ano, com Randy dominando todos os três primeiros rounds, venceu por interrupção médica devido a um corte. Isso fez-lhe duas vezes campeão dos meio-pesados do UFC e duas vezes campeão dos pesos pesados do UFC.Em 16 de abril de 2005 no UFC 52, Couture e Liddell travaram o segundo combate da trilogia, dessa vez Couture sofreu seu primeiro nocuate da sua carreira perdendo o cinturão na revanche contra Chuck Liddell, depois daquela luta Liddell ficou conhecido como "The Iceman". Couture voltou em agosto com uma vitória sobre Mike Van Arsdale para re-estabelecer-se como um forte candidato ao cinturão.

Ele enfrentou Liddell novamente, para a terceira e ultima luta entre os dois, a luta aconteceu em 4 de fevereiro de 2006, no UFC 57. A luta quebrou vários recordes de bilheteria e de assinaturas de PPPV. Randy afirmou que a cotovelada acidental de Liddell na sua última luta, o levou a ficar com raiva e imprudente que o deixou vulnerável ao nocaute e que não iria cometer esse erro novamente. Chuck disse que só pensa nocatear Randy de novo.

No inicio da luta, os dois partiram para o ataque levando a luta para a uma incrível trocação, Liddell recebendo um corte acima do olho e Couture acabou tendo o nariz quebrado após um forte uppercut. Couture, em seguida, venceu o primeiro round com duas excelentes quedas. No segundo round foi da mesma maneira partindo para o ataque. Então Couture telegrafou golpe com mão direita, Liddell aproveitou a chance, evitou ataque de Couture e pegou-o com um gancho de direita no meio do queixo. Couture caiu de joelhos e Liddell começa a ataca-lo com várias golpes na cabeça. O árbitro interveio e interrompeu o combate aos 1:28 do segundo round, nomeando "The Iceman" Chuck Liddell vencedor por nocaute.

Imediatamente após a luta em uma entrevista pós-luta ao comentarista do UFC Joe Rogan, Couture anunciou sua aposentadoria do MMA, embora ele continuaria como um comentador do UFC e um treinador de lutadores de MMA.

Esse foi o capítulo final da Trilogia historica entre Couture vs. Liddell.

Hall da Fama do UFC

Em 24 de junho de 2006, durante The Ultimate Fighter 3 Finale, que foi transmitido ao vivo pela Spike TV, Couture se tornou o quarto lutador para ser introduzido no Hall da Fama do UFC, juntando Royce Gracie, Dan Severn e Ken Shamrock.Aposentadoria

Depois de se aposentar, Couture começou a aparecer nos eventos do UFC como comentarista de transmissão regular e como co-apresentador do programa "Before / After The Bell" em The Fight Network. Ele também apareceu na comédia Big Stan protagonizada por Rob Schneider, ainda apareceu dois companheiros de MMA: Don Frye e Bob Sapp.

Em 17 de novembro de 2006, Couture decidiu competir atleticamente novamente, enfrentando Campeão de Brazilian Jiu-Jitsu Ronaldo Souza o popular "Jacaré". A luta terminou em um empate.

Couture também teve uma pequena aparição na temporada final do The Unit da CBS, como um guarda militar e no filme Cinturão Vermelho como comentarista luta. Couture também apareceuem um episódio de The History Channel "Human Weapon" em 27 de setembro de 2007, e estrelou o filme de 2008, O Escorpião Rei 2.

Recuperando o Cinturão dos Pesos Pesados do UFC

Em 11 de janeiro de 2007, Couture apareceu em uma entrevista no programa revista TV Spike, para anunciar seu retorno da aposentadoria. Em uma conversa com Joe Rogan, Couture confirmou que ele estaria enfrentando Tim Sylvia pelo cinturão dos Pesos Pesados no UFC 68 em 3 de março de 2007 e revelou que tinha assinado um contrato de quatro lutas, em um período de dois anos.

Aos 43 anos de idade, Couture derrotou o então campeão Tim Sylvia no UFC 68, por unanimidade, para reclamar o seu terceiro título de campeão do Pesos Pesados do UFC. O primeiro soco de Couture, aos 08 segundos do primeiro round, enviou os 2,03 m do Tim Sylvia para o chão. Couture controlou o ritmo da luta durante os cinco rounds, sufocando Sylvia com quedas impressionantes e numerosas. Os três juízes marcou a luta de Couture 50-45, fazendo dele o primeiro lutador na história do UFC a se tornar um tri-campeão.

Em 25 de agosto de 2007, no UFC 74, no Mandalay Bay Events Center em Las Vegas, Couture defendeu seu cinturão contra Gabriel Gonzaga, que derrotou Mirko "Cro Cop" Filipovic no UFC 70 para se tornar o desafiante. Em uma boa luta, Couture derrotou Gonzaga por TKO (golpes) mantendo o cinturão. Couture sofreu uma fratura no braço esquerdo ao bloquear alguns chutes do "Napão" durante a luta. O pontapé separou o osso ulna. A lesão colocou o braço do campeão dos pesos pesados do UFC, de molho durante seis semanas. Esta seria a menor das suas preocupações, logo após a luta ele estaria envolvido em uma batalha judicial com o UFC.Renúncia e disputa com o UFC

Em 11 de outubro de 2007, Couture anunciou que estava cortando todos os laços com o UFC, deixando duas lutas do contrato e seu cinturão dos Pesos Pesados do UFC. Couture reclamou dizendo, que não havia recebido o combinado eplas vitórias sobre Tim Sylvia e Gabriel Gonzaga, Couture admitiu assinar uma luta contra o número 1 dos Pesos Pesados do MMA, Fedor Emelianenko. Dana White retrucou dizendo que não liberaria Randy enquanto ele não lutasse as duas lutas programadas. Couture contra-atacou dizendo que o contrato tinha sido quebrado ao não ter recebido o as premiações combinadas, e disse, que estaria disposto a enfrentar Fedor pela M-1 Global.

Depois de várias brigas nos tribunais, em 2 de agosto de 2008, a Zuffa conseguiu avançar uma proposta de uma sentença sobre situação contratual Randy Couture com o UFC.

UFC 91

Em 2 de setembro de 2008, o UFC anunciou um acordo de 3 lutas com Randy, Randy Couture aos 45 anos decidiu retornar a promoção do UFC. Sua primeira luta foi realizada no UFC 91, na madrugada de 16 de novembro de 2008, Couture enfrentou o gigante Brock Lesnar. Couture entrou no octagon aclamado por todo o público que lotava o MGM Grand Arena; já Lesnar ouvia uma vaia ensurdecedora. Na hora do combate, quem esperava que o gigante iria se afobar diante do experiente campeão, se enganou. Lesnar se saía bem na trocação, graças ao seu forte punch, e derrubou Couture algumas vezes no primeiro round. Tranquilo no combate, o campeão parecia administrar bem a luta, mas acabou surpreendido no segundo round. Lesnar desferiu uma joelhada, Couture sentiu, levou ainda mais um golpe e caiu, onde foi alvo de uma série de socos, até o juiz interromper a disputa e declarar o nocaute técnico. "Eu não consigo acreditar", vibrou Lesnar ao conquistar o cinturão. Com a vitória, Brock Lesnar se tornou o novo campeão dos pesos pesados do UFC, e, mais tarde, derrotou o então campeão interino, Frank Mir, para unificar o título.Couture vs. Minotauro

Em 26 de fevereiro de 2009, foi relatado que Couture concordou em lutar com o ex-UFC campeão interino dos pesados e ex-Campeão do Pride dos Pesos Pesados Antonio Rodrigo Nogueira no UFC 102 em Portland, OR. Nesse combate, em 29 de agosto 2009, Couture perdeu num dos maiores combates da história do UFC, por decisão unânime. Após a derrota, Couture disse que sentiu como se estivesse na melhor forma de sua vida, e que ele vai esperar e ver o que o UFC tem para ele no futuro.

O Retorno aos Meio-Pesados

Após a luta contra Nogueira, Dana White anunciou Couture tinha assinado um novo contrato de 6 lutas, antes da luta contra Nogueira. (Em outras palavras, a derrota para Nogueira foi a primeira luta com o seu novo contrato, que substituiu o contrato anterior.)

Em 14 de novembro de 2009, Couture derrotou Brandon Vera na sua primeira luta na categoria dos Meio-Pesados desde sua derrota para Chuck Liddell, em 2006. Randy controlava o ritmo da luta, dominando o clinch e, apesar de não conseguir derrubar o Brandon Vera e ser derrubado por ele no último round, ganhou uma decisão unânime. Com 46 anos de idade, Couture se tornou o mais velho lutador a ganhar uma luta no UFC.

Enfrentando LendasThe Natural vs. The Hammer

Couture fechou um acordo verbal para lutar contra o companheiro de Hall da Fama do UFC, Mark Coleman no UFC 109. A luta marcou a primeira vez em que dois membros do Hall da Fama do UFC lutaram no Octagono. Os dois já quase lutaram no UFC 17 em 1998, mas uma lesão forçou Couture a cancelar o combate. Esta luta marcou o mais velhos, experientes e consagrados lutadores a se enfrentar no UFC.

Mark Coleman se mostrou muito lento durante o combate. No 2º round, Couture começou de forma alucinante, derrubando Coleman, passando a guarda facilmente e finalizando com um mata-leão. Após a luta, Coleman se disse decepcionado com seu rendimento durante a luta.The Natural vs. Lights Out

Após o UFC 109, Couture teve seu nome envolvido em vários rumores sobre sua próxima luta, primeiro surgiu a idéia de uma luta entre Couture e Rich Franklin no UFC 115,[1] mas como Tito Ortiz estava fora da sua luta contra Chuck Liddell, surgiu na imprensa que um dos patrocinadores do UFC estava forçando White a casar uma luta intitulada "Couture e Liddell IV" para promover o UFC 116.[2] Mas apesar de Couture estar a favor de uma luta sua contra Franklin, o UFC preferiu casar uma luta entre Liddell e Franklin. Após vários rumores via twitter, Couture disse-se disposto a receber a lenda do boxe James "Lights Out" Toney no UFC,[3] e após um tempo a luta foi casada só faltando confirmação oficial, mas tudo indica que será realizada no UFC 118 no dia 28 de agosto de 2010.[4]Nas previas antes da luta Toney disse que o boxe era superior ao MMA, Couture rebateu dizendo que o boxe está morto. No countdown do UFC 118, Toney como todo boxear voltou a falar muito para promover a luta, disse: "Dana, se você quer lutadores de verdade, socos de verdade, você verá...". Chegou até mesmo chamar Couture de princesa, que disse que o boxe é apenas uma pequena parte do MMA, e que as mãos de Toney não iriam tocar nele durante a luta.[5] Após muitas provocações, o duelo intitulado com MMA vs. Boxe começou com Couture partindo para cima e derrubando Toney com apenas incríveis 15 segundos, e com apenas 3 segundos conseguiu a montada, a público em delírio começou a gritar "U-F-C!...". Mesmo sendo efetivo no ground n' pound, ariscou e encaixou um katagatame em Toney que se rendeu, desistindo verbalmente. Essa foi a quarta vitória de Couture por finalização, Couture e Toney se cumprimentaram após a luta mostrando bastante respeito.[6] Ainda no octógono, durante a entrevista com o comentárista do UFC Joe Rogan, o mestre de Jiu-Jitsu de Couture, Neil Melanson, o concedeu a faixa preta de Jiu-Jitsu.

Após alguns meses sem lutar, Couture mostrou sinais que sua aposentadoria está chegando, durante uma entrevista durante o programa MMA Live, da ESPN. Couture disse: “Não acho que farei nenhum anúncio público porque acho que ninguém acreditará nisso... Fiz isso uma vez e voltei. Não quero ser como o Brett Favre. Sinto que tive minhas guerras, lutei as minhas batalhas. Estou competindo e treinando e me sinto melhor do que nunca fisicamente mas não me vejo fazendo outra corrida pelo título na categoria dos pesados ou dos meio-pesados, para ser honesto... Honestamente, minhas últimas lutas foram mais curiosas do que qualquer coisa. Sem querer tirar o mérito dos meus adversários, mas essa é a verdade. De fato elas não tiveram importância na categoria e nem me colocaram um pouco mais próximo do título e tenho que tomar uma decisão em algum momento, então acho que consideraria mais uma luta como essa. Eu poderia ainda competir mas não me vejo disputando o cinturão no futuro”[7]. Com o sucesso do filme Os Mercenários, bem provavel que após a aposentadoria Couture entre para o mundo do cinema.[8]Carreira no Cinema

Como é de se esperar um super astro como Randy Couture já foi convidado a fazer alguns filmes, entre os principais estão: O Escorpião Rei 2, Cinturão Vermelho e Os Mercenários (Super produção do Sylvester Stallone)











Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Randy_Couture

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

David Carradine, de Monge Shaolin em Kung Fu a Vilão em Kill Bill

John Arthur Carradine (Los Angeles, 8 de dezembro de 1936 — Bangcoc, 3 de junho de 2009) foi um ator estado-unidense.

Biografia

David, nascido John Arthur Carradine, era filho do ator John Carradine, irmão de Bruce Carradine e meio-irmão de Keith Carradine e Robert Carradine. David Carradine é mais conhecido por seu personagem "Kwai Chang Caine", na série de televisão Kung Fu, produzida a partir dos anos 1970, na qual interpretava um monge Shaolin, mestre em Wushu, no Velho Oeste dos Estados Unidos. Uma cena famosa da série (que deveria ter sido estrelada por Bruce Lee, mas os produtores, ao final, não quiseram um chinês "autêntico", optando por "puxar os olhos" de Carradine) é quando Kwai Chang tatua sua pele com ferro quente.Em 2003, Carradine ganhou nova audiência quando interpretou o personagem "Bill" nos dois filmes da série Kill Bill, de Quentin Tarantino, nos quais contracena com Uma Thurman.

Morte

David Carradine foi encontrado morto em 4 de junho de 2009, em um hotel de luxo em Bangcoc, onde participava das filmagens de Stretch.[1] O primeiro relatório da polícia local indicava que Carradine teria cometido suicídio por enforcamento. Um funcionário da embaixada americana declarou, no entanto, que as circunstâncias da morte ainda não haviam sido plenamente esclarecidas.[2] Posteriormente, a polícia passou a considerar a hipótese de que ele tenha morrido acidentalmente. "Não está claro se ele se suicidou ou se morreu asfixiado por um problema cardíaco devido a um orgasmo", declarou um policial tailandês. [3] As câmeras do hotel não registraram entrada ou saída de pessoas do apartamento do ator e a porta estava fechada por dentro. Aventa-se a possibilidade de asfixia auto-erótica.[4]Kung Fu (série)

Kung Fu foi uma série de televisão estrelada por David Carradine, apresentada no período de 1972-1975. Conta-se que Bruce Lee queria o papel e, ao ser preterido por Carradine, aceitou trabalhar em Hong Kong, de onde retornaria para a América pouco tempo depois, transformado em astro cinematográfico do Kung Fu.Trama

No filme piloto da série, é mostrado o aprendizado do monge Shaolin Kwai Chang Caine. Quando um de seus mestres favoritos (Mestre Po, um ancião cego e que apelidou Caine de gafanhoto) é assassinado, Caine se vinga e mata o assassino. Depois foge para América do velho oeste. Caine tem sua cabeça posta à prêmio pelo império Chinês, o que o obriga a estar sempre fugindo, de cidade em cidade, como o típico justiceiro solitário. Só que Caine não usa armas de fogo nem cavalo, se defendendo apenas com o Kung Fu. Intercalada às histórias do presente, mostram-se flash backs que contam os aprendizados dados por Mestre Po e Mestre Kahn à Caine, no templo Shaolin, sendo esta a maior novidade da série.Curiosidades

* O filme "piloto", Kung Fu, estreou nos Estados Unidos no dia 22 de fevereiro de 1972, na rede ABC.[1]
* O personagem Caine quando aparece no velho Oeste, traz alguns elementos do pistoleiro Harmônica ou Gaita, personagem de Sergio Leone em Era uma vez no Oeste (BR), interpretado por Charles Bronson. No filme de Leone, Bronson (sem bigode) está sempre com os olhos semi-cerrados e sorrindo para seus adversários, parecendo um típico sino-americano (Um dos filmes de Bronson na década de 70 chamava-se justamente Chino). Além de contar com a inseparável gaita, que esta sempre à mão. Já Caine, que é de fato sino-americano, gosta de tocar sua flauta antes de derrubar seus oponentes.
* Quentin Tarantino, fã de Leone e dos filmes de artes marciais, faz com que Bill (o personagem que criou para Carradine no filme Kill Bill Volume 2) também apareça tocando uma flauta e sorrindo para Uma Thurman, antes de invadir com sua gangue a igreja em que ela estava se casando e massacrar todos os presentes.
* Em 1986 e 1987, foram filmadas duas sequências da série Kung Fu, com a participação de Brandon Lee, filho de Bruce Lee.

























Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/David_carradine
http://pt.wikipedia.org/wiki/Kung_Fu_%28s%C3%A9rie%29

Jorge Lafond, O Vera Verão

Jorge Luís Sousa Lima (Rio de Janeiro, 1953 – São Paulo, 11 de janeiro de 2003), famoso por seu personagem Vera Verão, tendo por nome artístico Jorge Lafond, foi um ator, dançarino, transformista e comediante de teatro, TV e cinema.

Biografia

Infância

Aos 6 anos de idade, Jorge Lafond já tinha a consciência de que era homossexual. Em uma entrevista à revista Raça, disse: As pessoas falavam que ser gay era uma coisa muito feia, e eu ficava com a cabeça tontinha. Mas o medo de meus pais descobrirem era tão grande que eu procurava andar na linha e estudar bastante.

Aos 10 anos de idade, já trabalhava das 9h às 17h numa oficina mecânica. E, nos fins-de-semana, ia com a mãe trabalhar num parque de diversões.

A dança

Estudou balé clássico e dança afro, chegando a trabalhar com Mercedes Batista. Formou-se em teatro pela Uni-Rio.

Trabalhando em muitos cabarés do Rio de Janeiro, desde a Praça Mauá até Copacabana, abria os shows da meia-noite na boate Flórida, boate Escandinávia, boate Barbarela e terminava a noite na boate Kiss, em Irajá, às 5h da manhã.

Profissionalização

Começou sua carreira como bailarino no exterior com 20 anos, viajando por toda a Europa e Estados Unidos com Haroldo Costa, que tinha um grupo folclórico, no qual Lafond permaneceu por dez anos.Sucesso

Eventualmente acabou por entrar no corpo de bailarinos do Fantástico em 1982 e depois trabalhou no programa Viva o Gordo, de Jô Soares. Em 1983 participou do especial infantil Plunct, Plact, Zuuum ao lado de Maria Bethânia e Aretha. Em 1987, fez o papel de Bob Bacall na novela Sassaricando, na Rede Globo, posteriormente sendo convidado por Renato Aragão para participar da nova formação de Os Trapalhões, já sem o humorista Zacarias. Mas sua carreira foi consolidada como "Vera Verão", do humorístico A Praça é Nossa, do SBT, onde permaneceu por 10 anos. Participou também em outras novelas e filmes.

Além disso, Lafond saía como destaque em carros alegóricos de escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo. Na maioria das vezes, desfilava seminu. Fez sua estréia totalmente nu, em cima de um carro alegórico da Escola de Samba Beija-Flor.Polêmicas

Em 2001 foi convidado a participar da campanha de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis pelo Ministério da Saúde mesmo causando desagrado à militantes do GGB e do Grupo de Gays Negros da Bahia, pois viam que a personagem Vera Verão estaria emprestando sua imagem de um estereótipo do gay que seria pejorativo.

O ator sempre se envolveu em polêmicas com relação a sua homossexualidade. Em 1999, durante o lançamento da sua autobiografia Vera Verão: Bofes & Babados, ameaçou dizer os nomes de personalidades (inclusive de um famoso jogador de futebol) com quem já teria mantido relações.

Em uma situação atípica, no dia 10 de novembro de 2002, Lafond foi convidado para participar do quadro Homens x Mulheres no programa Domingo Legal, no SBT. Caracterizado de Vera Verão, Laffond integrava o lado feminino da disputa e foi retirado do palco após um pedido do padre Marcelo Rossi, que se apresentaria dali a alguns minutos. Enquanto aguardava arrasado nos bastidores, a produção solicitou insistentemente que o mesmo retornasse, pois o padre já havia saído. Porem constrangido e amargurado com a situação ele não voltou.No dia 17 de novembro de 2002, uma semana depois do incidente, Lafond foi internado em estado grave, com problemas cardíacos. "Ele não teve como reagir a esta agressão e durante toda a semana ficou cabisbaixo e pensativo", disse o seu empresário Marcelo Padilha, o que teria, acredita ele, culminado no mal estar sentido por Lafond no domingo. Num primeiro momento, os médicos diagnosticaram uma crise hipertensiva.

Depois deste incidente, diversas foram suas internações no hospital, sendo a última em 28 de dezembro de 2002, quando seu problema de saúde se agravou com uma crise renal, levando-o à morte.

Falecimento

Hipertenso e vindo de problemas cardíacos, Lafond, aos 50 anos, não teria reagido emocionalmente muito bem àquele incidente e passou a desenvolver depressão em novembro de 2002, até que, em 28 de dezembro de 2002, foi vítima de parada cardiorrespiratória e acabou internado no Hospital Sepaco, na Vila Mariana, zona sul da cidade de São Paulo. Sofreu complicações renais e chegou a fazer diálise. Seu fim deu-se com um fulminante infarto e posterior falência múltipla dos órgãos no dia 11 de janeiro de 2003, às 1h40 da manhã.Homenagens póstumas

Seu corpo foi trasladado ao Rio de Janeiro para ser sepultado no Cemitério do Irajá, Zona Norte, acompanhado por cerca de cinco mil pessoas. A Polícia Militar teve de pedir reforço para conter os ânimos dos fãs que exibiam faixas e cartazes em homenagem ao ator, além de aplausos.

Em 10 de agosto de 2005, representantes de grupos homossexuais, especialmente do Quibanda-Dudu, homenagearam o ministro da Cultura, Gilberto Gil, como o mais destacado afro-brasileiro simpatizante da libertação homossexual, dando a ele um relatório sobre grupos gays negros do Brasil contendo pequenas biografias de personalidades homossexuais negras, como Vera Verão e Madame Satã.

Foi também homenageado no dia 5 de setembro de 2010, no programa Eliana exibido no SBT, pelo drag queen Dimmy Kieer.

Curiosidade

* Lafond já foi coordenador de aeróbica do Domingão do Faustão, onde ele posicionava as dançarinas em seus locais cativos (no palco, atrás do apresentador). Era torcedor do Fluminense.

Carreira

Na televisão

* 1981 - Viva o Gordo
* 1983 - Plunct, Plact, Zuuum... dançarino do espaço
* 1987 - Sassaricando... Bob Bacall
* 1989 - Kananga do Japão... Madame Satã
* 1991 - Os Trapalhões... Divino
* 1993 - Adjeci Soares em Focus... Jorge
* 1993 a 2003 - A Praça é Nossa... Vera Verão
* 1999 , no ar em 2004 - "Meu Cunhado ... Verônica

No cinema

* 1982 - Rio Babilônia... dançarino da boate
* 1983 - Bar Esperança... Luis
* 1984 - Bete Balanço... Jorge Lafont
* 1987 - Leila Diniz... Waldeck













Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Lafond

Stênio Garcia, É Cilada Bino!

Stênio Garcia Faro (Mimoso do Sul, 28 de abril de 1933) é um ator brasileiro.

Em 1958, ele se formou no Conservatório Nacional de Teatro, no Rio de Janeiro, e ganhou uma bolsa de estágio no Teatro Cacilda Becker (TCB), o que foi o marco inicial de sua carreira teatral.

Em 1960, Stênio Garcia ingressou no elenco da última fase do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), intercalando suas atuações com a atividade no Cacilda Becker. No final da década de 1960, ele já era um ator premiado em montagens inovadoras do teatro brasileiro, trabalhando com nomes como Ziembinski, Ademar Guerra, Flávio Rangel e Antunes Filho. No início dos anos de 1960, Stênio apareceu num episódio da série de TV O Vigilante Rodoviário, no papel de um vilão grileiro de terras.

Em 1972, com a mudança para o Rio de Janeiro, o ator começou a se destacar nos mais variados personagens tanto na televisão quanto no cinema, sempre atuando em produções de sucesso.

É casado com a também atriz Marilene Saade.

Carga Pesada

Carga Pesada é uma série de televisão brasileira exibida originalmente pela Rede Globo de 22 de maio de 1979 a 2 de janeiro de 1981, às terças-feiras no horário das 22 horas. Neste período teve um total de 54 episódios.

Esta primeira versão da série tinha em sua equipe de criação Carlos Queiroz Telles, Gianfrancesco Guarnieri e Walter George Durst. A supervisão de texto era de Dias Gomes. Um programa de Daniel Filho e direção de Gonzaga Blota e Milton Gonçalves.

A idéia do seriado surgiu em 29 de março de 1978, data de exibição do Caso Especial "Jorge Um Brasileiro". Original de Osvaldo França Jr., contava a história de um caminhoneiro que transportava cargas pelo interior de Minas Gerais. Este especial tinha produção de Nilton Cupello, direção de Paulo José e supervisão de Ziembinski.

Cinco episódios foram reprisados no Festival 25 Anos, em Março de 1990, com apresentação de Stenio Garcia. Cinco anos depois, de 27 de março de 1995 a 31 de março de 95, no Festival 30 Anos — foram também reprisados cinco episódios.

A série voltou a ser exibida a partir do dia 29 de Abril de 2003, nas noites de sexta-feira, sendo escrita por Walther Negrão. Os realizadores da versão atual fizeram questão de frisar à época do lançamento que não se trata de um remake, mas sim de uma continuação da versão anterior, duas décadas depois.

O programa teve seu final anunciado em 2008, após o final da 5ª temporada, em setembro de 2007. O cancelamento foi causado pela agenda cheia dos atores principais, que estariam sendo usados em outros projetos da emissora. Apesar disso, o canal afirmou que o programa pode voltar.

Atuação no cinema

* 1964 - O vigilante contra o crime
* 1964 - Vereda de salvação
* 1967 - Vigilante em missão secreta
* 1968 - As amorosas
* 1969 - A mulher de todos
* 1970 - A guerra dos pelados
* 1970 - O pornógrafo
* 1973 - Em compasso de espera
* 1975 - Ana, a libertina
* 1976 - O esquadrão da morte
* 1977 - As três mortes de Solano
* 1977 - Morte e vida severina
* 1977 - O crime do Zé Bigorna
* 1978 - Tudo bem
* 1987 - Leila Diniz
* 1989 - Kuarup
* 1989 - Solidão, uma linda história de amor
* 1990 - Mais que a terra
* 1991 - Brincando nos campos do Senhor
* 1997 - Os matadores
* 1998 - Hans Staden
* 1998 - O menino maluquinho 2 - A aventura
* 2000 - Eu, tu, eles
* 2000 - O circo das qualidades humanas
* 2004 - Redentor
* 2005 - Casa de areia
* 2005 - O beijo no asfalto
* 2007 - Ó Paí, ÓAtuação na televisão

* 1966 - As Minas de Prata .... José
* 1967 - Os Fantoches .... Torquato
* 1968 - A Muralha .... Aimbé
* 1968 - O Terceiro Pecado .... Tomás
* 1969 - Dez Vidas .... Silvério dos Reis
* 1969 - Os estranhos .... Daniel
* 1971 - Hospital .... Maurício
* 1972 - Na Idade do Lobo .... Chico
* 1973 - Cavalo de Aço.... Brucutu
* 1973 - O Semideus.... Lorde José
* 1975 - Gabriela.... Felismino
* 1979 - Carga Pesada (seriado) .... Bino
* 1979 - Feijão Maravilha
* 1981 - O Amor é Nosso .... padre Leonardo
* 1981 - Terras do Sem Fim ....Amarelo Joaquim
* 1982 - Elas por Elas ... (participação especial)
* 1982 - Final Feliz .... mestre Antônio
* 1983 - Bandidos da Falange (minissérie) .... Lucena
* 1984 - Corpo a Corpo .... Amauri Pelegrini
* 1984 - Padre Cícero (minissérie) .... padre Cícero
* 1986 - Hipertensão .... Chico
* 1986 - Selva de Pedra .... Pedro
* 1988 - O Pagador de Promessas (minissérie) .... Dedé
* 1989 - O Sexo dos Anjos .... padre Aurélio
* 1989 - Que Rei Sou Eu? .... Corcoran
* 1990 - Boca do Lixo (minissérie) .... Ciro
* 1990 - Meu Bem, Meu Mal .... Argemiro
* 1991 - O Dono do Mundo.... Herculano Maciel
* 1992 - De Corpo e Alma .... Domingos Bianchi
* 1993 - Agosto (minissérie) .... Ramos
* 1993 - Olho no Olho .... Armando
* 1994 - A Madona de Cedro (minissérie) .... padre Estêvão
* 1994 - Tropicaliente .... Samuel
* 1995 - Decadência (minissérie) .... Tavares Branco Filho
* 1995 - Engraçadinha... seus amores e seus pecados (minissérie) .... Carlinhos
* 1995 - Explode Coração .... Pepe
* 1996 - O Rei do Gado .... Zé do Araguaia
* 1998 - Hilda Furacão (minissérie) .... Tonico Mendes
* 1998 - Labirinto (minissérie) .... Jonas
* 1998 - Torre de Babel .... Bruno Maia
* 2000 - A Muralha (minissérie) .... Caraíba
* 2001 - A Padroeira .... Antônio Cabral
* 2001 - O Clone .... Ali Rachid
* 2001 - Os Maias (minissérie) .... Manuel Monforte
* 2002 - Pastores da Noite .... Chalub (minissérie)
* 2003 - Kubanacan .... Rubio Montenegro
* 2003/2007 - Carga Pesada (seriado) .... Bino
* 2005 - Hoje é dia de Maria (microssérie) .... Asmodeu
* 2005 - Hoje é dia de Maria - Segunda Jornada (microssérie) .... Cartola/Asmodeu Juiz/Zé do Riachim
* 2006 - O Profeta .... Jacó (participação especial)
* 2006 - Os Caras de Pau (especial)
* 2007 - Duas Caras.... Barreto (Paulo de Queirós Barreto)
* 2008 - Ó Paí, Ó .... Seu Jerônimo
* 2009 - Caminho das Índias .... Dr. Castanho


















Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/St%C3%AAnio_Garcia
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