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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Dom Hélder Câmara, O Dom da Paz

Dom Hélder Pessoa Câmara OFS (Fortaleza, 7 de fevereiro de 1909 — Recife, 27 de agosto de 1999) foi um bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife. Foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e grande defensor dos direitos humanos durante o regime militar brasileiro. Pregava uma Igreja simples, voltada para os pobres e a não-violência. Por sua atuação, recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais. Foi o único brasileiro indicado quatro vezes para o Prêmio Nobel da Paz.

Biografia

Décimo-primeiro filho de João Eduardo Torres Câmara Filho jornalista, crítico teatral e funcionário de uma firma comercial e da professora primária Adelaide Pessoa Câmara, desde cedo manifestou sua vocação para o sacerdócio.

Formação e PresbiteradoIngressou no Seminário Diocesano de Fortaleza em 1923, o Seminário da Prainha, então sob direção dos padres lazaristas. Nesta instituição cursou o ginásio e concluiu os estudos de filosofia e teologia. Foi ordenado padre no dia 15 de agosto de 1931, em Fortaleza, aos 22 anos de idade, com autorização especial da Santa Sé, por não possuir a idade mínima exigida. No mesmo ano, fundou a Legião Cearense do Trabalho e em 1933, a Sindicalização Operária Feminina Católica, que congregava as lavadeiras, passadeiras e empregadas domésticas. Atuou na área da educação, participando de políticas governamentais do estado do Ceará na área da educação pública. Foi nomeado diretor do Departamento de Educação do Ceará. Para aprofundar seus estudos nesta área, foi transferido em 1936 para a cidade do Rio de Janeiro, então capital da república. Aí dedicou-se a atividades apostólicas. Foi Diretor Técnico do Ensino da Religião.

Neste período, sente-se atraído pela Ação Integralista Brasileira, que propunha o resgate dos valores de "Deus, Pátria e Família". Entretanto, afastou-se de qualquer compromisso político-partidário ao perceber as implicações ideológicas desta opção.

No Rio de Janeiro, teve como diretor espiritual o Pe. Leonel Franca, criador da primeira universidade católica do Brasil - a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. No período pós-guerra, fundou a Comissão Católica Nacional de Imigração, para apoio à imigração de refugiados.Episcopado

Foi nomeado bispo auxiliar do Rio de Janeiro no dia 3 de março de 1952. Foi ordenado bispo, aos 43 anos de idade, no dia 20 de abril de 1952, pelas mãos de dom Jaime de Barros Câmara, dom Rosalvo Costa Rego, dom Jorge Marcos de Oliveira.

Foi um grande promotor do colegiado dos bispos e da renovação da Igreja Católica, fortalecendo a dimensão do compromisso social. Em 1950, D. Hélder entrou em contato com o Monsenhor Giovanni Batista Montini, então subsecretário de estado do Vaticano e futuro papa Paulo VI, que o apoiou e conseguiu a aprovação, em 1952, para a criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, com sede no palácio arquiepiscopal do Rio de Janeiro. Nesta instituição, exerceu a função de secretário geral até 1964. O mesmo monsenhor Montini apoiou a criação do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), fundada em 1955, com sede em Bogotá. A fundação ocorreu na Primeira Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano realizada no Rio de Janeiro, tendo D. Hélder como articulador. Ele viria a participar das conferências gerais do CELAM como delegado do episcopado brasileiro, até 1992: além da conferência do Rio de Janeiro, esteve presente na Segunda Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano (Medellín, 1968), na Terceira Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano (Puebla, 1979) e na Quarta Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano (Santo Domingo, 1992).Sua capacidade de articulação torna realidade o XXXVI Congresso Eucarístico Internacional, em 1955, no Rio de Janeiro, que contou com a presença de cardeais e bispos do mundo inteiro.

Em 1956, fundou a Cruzada São Sebastião, com a finalidade de dar moradia decente aos favelados. Desta primeira iniciativa, outros conjuntos habitacionais surgiram. Em 59, fundou o Banco da Providência, cuja atuação se desenvolve no atendimento a pessoas que vivem em condições miseráveis.

Teve participação ativa no Concílio Ecumênico Vaticano II: foi eleito padre conciliar nas quatro sessões do concílio. Foi um dos propositores e signatários do Pacto das Catacumbas, um documento assinado por cerca de 40 padres conciliares no dia 16 de novembro de 1965, nas catacumbas de Domitila, em Roma, durante o Concílio Vaticano II, depois de celebrarem juntos a Eucaristia. Este pacto teve forte influência na Teologia da Libertação.

Diante da conturbada situação sociopolítica nacional, a divergência de posições com Cardeal Dom Jaime Câmara torna difícil sua permanência no Rio de Janeiro.Arcebispo de Olinda e Recife

No dia 12 de março de 1964 foi designado para ser arcebispo de Olinda e Recife, Pernambuco, múnus que exerceu até 2 de abril de 1985. Instituiu um governo colegiado nesta diocese, organizada em setores pastorais. Criou o Movimento Encontro de Irmãos, o Banco da Providência e a Comissão de Justiça e Paz daquela diocese. Forteleceu as comunidades eclesiais de base.

Estabeleceu uma clara resistência ao regime militar. Tornou-se líder contra o autoritarismo e pelos direitos humanos. Nâo hesitou em utilizar todos os meios de comunicação para denunciar a injustiça. Pregava no Brasil e no exterior uma fé cristã comprometida com os anseios dos empobrecidos. Foi perseguido pelos militares por sua atuação social e política, sendo acusado de comunismo. Foi chamado de "Arcebispo Vermelho". Foi-lhe negado o acesso aos meios de comunicação social após a decretação do AI-5, sendo proibido inclusive qualquer referência a ele. Desconhecido da opinião pública nacional, fez frequentes viagens ao exterior, onde divulgou amplamente suas idéias e denúncias de violações de direitos humanos no Brasil. Foi adepto e promotor do movimento de não-violência ativa.

Em 1984, ao completar 75 anos, apresentou sua renúncia. Em 15 de julho de 1985, passou o comando da Arquidiocese a Dom José Cardoso Sobrinho. Continuou a viver em Recife, nos fundos da Igreja das Fronteiras, onde vivia desde 1968. Morreu aos 90 anos em Recife no dia 27 de Agosto de 1999.

Em fevereiro de 2008 foi encaminhado à Congregação para a Causa dos Santos, no Vaticano, o pedido de beatificação de D. Hélder pela Comissão Nacional de Presbíteros (CNP), vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).[1]

O Regional Nordeste 2 da CNBB, a arquidiocese de Olinda e Recife, o Instituto Dom Hélder Câmara (IDHeC) e a Universidade Católica de Pernambuco estão promovendo a comemoração do centenário de Dom Hélder, que foi celebrado em 7 de fevereiro de 2009. O objetivo é manter viva a sua memória e a sua luta pela solidariedade e justiça social.Títulos

Seu primeiro título veio em 1969, de doutor honoris causa pela Universidade de Saint Louis, Estados Unidos. Este mesmo título foi-lhe conferido por diversas universidades brasileiras e estrangeiras: Bélgica, Suíça, Alemanha, Países Baixos, Itália, Canadá e Estados Unidos, alcançando um total de 32 títulos.

Foi intitulado Cidadão Honorário de 28 cidades brasileiras e da cidade de São Nicolau na Suíça e Rocamadour, na França.

Recebeu o Prêmio Martin Luther King, nos Estados Unidos e o Prêmio Popular da Paz, na Noruega e diversos outros prêmios internacionais. Foi indicado quatro vezes para o Prêmio Nobel da Paz. Em 1970, o então presidente da República Emílio Garrastazu Médici instruiu pessoalmente o embaixador brasileiro na Noruega para tentar impedir que este prêmio lhe fosse concedido.

Foi escolhido o brasileiro do século na categoria religião pela revista IstoÉ.

Instituto Dom Hélder Câmara

O acervo histórico de Dom Hélder é mantido pelo Instituto Dom Hélder Câmara, em Recife.

Ordenações episcopais

Dom Hélder ordenou varios padres entre eles:

* Dom Antônio Fernando Saburido

Dom Hélder foi o principal sagrante dos seguintes bispos:

* Dom Tiago Postma
* Dom Marcelo Pinto Carvalheira

Foi co-celebrante da sagração episcopal de:

* Dom José Vicente Távora
* Dom Agnelo Cardeal Rossi
* Dom Geraldo Maria de Morais Penido
* Dom João Batista da Mota e Albuquerque
* Dom Diego Parodi, MCCI
* Dom Giovanni Ferrofino
* Dom José Lamartine SoaresBibliografia

Obras de sua autoria

* Indagações sobre uma vida melhor (Ed. Civilização Brasileira)
* Um Olhar sobre a Cidade. 2a edição. São Paulo: Editora Paulus, 1997. ISBN 853490541X.
* Revolução Dentro da Paz, Editora Sabiá, Rio de Janeiro, 1968. Traduzido para o alemão, holandês, inglês, francês e italiano.
* Terzo Mondo Defraudado, Editora Missionária Italiana, Milão, 1968.
* Spirale de Violence, Ediciones Desclée de Brower, Paris, 1978. Traduzido para o português, espanhol, sueco, alemão, norueguês, holandês, chinês, italiano e inglês.
* Pour Arriver à Temps, Ediciones Desclée de Brower, Paris, 1970. Traduzido para o espanhol, alemão, italiano, holandês, sueco, inglês e grego.
* Le Désert est Fertile, Ed. Desclée de Brower, Paris, 1971. Traduzido para o português (1975), espanhol, italiano, holandês, inglês e coreano.
* Pier Pour les Riches, Ed. Pendo-Verlag, Zurique, 1972.
* Les Conversiones D'um Éveque, Ed. Seuil, Paris, 1977. Também em italiano, alemão e inglês.
* Mil Razões para Viver, Ed. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1979. Traduzido para o francês e o alemão.
* Renouveau dans l'Esprit et Service l'Homme, Ed. Lumem Vitae, Bruxelas, 1979. Traduzido para o italiano, português e inglês.
* Nossa Senhora no Meu Caminho - Meditações do Padre José, Edições Paulinas, São Paulo, 1981.
* Indagações sobre uma vida melhor, Ed. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1986.

Obras sobre Dom Hélder

Livros

* Dom Hélder Camara-Coleção Vidas Luminosas, Alex Criado, Editora Salesiana, São Paulo, 2006
* Os Caminhos de Dom Hélder - Perseguições e Censura, Marcos Cirano, Editora Guararapes, Recife, 1983.
* O Monstro Sagrado e o Amarelinho Comunista, Assis Claudino, Editora Opção, Rio de Janeiro, 1985.
* A Imprensa e o Arcebispo Vermelho, Sebastião Antônio Ferrarini, Edições Paulinas, São Paulo, 1992.
* Dom Hélder Câmara: entre o poder e a profecia, Nelson Pileti e Walter Praxedes, Editora Ática, São Paulo, 1997.
* Dom Hélder por Marcos de Castro, Edições Graal, Rio de Janeiro, 1978.
* A Igreja e a Política no Brasil, Márcio Moreira Alves, Editora Brasiliense, São Paulo, 1979.
* Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro - Pós-1930. Rio de Janeiro: FGV/Finep, 2001. 5 v. (Coordenadores: Alzira Alves de Abreu, Israel Beloch, Fernando Lattman-Weltman, Sérgio Tadeu N. Lamarão. V. 1, p. 958-963.
* Dom Hélder Câmara, profeta para o nosso tempo, Marcelo Barros, Editora Rede da Paz, Goiás, 2006.
* As noites de um profeta - Dom Hélder Câmara no Vaticano II, José de Broucker, Editora Paulus, São Paulo, 2008, ISBN 978-85-349-2912-7.
* Dom Hélder Câmara: o profeta da paz, Walter Praxedes, Nelson Piletti. Editora Contexto, 2009, ISBN 978-85-7244-305-0.Filme

* Dom Hélder Câmara - O Santo Rebelde. Diretora: Erika Bauer. Brasília: Cor Filmes, 2004. Filme documentário, 35mm (74’), cor.
* Dom Hélder Câmara - Em Busca da Profecia. Diretora: Erika Bauer. Brasília : Cor Filmes, 2003.





















Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lder_C%C3%A2mara

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Edir Macedo, Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus


Edir Macedo Bezerra (Rio das Flores, Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 1945) é um televangelista, empresário e religioso brasileiro, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), e proprietário da Rede Record de Televisão.[1] Também lançou álbuns musicais, como "As canções preferidas do Bispo Macedo" em 3 edições, tendo, o último, recebido certificação de Ouro pelos mais de 100 mil exemplares vendidos no Brasil, segundo a ABPD.[2]

É o fundador e responsável direto pela IURD, com mais de 2 milhões de fiéis[3] em mais de cento e setenta países da Europa, Ásia, Oceania, África e Américas.[4] Promotora e defensora da Teologia da Prosperidade, a IURD cresceu e tornou-se a quarta maior corrente religiosa do país, segundo o Censo de 2000.[5]
Biografia

Nascido numa família católica praticante, cultivou esta fé e posteriormente a abandonou para freqüentar terreiros de cultos afro-brasileiros de Umbanda. Depois de anos na Umbanda, abandonou a religião para se tornar Cristão evangélico. No início dos anos 60, era membro da Igreja de Nova Vida.

Em 1971 casou-se com Esther Eunice Rangel. Iniciou seu trabalho evangelístico como pastor em 1974, ano em que criou o Ministério Cruzada Para o Caminho Eterno, onde pregava ao ar livre, em um coreto, localizado em uma praça do Méier, na cidade do Rio de Janeiro.[6] Em 1977, fundou a Igreja Universal do Reino de Deus, cuja primeira sede funcionava no prédio de uma antiga funerária, na Zona Norte do Rio de Janeiro, hoje Catedral Mundial da Fé. Bacharelou-se em teologia em 1981.

Em 9 de novembro de 1989, com ajuda de outros empresários de confiança, assumiu a direção da TV Record, que tinha apenas três emissoras, uma na capital e duas no interior do estado de São Paulo, que no ano seguinte transformaria a Rede Record. Somente em 1991 é que comprou e assumiu de fato o controle da emissora. Nos anos seguintes, compra os estúdios da atual Line Records, o parque gráfico Universal Produções, responsável pela edição da Folha Universal (em 1992), as emissoras de rádios e TVs e se torna proprietário da Rede Família (em 1998), Rede Mulher (em 1999) e a Rede Aleluia, formada por 65 emissoras de rádio.

Autor de vários livros de caráter religioso, e do polêmico best-seller "Orixás, Caboclos e Guias, Deuses ou Demônios?",[7][8] detém também doutoramentos por cursos livres de pós-graduação em Teologia e em Filosofia Cristã, e Honoris Causa em Divindade, todos pela Faculdade de Educação Teológica no Estado de São Paulo.[9]

Em 27 de setembro de 2007, fundou a Record News (ex-Rede Mulher), canal de notícias 24 horas da Rede Record e na ocasião chegou a comentar que que vai "cutucar fígado" até a Rede Globo cair.[10]Controvérsias

Na Igreja

* Em Agosto de 1989 o jornalístico Documento Especial da Rede Manchete (hoje RedeTV!) apresentou uma das primeiras reportagens criticando os meios da IURD de pregar a instituição dos dízimos e dos ofertórios.
* Na década de 90, após a compra da Rede Record, surgiu na mídia nacional uma série de matérias em formato de denúncia acerca de supostos crimes de Edir Macedo. Além disso, foram relatadas críticas a doutrina seguida pelos membros da Igreja Universal do Reino de Deus.
* Em 1992, Macedo foi preso sob acusações de charlatanismo, curandeirismo e envolvimento com tráfico de drogas.[11] Macedo foi inocentado das acusações e liberado. Uma foto tirada nesta época, na carceragem da 91° DP (Vila Leopoldina), em São Paulo (tornou-se um dos símbolos dos fiéis da Igreja Universal) e acabaria por ilustrar a capa de uma biografia do bispo em 2007.
* Em 1995, o Jornal Nacional (da Rede Globo) apresentou uma matéria-denúncia sobre como Macedo ensina seus bispos e pastores a convencerem os fiéis da IURD a darem ofertas e dízimos, em meio a brincadeiras com o dinheiro arrecadado e frases como "ou dá ou desce", referindo-se a fiéis que não davam o dízimo. Entre os bispos estaria Carlos Rodrigues, mais conhecido como Bispo Rodrigues.[12]
* No auge do incidente do "Chute na santa" foi apresentada mini-série na Rede Globo, chamada Decadência. A série falava sobre a vida de um pastor evangélico corrupto e devasso, interpretado por Edson Celulari. Segundo um documentário da Rede Record sobre a prisão de Macedo, algumas falas do personagem foram retiradas de trechos de declarações públicas de Edir Macedo, para sugerir uma identificação entre ambos[13].

Equipamentos

* Edir Macedo também foi denunciado pelo Ministério Público por importação fraudulenta de equipamentos e uso de documento público falso e um processo foi aberto pela Justiça Federal,[14] processo que já foi arquivado por terem sido Edir Macedo e diretores da Rede Record considerados inocentes pela Justiça.

Orixás, Caboclos e Guias: Deuses ou Demônios?

Enfrentou processos devido ao fato do conteúdo de seu livro, Orixás, Caboclos e Guias: Deuses ou Demônios?, por apresentar várias opiniões contrárias as doutrinas das Religiões afro-brasileiras e o Espiritismo, o que levou a Justiça a suspender a circulação do livro[7][8], que, de acordo com a decisão, "extrapola os limites da liberdade religiosa"[15], como no trecho do livro em que diz: "Se o povo brasileiro tivesse os olhos bem abertos contra a feitiçaria, a bruxaria e a magia, oficializadas pela umbanda, candomblé, kardecismo e outros nomes (...), certamente seríamos um país bem mais desenvolvido."[8]

Sobre aborto

* O posicionamento de Edir Macedo sobre alguns assuntos polêmicos também levantam discussões,[16] como o fato de Macedo ser a favor do aborto, onde ele diz: “Eu sou a favor do aborto sim, e digo isso em alto e bom som, e se eu estou pecando, eu cometo este pecado consciente, si!”.[17][18]Denúncias em 2009

Em 2009, novamente foi alvo de denúncias, desta vez pelo Ministério Público de São Paulo. A ação criminal foi aberta pelo juiz Gláucio de Araujo, da 9ª vara criminal de SP, na qual acusa o bispo e mais nove pessoas ligadas a ele. Todos foram acusados pelos crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha[12]. Segundo a denúncia da promotoria, Macedo e os outros acusados teriam feito desvio de dinheiro de doações de fiéis, também se aproveitando da isenção de impostos oferecida a igrejas de qualquer culto, determinada pela constituição brasileira[12]. De acordo com a denúncia, aceita pela justiça, para esconder a origem do dinheiro, o bispo e os outros acusados teriam usado um esquema de lavagem de dinheiro que envolveria empresas de fachada no Brasil e no exterior[12]. Os recursos então, voltaram ao Brasil, na forma de empréstimos feitos pelos chamados "laranjas" de Edir Macedo e foram usados para comprar empresas. A denúncia ainda está sendo apurada. Diversas emissoras de televisão brasileira, como a Rede Globo, SBT, Rede Bandeirantes e RedeTV! divulgaram a denúncia.[19]

Porém, as matérias veiculadas pela Rede Globo foram consideradas pela Rede Record como "desespero da concorrência" e, com isso, a emissora paulista exibiu em seus jornais reportagens atacando a emissora carioca.

No dia 19 de outubro de 2010, foi anulada todas as acusações do Ministério Público de São Paulo contra o Edir Macedo e mais nove pessoas, pois a denúncia foi considerada uma investigação ilegal. Em Maio, o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo já havia anulado algumas provas do processo que já indicava uma investigação ilegal.[20]Eleições 2010

Edir Macedo provocou polêmica ao declarar abertamente o voto à Dilma Rousseff e que é vítima de boatos sobre o aborto.[21][22]

Formações

Teologia

* Bacharel em Teologia (Faculdade Evangélica de Teologia "Seminário Unido")[23]
* Doutor em Teologia (Faculdade de Educação Teológica no Estado de São Paulo, FATEBOM)[23]
* Doutor em Filosofia Cristã (Faculdade de Educação Teológica no Estado de São Paulo, FATEBOM)[23]
* Doutor Honoris Causa em Divindade (Faculdade de Educação Teológica no Estado de São Paulo, FATEBOM)[23]
* Mestre em Ciências Teológicas (Federación Evangélica Española de Entidades Religiosas, "F.E.E.D.E.R", em Madri, Espanha)[23]

Cursos de doutorado da FATEBOM são "Cursos Livres" em nível de pós-graduação, não credenciados ou reconhecidos pelos órgãos governamentais competentes [24] Como afirmado no próprio site da entidade, com frequência seus alunos completam o "doutorado" entre 6 a 12 meses, o que por si só chama a atenção ao grau de vericidade do título, quando comparado aos 4 a 5 anos em um doutorado reconhecido.

Títulos

* Cidadão Benemérito do Estado do Rio de Janeiro (conferido pela Assembléia Legislativa, conforme a resolução 41/1987;[25]
* Medalha Tiradentes (conferida pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro);[23]
* Cidadão Petropolitano (Câmara Municipal de Petrópolis - RJ);[23]
* Cidadão Paulistano (Câmara Municipal de São Paulo).[23]























Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Edir_Macedo

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Monja Coen Sensei

Monja Coen Sensei (30 de junho de 1947), nascida Cláudia Dias Baptista de Souza, é uma monja zen budista brasileira e missionária oficial da tradição Soto Shu com sede no Japão. Monja Coen também é a Primaz Fundadora da Comunidade Zen Budista criada em 2001 com sede em Pacaembu, São Paulo. Seu pai era filho de portugueses e sua mãe oriunda de familia paulista quatrocentona (Dias Baptista), de grandes proprietários de terra, de modo que é prima do Sérgio Dias, mais conhecido por seu trabalho com a banda Mutantes. Criada no Cristianismo, dedicou-se para estudar no Zen Center of Los Angeles em 1983, logo depois partindo para ao Japão e convertendo-se à tradição budista deles no Convento Zen Budista de Nagoia, Aichi Senmon Nisodo e Tokubetsu Nisodo. Antes de ser religiosa foi repórter em diversos jornais do Brasil.De volta à São Paulo, em 1995, liderou atividades no Templo Busshinji, tornando-se a primeira mulher e a primeira monja de descendência não-japonesa a assumir a Presidência da Federação das Seitas Budistas do Brasil por um ano. A Monja Coen é mais conhecida por fazer palestras, participar de reuniões inter-religiosas e promover a Caminhada Zen, em parques públicos, projeto com objetivos ambientais e de paz.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Monja_Coen_Sensei

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Tenzin Gyatso, Sua Santidade, o Grande Lama

Jetsun Jamphel Ngawang Lobsang Yeshe Tenzin Gyatso (nascido Lhamo Döndrub, em tibetano: ལྷ་མོ་དོན་འགྲུབ་, Wylie: Lha-mo Don-'grub, AFI: [l̥ámo tʰø̃ ̀ɖup];[1] Taktser, 6 de julho de 1935) é um religioso tibetano, atual Dalai Lama (14º da linhagem), líder religioso do budismo tibetano. Considerado a reencarnação do bodisatva da compaixão, Tenzin Gyatso é monge e geshe (doutor) em filosofia budista, recebeu o Nobel da Paz e foi agraciado com mais de 100 títulos honoris causa.

Como 14º Dalai Lama, é líder e mentor do povo tibetano. Considerado por muitos uma das vozes mais lúcidas e comprometidas com a paz, procura estabelecer o diálogo e difundir a necessidade da compaixão no cenário mundial contemporâneo.

Em 1959 foi obrigado a abandonar o Tibete, altura em que este é invadido pela República Popular da China. Disfarçado de soldado e na companhia de familiares, conseguiu atravessar a fronteira da Índia e assim evitou ser capturado pelos chineses. Instala-se em Dharamsala a convite do governo de Jawaharlal Nehru, e aí constituiu o governo tibetano no exílio, onde ainda permanece.

Não sai da Índia até 1967, quando visita pela primeira vez o Japão e a Tailândia. Estava dado o primeiro passo daquilo que se tornou na sua peregrinação ininterrupta pelo mundo, durante a qual luta pelos direitos humanos no mundo mas em especial no Tibete. Luta, mas sempre recorrendo a processos pacíficos, respeitando a doutrina da não violência (a mesma lei defendida por Mahatma Gandhi), pelo que é reconhecido internacionalmente através da atribuição do Nobel da Paz em 1989. O prémio leva a que a causa receba mais atenção e apoiantes, ao mesmo tempo que provoca um embaraço ao regime de Pequim.Mais tarde deixa de lutar pela independência da Tibete, e passa a propor o Tibete como região autónoma da China, com verdadeira autonomia que lhe permita conservar e viver a sua cultura, incluindo a religião (o que actualmente não lhes é permitido, o regime chinês considera que a religião é uma doença para mente).

É reconhecido internacionalmente, em todo o mundo, como líder espiritual do Tibete, mas os governos de muitos dos países que visita evitam contactos oficiais com a Sua Santidade para não ferirem sensibilidades chinesas.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tenzin_Gyatso
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dalai_Lama
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